terça-feira, 2 de abril de 2013

Elos Touriga Nacional Tannat 2008

Sexta feira santa na casa de meus pais normalmente é sinônimo de pratos a base de peixe quando não a base de bacalhau. E este ano não foi diferente. Eu me deparei com um Bacalhau a Gomes de Sá e como vocês já devem saber, tenho uma predileção pessoal por acompanhar este prato com um vinho tinto e por razões óbvias, português. Acontece que desta vez fugi um pouco do costume e resolvi abrir um vinho um pouco diferente, fruto de uma viagem minha ao Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. O escolhido foi então o vinho Elos Touriga Nacional Tannat 2008, feito pela Vinícola Lídio Carraro.


A Vinícola Lídio Carraro é fundamentada no conceito de vinícola boutique (já discutido aqui no blog), seus vinhos tendem a expressar o "terroir" no qual são plantados através da busca pela integridade e quebra de paradigmas, de maneira sustentável e pouco ou nenhum uso de recursos externos para controle dos vinhedos/vinhos (baixo uso de defensivos químicos, não utilização de carvalho para correção dos vinhos, etc). A vinícola tem investido pesado no "terroir" de Encruzilhada do Sul (de onde vem as uvas que foram utilizadas na vinificação deste exemplar), na Serra do Sudeste, onde eles tem obtido excelentes resultados com uvas mais delicadas como Pinot Noir, por exemplo. Lá, apesar de possuir clima parecido com o Vale dos Vinhedos, os solos são mais pobres e tendem a gerar uma maior qualidade das uvas cultivadas. Sobre o vinho propriamente dito não encontrei muita coisa a respeito, como proporção do corte e coisas do gênero então seguirei para minhas impressões.

Na taça uma bonita cor violácea muito forte e quase impenetrável, composta ainda por lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras em compota, toques florais e lembrança de chocolate.
Tudo bem integrado e com elegância.

Na boca o vinho era encorpado, tinha boa acidez e taninos finos e redondos, pronto para o consumo. Retrogosto trazia muita compota de fruta e lembrança de chocolate num final de média duração.

Mais um bom vinho nacional, que na minha opinião seria mais competitivo se seu preço fosse um pouco mais baixo e tivesse uma maior distribuição nacional. Esse custou 77 reais no varejo da própria vinícola. Vale a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

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