Thursday, May 10, 2012

Como escolher um vinho para cozinhar?!

Esse é pra quem gosta de cozinhar, principalmente utilizando vinho para molhos e reduções. Espero que ajude!

"O melhor conselho que se pode dar é nunca cozinhar com qualquer vinho que você não beberia feliz. Isso inclui vinhos ruins, vinhos estragados ou uma garrafa que tenha sido aberta sabe se Deus quando. Evidentemente que não vamos cozinhar com Brunellos, Chateauneufs e assim por diante nem tão pouco com vinhos de garrafão.

Já no tocante a como um vinho influencia um prato ou como o sabor do vinho é afetado no processo de cozimento, depende da quantidade de vinho que você está adicionando e quanto tempo você o deixará cozinhando. Mas não importa se você está usando apenas um respingo de vinho para deglaze no final de um sauté ou uma garrafa inteira de reduzir um molho por exemplo, cozinhar com vinho normalmente traz duas coisas para um prato. A primeira é que alguns componentes de sabor nos alimentos se dissolvem melhor em álcool do que em água, trazendo riqueza para os sabores. Em segundo lugar, você está adicionando o sabor do vinho em si. Quanto mais você cozinhar com vinho, mais concentrados os sabores se tornarão, até um determinado limite é claro.

Quando o álcool evapora de um vinho durante o processo de cozimento, tudo o que resta são os sabores do vinho, especialmente os sabores de frutas. Aqui a sugestão é focar em vinhos cujo foco seja da fruta ao invés das notas de carvalho e especiarias pelo simples motivo que as notas de carvalho podem vir a se tornar sabores amargos quando cozidas. Normalmente, quando falamos de vinhos tintos, as sugestões vão de jovens Grenache, Syrah ou Zinfandel com frutos vermelhos maduros, já em se tratando de vinhos brancos, nada como  um bom Sauvignon Blanc com abundância de citrinos e sabores de frutas."

E vocês, caros leitores, alguma dica de vinho para ser utilizado quando se trata de cozinhar com o mesmo? Mandem sugestões ou mesmo me contem quais são os vinhos que vocês tipicamente utilizam para este propósito! Estou aguardando!

Até o próximo!!

Wednesday, May 9, 2012

Oceanus 2009

Como é bom poder descobrir novos vinhos, degustar novos sabores e ter contato com os mais variados tipo de vinhos não? Pois é isso e mais um monte de outras coisas legais que as degustações as cegas que o Beto Duarte, jornalista e blogueiro do Papo de Vinho, tem promovido proporcionam pra mim que sou um iniciante neste mundo tão fascinante que é o da bebida de Baco. E o vinho alvo do post de hoje também apareceu em uma destas degustações.


Vinho de entrada da vinícola portuguesa Fiuza & Bright que já teve outro vinho comentado por este que vos escreve (relembrem aqui), este exemplar é uma associação da casta francesa Cabernet Sauvignon com a portuguesa Touriga Nacional sem proporções divulgadas. O vinho não passa por madeira e tem a intenção de mostrar um carácter único que a expressão da fruta pode apresentar. Sem maiores delongas, vamos ao vinho.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, quase não apresentando qualquer transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas tingiam as paredes da taça denotando toda a jovialidade do vinho. 

No nariz o vinho apresentava aromas de frutas vermelhas em compota e ligeiro floral. Notas especiadas apareciam e sumiam constantemente. Álcool espetando um pouco no início (mais em virtude da temperatura eu creio) mas logo arrefeceu.

Na boca um vinho de corpo leve para médio, acidez bem viva e taninos finos mas marcantes e presentes. Retrogosto essencialmente frutado com um final de curta para média duração.

Um bom vinho para o dia a dia que não fará feio diante de carnes sem muito molho e pratos corriqueiros. Eu gosto do trabalho da Fiuza e acho que vale a pena ser degustado. Este é trazido pela Vinea.

Até o próximo!

Tuesday, May 8, 2012

Chile: Almoçando no Winebar Concha Y Toro

Conforme eu disse no post anterior, depois do Tour Marques da Casa Concha, resolvemos fazer uma parada para o almoço e escolhemos propositalmente o restaurante/winebar da vinícola Concha Y Toro para isto. Ainda portávamos nossas tábuas com as sobras de queijos/pães e torradinhas da degustação final do tour e fomos procurar uma mesa para nos sentarmos. O dia era bonito, apesar de um pouco frio quando batia um vento. Resolvemos nos sentar na parte interna do restaurante pois o sol atrapalhava um pouco a vista. No entanto, caso seja de sua preferencia, existem mesas ao ar livre cobertas com guarda-sóis para se aproveitar também a vista. O restaurante se encontra num lugar que fica entre a saída das caves e a lojinha.

Como ainda tínhamos alguns petisquinhos conosco, resolvemos que não iríamos pedir nenhuma outra entrada. Pedimos então a carta de vinhos e demos uma passada de olhos sobre o menu, enxuto e com opções de carnes, massas e alguma coisa de pescados. Como todos optariam por pratos a base de carne (que irei comentar mais pra frente neste post), passamos então a escolha do vinho. E resolvemos que esta seria uma oportunidade para provarmos um vinho mais top, optando assim pelo EPU 2009. Este é o segundo vinho da Vinícola Almaviva, tanto que seu nome na língua Mapuche (indígenas chilenos) quer dizer dois em alusão a este fato e se beneficia da joint venture da Concha Y Toro com a Baronesa Philippine de Rothschild para criar um vinho nos mesmos padrões dos segundos vinhos dos Château de Bordeaux, se aproveitando da fama do "primo rico". Produzido a partir dos mesmos vinhedos do Almaviva, de Puento Alto e Alto Maipo, o EPU 2009 é um corte de Cabernet Sauvignon e Carménère, com a predominância da primeira, entretanto não encontrei informações precisas quanto a porcentagens, tempo de carvalho, etc. Uma linda cor violácea, intensa e brilhante podia ser observada no decanter e posteriormente nas taças. Aromas de frutas vermelhas e escuras, baunilha e especiarias. Encorpado, carnudo e potente, o vinho tem taninos presentes e firmes, boa acidez e um final marcante e longo, confirmando os aromas. Um belo vinho sem dúvida.


Ah, e quanto a comida vocês devem estar se perguntando. É que eu me empolguei falando do vinho que até me esqueci de qual foi o prato que acompanhou tanto deleite. Não poderia escolher qualquer prato para fazer frente a este vinho, e todos na mesa optaram por escolher um belo cordeiro ensopado com batatas gratinadas de acompanhamento. A carne, forte e levemente gordurosa, foi preparada no ponto e se encontrava tenra e suculenta ao passo que as batatas formavam quase uma "mini-lasanha" juntamente com o queijo e demais ingredientes do gratinado, contrabalanceando a força e dando um toque de requinte ao prato. Tudo delicioso, diga-se de passagem. Era de se comer ajoelhado!


Depois do cafezinho, fechávamos a visita a Concha Y Toro, com a certeza de que a viagem havia começado com chave de ouro! Eu realmente recomendo que façam esta visita com tempo e que ao menos desfrutem um petisco e vinhos no wine bar da vinícola, que ainda conta com tábuas de queijos e frios, tapas e vinhos em taça, além de menus degustação e outros. Se nos balizarmos pelo prato que comemos, fechem os olhos e agucem os sentidos pois não irão se arrepender. Vale o dinheiro e o tempo investido com certeza!

Até o próximo!

Sunday, May 6, 2012

Vesztergombi Kékfrankos Barrique 2006

Este é um vinho bem interessante. Já havia provado ele uma vez durante uma degustação direcionada para vinhos húngaros e ele foi um de meus destaques, tanto é que trouxe uma garrafa dele pra casa para fazer a prova depois de um tempo e verificar se realmente eu tinha acertado na escolha. E eu acho que sim!

Este vinho é feito com a uva autóctone Kékfrankos pelo produtor Vesztergombi Pince (um dos mais conceituados do país, pelo que pude apurar) na região de Szekszárd na Hungria. Se entendi direito, passa de 15 a 20 meses em barrica antes de ser engarrafado e liberado ao mercado. Como as poucas informações que tinha sobre o vinho vem do site da vinícola, somente em húngaro, vou deixar somente estas informações por aqui e vamos as impressões.


Na taça o vinho apresentou uma cor rubi com forte tendência ao grená, com lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz, um vinho fechado de início mas que depois abre aromas vegetais, terrosos e de frutas escuras com ligeira lembrança de tostado. Tudo bem discreto e integrado, sem que um aroma se sobrepusesse aos outros.

Na boca um vinho de corpo leve para médio, acidez um pouco carente (até por que o vinho já era um pouco velho e talvez já estivesse numa curva descendente de vida) e taninos finos porém presentes e marcantes. Retrogosto com frutas escuras e vegetal. Final de curta para média duração.

Um bom vinho, que ajuda a expandir o paladar e a conhecer novas uvas e regiões vinícolas do mundo. Eu recomendo que você experimente, caso encontre uma safra mais nova talvez!

Até o próximo!

Saturday, May 5, 2012

Novy Syrah 2009

Continuando com os vinhos do final de semana/feriado prolongado, chegou a vez de um americano, não tão famoso quanto seus irmãos Zinfandel e Cabernet Sauvignon mas que costumam obter alguns bons resultados, dependendo da onde são plantandas por lá. Estou falando de um exemplar da uva Syrah, que juntamente com a Zinfandel tem se tornado as minhas uvas preferidas ultimamente. 

Este vinho é produzido por uma pequena vinícola familiar localizada no Napa Valley, na Califórnia. De origem Checa, esta família nomeou a vinícola como Novy, que em checo quer dizer novo, simbolizando que apesar de virem de um país do velho mundo, produzem vinhos no novo mundo e tentam passar todo seu amor através destes. Aparentemente não possui outras uvas no corte, mas não obtive confirmação nem tão pouco de envelhecimento em carvalho. Um detalhe, que hoje nem é mais curioso, é que o vinho vem com vedação de tampa de rosca. De qualquer forma, vamos as impressões.


Conforme eu havia comentado a luz não estava permitindo uma avaliação mais precisa, mas este vinho apresentava uma cor violácea muito escura, densa, quase negra com lágrimas finas, espassadas, rápidas e bem coloridas.

No nariz o vinho abriu com muita fruta escura, café com leite, notas terrosas e de pimentas. Tudo muito opulento e vibrante, num vinho que mudava constantemente. 

Na boca o vinho mostrou-se muito encorpado com taninos finos e presentes, em muita quantidade. Acidez gostosa e convidativa. Retrogosto confirma frutas e algo de chocolate. Final delicioso de média para longa duração.

Mais um grande vinho, talvez o melhor da noite desta vez, trazido pela SmartBuy Wines, que tem acertado em quase todas as escolhas para quem faz parte do seu clube de vinhos. Eu recomendo!

Até o próximo!