quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cuvée Domaine Nigri 2008

Finalizando a série de postagens relacionadas aos vinhos do natal, temos agora este vinho de sobremesa que foge um pouco dos habituais vinhos do porto, sautérnes e afins. Mais um que eu adquiri na Cave Jado, minha importadora favorita em se tratando de vinhos franceses com boa relação custo benefício.

O vinho em questão é feio na região sudoeste da França, na AOC Jurançon, e tem como uvas componentes a Gros Manseng (60%), vinficada e maturada em cubas termoreguladas e a Petit Manseng (40%), vinficada e maturada em toneis de carvalho, ambas uvas locais, emblemáticas e que compõe parte das permitidas dentro da regulamentação local.  Embora não se tenha mais informações sobre o vinho e o método de produção para que o vinho se torne doce, eu aposto que ao menos alguma das castas deva ter sido botrytisada. Sobre o produtor, retirado do site da importadora: "O Domaine Nigri existe desde 1685, o Jean Louis Lacoste dirige esta vinícola familiar há quase 20 anos. A vinícola está em conversão orgânica com práticas de cultura modernas no respeito ao meio ambiente. A diversidade dos solos e das uvas com um trabalho caprichado confere aos vinhos do domaine uma originalidade e uma grande complexidade na expressão aromática. A região do Jurançon tem influencias climáticas do Atlântico, dos Pireneus, temperaturas elevadas e é a região vinícola da França mais chuvosa, então o cuidado com a cobertura vegetal é muito importante para prevenir a erosão e preservar a vida orgânica dos solos, elementos essenciais da expressão dos terroirs. As uvas são colhidas separadamente e vinificadas parcela por parcela afim de revelar todo potencial aromático e expressar a diversidade dos solos". Vamos as impressões.


Na taça o vinho já impressiona pela coloração dourada com tendência âmbar, muito brilhante e bonita. Lágrimas lentas escorrem pelas paredes da taça. 

No nariz o vinho mostrava aromas de maracujá, mel e algo empireumático, lembrando plástico novo. Além disso, uma ponta de cítrico podia ser sentido no fundo da taça. 

Porém era na boca que o vinho realmente dava um show: untuoso, encorpado e com uma acidez interessante que contrapunha com a doçura do vinho, fazendo com que houvesse um delicioso equilíbrio no vinho. Retrogosto com muito mel e maracujá além de uma pitadinha de cítrico, que também aparecia por aqui. Uma delícia!

E o vinho não poderia ser melhor para harmonizar com uma torta mousse de maracujá com massa tipo podre e cobertura de chantili. Enfim, uma deliciosa combinação de Baco!! Eu recomendo!

Até o próximo!

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