terça-feira, 3 de maio de 2011

Viagem a Punta Del Este Parte 1: Os vinhos degustados

Elaborei em minha cabeça uma lista de pequenos posts sobre minha  viagem ao Uruguai e o primeiro deles , este que estão lendo, será a respeito dos vinhos que degustei por lá, dentre os quais apenas um deles já era meu conhecido (já o havia provado em outra ocasião), no caso o Trumpeter Malbec. Tentei na maioria das vezes provar vinhos locais, mesmo que fazendo escolhas no escuro baseado em meu pouco conhecimento da produção local e sobre vinhos em geral. Acontece que em duas ocasiões não encontrei um vinho que eu achava ser adequado a comida que eu estava pedindo e por isso optei por válvulas de segurança já outrora debatidas e conhecidas. Vou tratar em um post separado a visita que fiz a Bodega Alto de La Ballena e por lá comentarei também os vinhos degustados. Seguem as impressões resumidas dos vinhos degustados.

Trumpeter Malbec 2008

Este já é um velho conhecido meu e o havia provado em duas outras oportunidades, a primeira na Argentina seu país de origem, e em casa mesmo. Vinho bem feito da bodega La Rural em Mendoza, ao estilo bem novo mundo dos malbecs argentinos com muita potência e bom corpo. Aromas de frutas, notadamente cerejas e ameixas, algumas especiarias como canela e pimenta, e alguma coisa de tostado ao fundo. Taninos presentes, finos e elegantes bem integrados ao conjunto. Ressalva somente a uma ponta de álcool que sobra no início mas que arrefece durante a refeição. Acompanhou bravamente um belo bife de entrecote.

Don Pascual Tannat 2010

Vinho da linha de entrada da Bodega Família Deicas (Estabelecimento Juanicó) feito nas cercanias da cidade de Montevideo, este varietal da uva Tannat se mostrou um bom vinho para o dia a dia. Coloração rubi bem escura, apresentou aroma de geléia de frutas e taninos presentes, marcantes mas de boa qualidade. Corpo médio e boa acidez completam o conjunto. Foi bem com Ojo de Bife com redução de vinho tannat.



Pisano 1ª Viña Merlot Tannat 2008

Mais um nativo do Uruguai, este da região de Progreso. Vinho de entrada entretanto não produzido mais pela Bodega Pisano, uma das mais famosas do Uruguai, este exemplar se mostrou um pouco tímido com aromas muitos discretos de frutas vermelhas e um pouco de tostado, proveniente provavelmente de seu estágio em madeira. Talvez fosse necessária alguma aeração/decantação prévia. Corpo médio, boa acidez e taninos finos e em pouca quantidade. Não agradou muito embora valeu por conhecer. Feito com 60% de Merlot e 40% de Tannat em sua composição. 

Don Julio Ariano Special Reserve 2006

Vinho top da Bodega Ariano Hermanos, este realmente foi um show a parte. Tem em sua composição uvas Tannat especialmente selecionadas de um parte específica dos vinhedos e envelhecidos por 18 meses em barrica além de parcelas de Merlot e Syrah também envelhecidas separadamente. Dá origem a um vinho de cor rubi escuro mas já com leve halo granada de evolução, encorpado e carnudo com taninos quase mastigáveis. Lindos aromas de frutas escuras, notadamente ameixas pretas, muita especiaria como pimenta do reino e pimenta branca, tabaco, leve floral e alguma coisa de chocolate que pareceu evoluir para capuccino durante o consumo. Enfim, o vinho mais expressivo de todo o passeio. Foi majestosa a harmonização com uma picanha de cordeiro e batatas com redução de vinho tannat.

Casilleiro Del Diablo Sauvignon Blanc 2009

Este apesar de ser de uma linha já conhecida da gigante chilena Concha Y Toro ainda não tinha tido a oportunidade de prová-lo em oportunidade anterior. Se mostrou um vinho de coloração amarelo dourado, extremamente aromático lembrando maracujá, grama e alguma coisa de borracha queimada, pneu deveras interessante. Muita acidez e citricidade em boca tinha ainda um final mineral muito interessante. Boa persistência e frescor. Foi muito bem com um peixe ao molho de roquefort. 

Espumante Castelar Extra Brut

Este espumante aparece por aqui mais pelo detalhe em sua tampa, que é screw cap e além disso tem uma cobertura que imita o formato de uma rolha de espumante. Este também é produzido pela Bodega Família Deicas (Estabelecimento Juanicó) e é bem simples, com boa acidez, corpo leve, e aromas discretos de flores, frutas (algo entre maçã e pera eu diria) e alguma coisa de pão. Poucas borbulhas em boca. Serviu muito bem como aperitivo e ainda acompanhou uma uma pizza de presunto e muzzarela sem fazer feio.

E foi isso pessoal. Diversas novidades, outras nem tanto mas valeu muito a pena. Como dito anteriormente, vou preparar um post sobre a visita a Bodega Alto de La Ballena com seus vinhos e particularidades. Espero vocês!

Saúde!

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