segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Zuccardi Q Cabernet Sauvignon 2007

No dia em que comemoramos de maneira oficial uma das pessoas mais importantes em nossa vida, ao menos pra mim meu pai é isso e muito mais, o vinho escolhido para acompanhar o almoço não poderia ser qualquer um, e eu optei por pegar este que se não é nem um top é sem duvida um dos melhores da vinícola e estava aguardando uma boa oportunidade para ser degustado.

A Bodega Familia Zuccardi é uma das mais famosas da Argentina, e possui diversas linhas de produtos hoje no mercado brasileiro inclusive como a gigante Santa Julia entre outras. A história da vitivinicultura remonta aos anos 1950 na família, quando começaram as experimentações com plantio e novos modos de irrigação em Mendoza. Mas somente em 1990 é que começa a produção de vinhos de alta gama justamente com a linha Zuccardi Q, onde o "q" leva ao significado de qualidade. É também a letra "q", segundo o próprio produtor, que era utilizada para marcar as parcelas mais antigas e uniformes dos vinhedos disponíveis na época da criação da marca, e da onde se trabalhavam com o intuito de se obter a maior qualidade possível dos frutos de lá vindos. Ao que tudo indica tanto trabalho e dedicação deu certo e a linha é um sucesso de vendas e de crítica. Este exemplar é composto por uvas 100% Cabernet Sauvignon vindas de vinhedos em La Consulta e Tupungato, ambos na Provincia de Mendoza. Passou ainda por envelhecimento e afinamento de 12 meses em barricas de carvalho Francês de média tosta. Vamos então as impressões.


Na taça o vinho apresentou uma cor rubi violácea bem intensa, com leve halo aquoso nas bordas, lágrimas finas, levemente espassadas, lentas e bem coloridas, tingindo bem as paredes de vidro.

No nariz o vinho se mostrou complexo e elegante, abrindo com geléia de ameixa preta, pimenta branca, pimentão, couro e um pouco de baunilha mais com o tempo. Um detalhe é que o vinho talvez mereça uma decantação prévia, tendo em vista que mudou bastante com o tempo. De qualquer maneira os aromas não eram aquela porrada, todos muito elegantes e presentes em "quantidade" agradável.

Na boca o vinho tinha corpo médio, taninos finos, aveludados e devidamente fundidos com o vinho, que ainda tinha uma acidez muito agradável o que dava amplitude em boca para o vinho. Confirmou fruta e especiarias e deixava ainda um final de médio para longo com muito chocolate e capuccino. Álcool imperceptível apesar dos 14% e sem amargor final. Um vinhaço!

O vinho confirmou as espectativas e se mostrou uma excelente escolha para a data especial. Foi comprado no free shop mas é trazido ao Brasil pela Ravin. 

Até o próximo!

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