segunda-feira, 30 de maio de 2011

Fiuza 3 Castas 2009

Depois de muito falar sobre Portugal, suas uvas principais, suas regiões vinícolas e vinhos mais conhecidos, e ainda me aproveitando do friozinho do final de semana, chegou a hora de postar sobre mais um bom exemplar portugês, que só vem a somar a minha tão batida tese do custo benefício que estes vinhos vem me trazendo até então. Apesar disso, o vinho de hoje é um corte até certo ponto pouco usual, formado por cabernet sauvignon, syrah e touriga nacional (só esta última uma uva autóctone portuguesa). É portanto um vinho com ares moderninhos, fugindo um pouco do tradicional corte português ou mesmos dos vinhos de vinhas velhas.

Este vinho é produzido pela Família Fiuza, que possui terras localizadas dentro da região do Ribatejo, com uma área de produção de 120 hectares de vinha, distribuídos pelas zonas de Almeirim, Alcanhões, Romeira e Azambuja. Segundo o produtor os terrenos argilosos, argilo-calcários e arenosos aliados a microclimas específicos, reúnem ótimas condições para a obtenção de uma excepcional qualidade de uvas. O recurso a castas estrangeiras, nomeadamente francesas, implantadas numa das quintas, em conjunto com castas nacionais de reconhecido valor, permite a conjugação e obtenção de vinhos varietais e mono-vatietais. O vinho passou por fermentação em cubas de inox a 25° seguido de longa maceração. Estágio de 3 meses em barricas de carvalho novas seguido de 3 meses em barricas usadas. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma bonitacor rubi violácea de média transparência e de certa opacidade. Lágrimas finas, rápidas e incolores completam o conjunto visual deste vinho.

No nariz abriu com notas de frutas vermelhas frescas, leve lembrança de especiarias (canela/cravo) e leve aroma de madeira velha/molhada. Tudo muito discreto e integrado.

Em boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e muito boa estrutura tânica, com taninos finos mas em boa quantidade porém elegantes. Confirmou em boca o frutado e a lembrança de madeira, com um leve amargor final que não comprometeu em nada. Final um tanto quanto curto.

Enfim mais um bom exemplar para o dia a dia, indicado pela simpática vendedora da loja Vinea, valendo o quanto foi pago por ele. E que venham os próximos.

Saúde!

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