domingo, 8 de abril de 2012

Da'divas Chardonnay 2011

Este final de semana foi mais um com muitos vinhos provados desde a sexta feira, e eu vou precisar de alguns posts pra falar sobre todos. Mas eu confesso que dado todo o barulho em cima das salvaguardas propostas ao mercado vinícola nacional (notem que eu não falei nada no blog sobre este assunto pois considero muito baixo astral e não é minha intenção aqui, mas quem me conhece e me segue nas redes sociais sabe muito bem qual é minha opinião a este respeito) eu fiquei muito na duvida se deveria ou não postar este vinho por aqui. Enfim, depois de muito pensar sobre resolvi postá-lo pois eu acho que uma vez que o vinho tem qualidade, deve ser dividido com as pessoas com as quais você se importa e vocês, meus leitores, fazem parte das pessoas pelas quais me importo e é por isso que estamos aqui.


Já falei sobre a Lidio Carraro em outras oportunidades aqui no blog e eu considero que é uma das melhores vinícolas do Brasil (sem levar em conta preço e coisas assim, pois neste quesito eu ainda a questiono um pouco) e este vinho realmente não foge muito a regra. Vale lembar que este vinho é feito com uvas Chardonnay colhidas em Encruzilhada do Sul, um terroir que tem sido motivo de muitas discussões como um dos possíveis melhores dentre os do Rio Grande do Sul e por que não, do Brasil. Não sou profundo conhecedor deste assunto e por isso não irei dizer nem que sim nem que não, mas que tenho provados vinhos muito interessantes vindos de lá, isso não posso negar. Outra característica marcante da vinícola é que eles não utilizam madeira em seus vinhos, com a intenção de que os mesmos expressem todo os aromas e sabores das uvas por eles plantadas, colhidas e vinificadas. Atitude louvável e confesso que torna ainda mais interessante e desafiador a degustação de tais vinhos. Sem mair enrolação, vamos as minhas impressões.

Na taça o vinho apresentou uma cor amarelo palha , bem clara, límpida e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e incolores também tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho abriu com aromas cítricos e de frutas brancas como abacaxi e melão. Alguma coisa de mel também apareceu com o tempo em taça e o ligeiro aumento da temperatura. O vinho é muito perfumado.

Na boca o vinho tinha corpo de leve pra médio, uma excelente acidez sem nenhum amargor final. Retrogosto muito frutado com um final de média duração. 

Um ótimo vinho, fresco, saboroso, e que combinou bem com o calor que fazia e um belo macarrão ao molho branco com sardinhas fritas. Eu recomendo!

Até o próximo!

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