Monday, July 22, 2013

Amanhã tem mais Winebar com House of Mandela e Ravin!!!

Amanhã, 23-07-2013 (terça feira), é dia de Winebar mais uma vez, e agora com vinhos sul africanos recheados de muita história. Com o apoio da importadora Ravin serão apresentados os vinhos da vinícola House of Mandela. 


A House of Mandela já existe a muito tempo, mas idéia da união da história familiar com a produção de vinhos se deu em 2010. Para eles, a linha de descendência da família Mandela faz com que o vinho produzido transcenda a garrafa e se torne parte de uma história muito maior, numa forma de manter o legado da família vivo e passado para outras pessoas. O bacana é que parte do lucro obtido pela venda dos vinhos é revertido para auxílio as pessoas carentes da África do Sul. A vinícola possui duas linhas de vinhos: a Reserva Real e a a Thembu Collection, frutos das principais regiões vinícola da África: Stellenbosch e Paarl. Os vinhos da linha Thembu tem três de seus representantes trazidos ao Brasil pela Ravin: House of Mandela Thembu Collection Sauvignon Blanc 2012, House of Mandela Thembu Collection Pinotage 2012 e House of Mandela Thembu Collection Shiraz 2012, entretanto para a apresentação, serão degustados o Sauvignon Blanc e o Pinotage.

Como de praxe a apresentação será conduzida pelo publicitário e blogueiro Daniel Perches e terá como contra parte Rogério D’Ávila, proprietário da importadora Ravin. Eu já estou com meus vinhos e pronto pra apreciar um pouco mais desta história e aprender sobre eles.

Lembrando que o evento acontece via web em www.winebar.com.br (ou pelo Facebook) a partir das 20h. E você, vai perder esta apresentação? Eu acho que não, certo?

Até lá!

Thursday, July 18, 2013

Zuccardi Serie A Syrah 2011

Em mais uma noite de esbórnia enogastronômica em casa este foi o vinho escolhido para acompanhar uma torta de liquidificador com recheio de carne seca e queijo coalho, de comer de joelhos. E como já é de praxe, falaremos a respeito do vinho por aqui.


Sobre a Zuccardi já falei muito aqui no blog e vocês já devem estar cansados de saber que é uma vinícola que admiro muito pois em todas a linhas com que trabalha sempre apresenta vinhos de qualidade. E não é diferente com esta linha "Serie A", onde segundo o produtor, o A vem de Argentina e a linha de vinhos é produzida com o intuito de demonstrar todo o potencial de diversos microclimas e micro regiões que existem dentro de Mendoza. E acho que o objetivo é atingido.

Já no tocante ao vinho, um varietal feito com uvas 100% Syrah colhidas em duas regiões diferentes: 60% de Santa Rosa e de Agrelo, no Valle de Uco. A fermentação malolática acontece previamente ao envio de 30% do vinho para barricas de primeiro, segundo e terceiro usos por aproximadamente 10 meses. Atinge 14% de graduação alcoólica. Vamos finalmente as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea de média intensidade, com alguma transparência e bom brilho. Lágrimas finas, espassadas e ligeiras com leve cor ajudam a tingir as paredes da taça.

No nariz o vinho abre com aromas de frutos escuros maduros, toques de pimenta e floral. Ligeiro aroma tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho apresenta corpo médio, boa acidez e taninos marcados, ligeiramente rascantes mas de boa qualidade. Retrogosto confirma frutas e pimenta num final de média para longa duração.

Mais um grande vinho da Zuccardi, muito interessante e que foi muito bem com a torta. Este foi um presente e por isso não comento sobre valores nem nada parecido, só aconselho que provem o vinho.

Até o próximo!

Wednesday, July 17, 2013

Buena Vista Count Cuvee Red Blend 2008

Nada como curtir os bons momentos da vida com boa companhia, comendo e bebendo o que de melhor a vida nos oferece não é? Pois é assim que eu tenho levado a vida. E foi numa destas oportunidades que a vida me deu que resolvemos abrir este vinho, eu e minha esposa, pra acompanhar um fondue de carne ao vinho muito gostoso e simples de se fazer.


A Vinícola Buena Vista teve sua fundação no ano de 1857, sim a muito tempo atrás, através de um visionário para a época chamado Agoston Haraszthy e foi a pioneira em Sonoma na produção de vinhos de alta qualidade. De lá pra cá muita história se passou e a vinícola se encontra agora num caminho de renovação, iniciado ainda no ano de 2012 pela família Boisset, atual proprietária da vinícola.

O vinho tem seu nome em alusão ao fundador da vinícola, apelidado de "The Count" muito por suas histórias (fantasiosas ou não) que misturavam política e casos policiais. É um blend de três uvas: Zinfandel, Merlot e Syrah. Passa por 14 meses de envelhecimento em carvalho francês, americano e húngaro. Possue 14,5% de teor alcoólico. Vamos as impressões.

Na taça uma cor rubi violácea de grande intensidade com pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz aromas de frutos escuros em compota, couro, chocolate e toques de tostado ao fundo da taça. Bastante complexidade e harmonia.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos marcados, presentes mas de excelente qualidade. Retrogosto confirma o olfato com fruta bem madura e chocolate amargo. Final de longa duração.

Mais um grande vinho, fruto da assinatura do clube de vinhos da Smartbuywines. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, July 16, 2013

El Enemigo Bonarda 2009

E era dia de celebrar! Celebrar a vida, as datas que nos marcam, os dias que se passam, enfim, nossas realizações na vida que vão muito além do lado material. E minha esposa me deu a missão de escolher o vinho para tal oportunidade. Depois de muito pensar em qual vinho tirar da adega, se seria ou não a ocasião certa, decidi que iria levar um velho ditado em conta: "a vida é muito curta para bebermos vinhos ruins". Foi ai que entrou em cena o El Enemigo Bonarda 2009, um presente de casamento muitíssimo interessante.


A Bodega El Enemigo se encontra aos pés dos Andes com vinhedos espalhados por Mendoza, especialmente em Luján de Cuyo, se utilizando das altitudes favoráveis e de clima propenso a produção de uvas de grande qualidade. É também um projeto de dois nomes de peso no cenário argentino: o enólogo Alejandro Vigil e Adrianna Catena, filha de ninguém menos que Nicolás Catena, dois românticos no que fazem e que nutriam uma paixão em comum que veio a uni-los ao redor do vinho. Uma curiosidade é que o nome El Enemigo faz referência ao inimigo que todos temos que lidar no dia a dia: nós mesmos.

O vinho em questão é composto por 90% de uvas Bonarda acrescidas de 10% de uvas Cabernet Franc. Passa por volta de 14 meses de envelhecimento em carvalho e tem 14% de álcool. Foi agraciado com 90 pontos do "nosso amigo" Robert Parker, que o classificou como um dos mais complexos vinhos feitos com uvas Bonarda. Vamos as impressões.

Na taça um cor violácea muito intensa e quase intransponível, sem traços de transparência. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas que o usual e muito coloridas ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz uma complexidade incrível, passando por frutos vermelhos e escuros maduros, chocolate, especiarias e toques de defumado e tostado. Lembra ainda algum mentolado. Muito interessante.

Na boca o vinho era encorpado, taninos firmes, marcantes e de excelente qualidade e boa acidez, tudo muito equilibrado e mostrando um grande conjunto. Retrogosto confirmando o olfato num final longo e saborosíssimo.

Sem dúvida um grande vinho, excelente qualidade e que deve ter ainda um bom tempo de garrafa dada toda sua complexidade e estrutura. Como minha esposa mesmo disse, quando estava me aproximando do final do vinho, parecia uma criança segurando a taça como se não quisesse largar "meu brinquedo". Vale a prova, eu recomendo!

Até o próximo!

Monday, July 15, 2013

Faces, os vinhos oficiais da Copa do Mundo de 2014

O blog acompanhou o lançamento oficial dos vinhos Faces em São Paulo

Na última sexta feira (12/07) o blog teve o privilégio de acompanhar em São Paulo o lançamento dos vinhos oficiais da Copa do Mundo de 2014. E o local escolhido não poderia ter sido melhor: a churrascaria Vento Haragano na região do Itaim, zona sul da capital.


A vinícola escolhida pela Fifa, após muita disputa com outras vinícolas nacionais e internacionais, foi a Lídio Carraro e seus vinhos de boutique, e para quem não conhece a vinícola, um breve histórico: Fundamentados no conceito de vinícola boutique (já discutido aqui no blog), seus vinhos tendem a expressar o "terroir" no qual são plantados através da busca pela integridade e quebra de paradigmas, de maneira sustentável e pouco ou nenhum uso de recursos externos para controle dos vinhedos/vinhos (baixo uso de defensivos químicos, não utilização de carvalho para correção dos vinhos, etc). Como também já comentei um pouco sobre os seus vinhos em outras oportunidades (aqui, aqui ou aqui) não irei me alongar muito nisso.


Os vinhos da copa são dois até o momento, um branco e outro tinto, e até o final do ano teremos ainda uma terceira opção, um rosé. O conceito da marca "Faces" , criada para a Copa do Mundo é no entanto, o que   mais me chama a atenção. Com a tentativa de resgatar a "brasilidade"e o mix de povos e culturas que acabou por formar o que hoje chamamos de brasileiros serve de base para todo o projeto, que nos foi muito passionalmente apresentado pela Enóloga e Diretora Técnica da vinícola, Monica Rossetti. Aliás, uma curiosidade e também motivo de grande orgulho pra nós brasileiros apreciadores de vinhos: além do trabalho para a Lidio Carraro, a Monica também presta consultoria para vinícolas italianas no Piemonte e na Toscana.

O Faces branco é um vinho de corte produzido a partir de três uvas: Chardonnay, Moscato e Riesling Itálico na proporção de 1/3 para cada na composição final e como de praxe os vinhos não passam por madeira. Pelo que a Monica nos passou, apenas o Chardonnay passa por fermentação malolática. Um vinho de cor amarelho palha com reflexos verdeais. Aromas de frutas cítricas e tropicais, toques de flores e leve lembrança de baunilha. Corpo leve para médio. Acidez refrescante. Fica um tempo médio em boca. Um vinho bacana, e se o preço for mesmo o que foi revelado, em torno de 40 dinheiros, acho um bom vinho para o dia a dia.


Já o Faces tinto é um pouco mais "complicado". Explico. É um vinho de corte que utiliza 11 uvas em sua composição, lembrando alguns pesos pesados do mundo do vinho europeu (apenas em termos de composição, algo não muito familiar ao brasileiro acostumado com vinhos varietais). A idéia aqui complementa ainda a campanha Faces pois simula a escalação de um time de futebol (e seus 11 jogadores). E estas uvas são: Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Pinot Noir, Touriga Nacional, Malbec, Nebbiolo, Alicante, Ancellotta, Teroldego e Tempranillo. Na taça uma cor violácea, trás no nariz aromas de frutas vermelhas e escuras frescas misturadas além de toques de especiarias. Na boca um corpo de leve a médio, boa acidez e taninos bem finos e suaves. Sem defeitos, agrada mas não tanto quanto o branco. Com o mesmo preço do branco, empolga menos mas mesmo assim ainda é justo.

Depois disso ainda pude rever alguns vinhos das outras linhas da Lidio Carraro, conversar com a equipe Lidio Carraro presente na apresentação (Leonardo Khouri - Gerente de Contas e Ana Cristina - Representante Comercial para São Paulo) sobre vinhos, mercado, etc além é claro de um belo almoço com os já aprovados cortes de carne disponíveis na casa.

Mais do que apresentar os vinhos da Copa do Mundo para a imprensa e lojistas, o evento e a campanha da Lidio Carraro tem que servir para despertar o consumidor brasileiro e o produtor nacional para que juntos façamos o mercado crescer. Agradeço mais esta oportunidade e vamos junto na divulgação.

Até o próximo!