Friday, January 29, 2016

Divulgação: Leilão de Vinhos GRAACC. Ajude a quem necessita!

Olha só que iniciativa bacana que o GRAACC está promovendo. No segundo semestre de 2016 eles vão realizar um leilão de vinhos em prol da instituição e das crianças por eles ajudadas. Agora eles estão trabalhando na captação de garrafas de vinho que terão 100% revertidos os seus valores de venda para auxílio ao GRAACC. Veja o release oficial da instituição abaixo:

"O GRAACC, referência no tratamento do câncer infanto-juvenil, realizará no segundo semestre de 2016 um leilão em prol da causa.

A instituição já começou a receber doações de garrafas de vinho e outras peças para o leilão, com destaque para os raros Veja-Sicília Único 2013, Chateâu Palmer 2014 e Château Suduiraut Sauternes 1998.

Todas as garrafas já estão armazenadas em adegas na Dedalo Leilões, localizada no bairro dos Jardins, em São Paulo, que será a responsável pelo evento.

Você também pode fazer parte desta causa e ajudar os pacientes do GRAACC a terem uma vida inteira pela frente: contribua com esta ação especial.

Para fazer a sua doação ou mais informações, entre em contato pelo telefone (11) 5904-6600 / 99732 28 54 ou mande um email para flavionoguer@graacc.org.br."



Eu peço encarecidamente aos leitores deste blog que me ajudem na divulgação desta ação fazendo com que a mesma chegue as pessoas que poderão ajudar nesta empreitada. Conto com a ajuda de vocês.

Até o próximo!

Thursday, January 28, 2016

La Vieille Ferme Rouge 2014

Complementando o post anterior, ter a oportunidade de passar por tamanha experiência sensorial com o jantar no Provence Cottage & Bistrô (relembrem aqui) realmente necessitava de um bom acompanhamento. E olha só que barato, a carta de vinhos do restaurante é escrita a mão e num moleskine. É muito mimo. Depois de pensar muito sobre o assunto optei pelo La Vieille Ferme Rouge 2014, pensando num bom coringa para acompanhar os pratos até então desconhecidos. Olha, acho que eu acertei em cheio.


La Vieille Ferme tem sido popular entre os amantes do vinho há mais de 40 anos. Produzido em uma região tranquila e ensolarada do Sul do Rhône, na França, cada vinhedo é uma expressão de seu terroir: o vinhedo localizado em Côtes du Ventoux traz elegância e estrutura para os vinhos tintos e rosados; a altitude do vinhedo localizado em Côtes du Luberon traz frescor e delicadeza aos brancos. La Vieille Ferme é feita com grande cuidado e integridade pela Família Perrin, proprietários de Chateau de Beaucastel. Os maiores críticos de vinho de todo o mundo têm elogiado os produtores deste vinho por a sua qualidade irrepreensível, que alcançou reconhecimento internacional. O notável prestígio adquirido ao longo dos anos pela família Perrin garante sua presença entre o PFV (“Primum Familiae Vini”), associação formada por 11 dos maiores produtores de vinho do mundo, dentre eles Château Mouton-Rotschild, Vega Sicilia e Hugel & Fils, produtor da Alsace. A Perrin & Fils hoje é gerenciada por 6 membros da família Perrin da 5ª e 6ª gerações. Usando as mesmas técnicas empregadas no Château de Beaucastel, a família Perrin ter acrescentado algumas denominações interessantes em sua já impressionante lista de vinhos.

Sobre o La Vieille Ferme Rouge 2014, podemos acrescentar que é feito a partir das castas típicas da região do Rhone, a saber: Carignan, Cinsault, Grenache e Syrah. O vinho é então fermentado em cubas de cimento de 150 e 300 hectolitros. Depois da fermentação o vinho é mantido em ambas as cubas e grandes barris de carvalho por dez meses, em seguida, engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade, algum brilho e limpidez. Vale ressaltar que devido a iluminação mais aconchegante, intimista, esta avaliação ficou um pouco difícil.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas frescas, especiarias, baunilha e algo de tostado ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom exemplar de vinho francês da região do Rhône, que mostrou seu potencial e frescor, escoltando bem todos os pratos do jantar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, January 27, 2016

Provence Cottage & Bistrô: Sofisticação e experiência sensacional!

Vivemos um turbilhão de atribuições e de tarefas em nosso dia a dia que muitas vezes esquecemos de nós mesmos e dos nosso prazeres, negligenciamos nossa saúde e deixamos de fazer atividades que nos trazem prazer. Por isso é bom que, de vez em quando, viremos a chave e mesmo que por um curto final de semana, nos entreguemos a alguns exageros sem culpa. E foi assim que eu e minha esposa chegamos a Monte Verde, Sul do estado de Minas Gerais, em um final de semana desses. E mais do que isso, descobrimos a verdadeira experiência gastronômica. Ou melhor, a verdadeira experiência sensorial, muito além da gastronomia.

Detalhes das louças e pratarias utilizadas

O Provence Cottage & Bistrô é uma luxuosa pousada e bistrô (desculpem a redundância) que trás ares de Europa para o aconchego de Monte Verde. Toda a arquitetura e os detalhes de decoração remetem as antigas pousadas provençais. Embora não tenhamos nos hospedado lá (o que foi uma pena, uma vez que só ficamos sabendo do lugar depois de já termos escolhido a nossa pousada) soubemos que por lá era servido um jantar em formato menu degustação com 5 pratos, e decidimos embarcar de cabeça. O Bistrô funciona num estilo comfort food e slow food, sendo uma surpresa a parte, afinal quando você faz a reserva não tem idéia do que será servido. Mas até nisso o cuidado do local é mostrado, pois se preocupam em saber se você tem restrições alimentares e caso as tenham, adaptações ao menu podem até ser feitas. E das mãos do chef Ari Kespers saem jóias tão criativas e deliciosas que transformam cada jantar em algo inesquecível. A inspiração é na cozinha internacional, não há dúvidas, mas com aquele quê mineirinho e recheado de produtos locais.

Capuccino de Cogumelos Portobelo

Começamos o jantar já de um forma perfeita e inusitada com um Capuccino de Cogumelos Portobelo, Confit de Canard e Terra de Banana. Estava deveras cremoso e rico em camadas e texturas. Aqui o chefe brinca com a cor dos cogumelos, a cremosidade do preparo e a espuma colocada no topo além é claro da farofinha de banana, em alusão a famosa bebida a base de café, criando também um contraste doce x salgado muito interessante.

Ravioli de Banana da Terra

O segundo prato era de se comer de joelhos. Um belo Ravioli de Banana da Terra, Queijo da Serra da Canastra e Macadâmia. Mais uma vez o joguete do salgado e doce funciona muito bem, tudo isso aliado a uma massa caseira perfeita e cozida a perfeição.

Strudel de Bacalhau

Já passávamos da metade da "brincadeira" sensorial quando nos deparamos com o terceiro prato, e imaginem só, outro belo prato. Era um Strudel de Bacalhau com Consommé de Maçã. Além do contraste de sabores, pedacinhos de maçã em conserva criavam também uma textura diferente e um aspecto azedinho interessante aos pratos. Impressionante.

Tornedor Suino

Chegamos ao prato principal e, além do deleite visual, o prazer a cada garfada não poderia ser diferente. O Tornedor Suíno com Molho de Tamarindo, Mandioca Cremosa e Farofa Brasileira era espetacular. A carne tenra e suculenta, o contraste agridoce e as texturas adicionadas pela farofinha era divinos, formavam um conjunto afinado e consoante.

Para finalizar a sobremesa era composta de uma deliciosa Tapioca Bruleé com Creme Inglês e Sorvete Caseiro de Goiaba. Sem excessos na doçura e com a constante brincadeira entre as texturas e os sabores contrastantes, não poderia exisitr melhor forma para fechar o banquete sensorial pelo qual havíamos passado.

A cara da satisfação

Depois de tudo isso, o que mais eu poderia dizer sobre o Provence Cottage & Bistrô? O chef Ari Kespers nos proporciona uma experiência que expande os horizontes gastronômicos, que nos faz entender perfeitamente o que significa slow/comfort food e que nos deixa com o sentimento de que somos tratados de uma maneira ímpar. Os sabores permanecem na lembrança e a vontade de quero mais uma constante em meus pensamentos! Eu recomendo a todos que estiverem pensando em ir a Monte Verde ou que já estejam por lá a conhecer este restaurante, não irão se arrepender.

Detalhes da decoração com ares europeus

Ah, vocês devem estar se perguntando se não teve um vinho para acompanhar tudo isso, certo? Pois eu digo que teve sim, mas será assunto para o próximo post, uma vez que me alonguei demais por aqui. Fiquem conosco.

Até o próximo!

Monday, January 25, 2016

Stupendo Cabernet Sauvignon 2012: Mais um belo vinho brasileiro!

O vinho é produzido pela LPG Wines, que fruto do amor pelo vinho, foi fundada por três amigos, um renomado Enólogo Português e dois brasileiros, outro Enólogo e um Engenheiro Agrônomo. O trabalho iniciou em 2008, com a implantação do projeto de Agricultura de Precisão e Segmentação de Colheita com alguns produtores parceiros na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O projeto de produção utiliza o mesmo sistema adotado em mais de 15 países do velho mundo, tendo como foco a melhoria da qualidade da uva para a produção de um bom vinho. São produções únicas e exclusivas com a baixa tiragem por hectare.


O Stupendo Cabernet Sauvignon 2012 é um vinho varietal 100% Cabernet Sauvignon que estagiou em barricas de carvalho francesas e americanas por 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas mais grossas, lentas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aroma de frutos negros e vermelhos, especiarias, baunilha e leve toque mentolado. Ao fundo lembrança de tostado.

Na boca o vinho era encorpado, de boa acidez e taninos marcados e presentes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Um belo vinho brasileiro, que como eu já disse e volto a repetir, tem mostrado que a qualidade dos vinhos tintos nacionais tem crescido de maneira muito interessante. Vale a prova, eu recomendo. Deve aguentar alguns pratos mais elaborados e mais gordos. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até a próxima!

Friday, January 22, 2016

Tierra Imperial Crianza 2012: As voltas com a Espanha

Confesso que tenho provado mais vinhos espanhóis nos últimos tempos e que estes tem me surpreendido de maneira positivamente cada vez mais, e não só os tintos, mas os brancos frescos e deliciosos que combinam com o verão aqui do Brasil. Mas como o tempo deu uma esfriada, desta vez resolvi ir de tinto. E o vinho que vamos conversar hoje sobre é o Tierra Imperial Crianza 2012.


A Bodegas Verduguez, produtora do vinho, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.

Quando pensamos em Espanha e em um Tempranillo Crianza, logo nos vem a cabeça as regiões de Ribeira del Duero ou mesmo Rioja, entretanto o Tierra Imperial Crianza 2012 vem da região de La Mancha e Castilla. Feito 100% com uvas Tempranillo, este vinho passa por no mínimo 6 meses em barricas de carvalho e mais algum tempo em garrafa antes de ser liberado ao mercado, conforme solicita a legislação da DO La Mancha. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com ligeiro halo granada nas bordas. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e negros, especiarias, notas animais e algo de baunilha.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos marcados e firmes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho tinto espanhol que provamos por aqui, que me faz cada vez mais tentar conhecer e descobrir novos vinhos vindos de lá. Eu recomendo e muito a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!