quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Viagem a Bento Gonçalves (Vale dos Vinhedos) - Vinícola Lídio Carraro

O próximo capítulo de minhas visitas ao Vale dos Vinhedos se deu na Vinícola Lídio Carraro, famosa principalmente no exterior pela qualidade e particularidade de seus vinhos. Fundamentados no conceito de vinícola boutique (já discutido aqui no blog), seus vinhos tendem a expressar o "terroir" no qual são plantados através da busca pela integridade e quebra de paradigmas, de maneira sustentável e pouco ou nenhum uso de recursos externos para controle dos vinhedos/vinhos (baixo uso de defensivos químicos, não utilização de carvalho para correção dos vinhos, etc).


Na sede, fomos recepcionados pelo Alexandre (na verdade eu não sou muito bom com nomes e portanto já peço desculpas caso o nome não seja este), futuro enólogo da casa e muito empolgado quando o assunto é vinhos, gostando muito de conversar por muito tempo sobre o assunto e responsável pela condução da degustação dos vinhos. Com certeza gastei um bom tempo durante a degustação conversando com ele. Por exemplo, soube através dele que a vinícola está investindo pesado no "terroir" de Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste, onde eles tem obtido excelentes resultados com uvas mais delicadas como Pinot Noir por exemplo (apesar de possuir clima parecido com o Vale dos Vinhedos, os solos são mais pobres e tendem a gerar uma maior qualidade das uvas cultivadas), além disso ele me informou também que dado a filosofia da vinícola, eles acabam optando por não vinificar determinados varietais em anos de colheita considerada abaixo do padrão esperado, o que demonstra também um grande comprometimento com a qualidade de seus produtos. Depois de toda esta conversa, era hora de irmos pra degustação. Tivemos grande parte da linha deles disponível para degustação, em torno de uns 7 a 8 vinhos. No parágrafo abaixo, como já de costume, irei colocar minhas impressões sobre os vinhos que mais me chamaram atenção. 

Da linha de entrada da vinícola o destaque ficou com o Dádivas Chardonnay, vinho de muito frescor e com muita fruta de polpa branca em destaque nos aromas contrapondo um pouco de mel também, com corpo médio e excelente acidez; já numa linha mais intermediária meu destaque seria o Elos Tannat/Touriga Nacional com coloração muito forte, aromas florais dominando com compota de frutas em segundo plano, tudo isto aliado a taninos muito domados e redondos e uma excelente acidez; para fechar com a linha mais top o Quorum Grande Vindima, que contém em seu corte Merlot/Cabernet Franc/Cabernet Sauvignon e Tannat (todas uvas do Vale dos Vinhedos diferenciando o vinho dos anteriores, com uvas vindas de Encruzilhada do Sul) ainda com muito aroma floral, frutos e muita especiaria num vinho bem mais encorpado e de final longo e saboroso.

Era hora de dizer tchau e seguir em frente em nossas visitas e degustações. Após uma foto tirada ao lado da placa na entrada na vinícola saímos satisfeitos de que havíamos feito uma excelente escolha em mais uma visita. Mas ainda tinha mais por vir. Fiquem ligados nos próximos posts.

Até o próximo! 

2 comentários:

  1. Oi Victor! Também estive lá em setembro deste ano, e meu campeão pessoal foi mesmo o Dadivas Chardonnay. Um excelente vinho, extremamente fresco e elegante, na minha opinião...
    Roberta Aquino

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  2. Roberta,

    Obrigado pela visita.

    Evidentemente sou suspeito para falar pois sou viciado em vinhos tintos, mas realmente este chardonnay e um outro que vou falar em um próximo post me surpreenderam muito!!!

    Bjo

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