terça-feira, 16 de abril de 2013

Winebar especial #malbecworldday

Conforme já havia comentado anteriormente aqui no blog, um dos eventos criados aqui no Brasil para a comemoração do Dia Mundial da Uva Malbec foi um winebar com vinhos varietais desta uva, especialmente escolhidos pela Wines of Argentina (representado aqui pelo também blogueiro, publicitário e embaixador da marca para o nosso mercado Deco Rossi) em conjunto com os também blogueiros e publicitários (não necessariamente nesta ordem) Daniel Perches e Alexandre Frias. E tive a grata oportunidade de ser parte de um dos blogueiros escolhidos para degustar os vinhos e ajudar na divulgação do evento, dos vinhos e assim por diante. Não tenho como expressar minha gratidão e alegria por mais uma vez poder fazer parte deste evento. Mas sem maiores delongas, vamos falar sobre os vinhos.


O primeiro vinho apresentado na noite foi o Andeluna Altitud Malbec 2010, que já no rótulo chama a atenção com a frase: "vinhas que tocam os céus". Este vinho é tem suas uvas cultivadas bem aos pés da Cordilheira dos Andes em Mendoza com altitudes beirando os 1300 metros acima do nível do mar, dai a frase do rótulo. Esta vinícola é relativamente nova, sendo fundada em 2003, mas pelo nível do vinho, creio que pode ser considerada um caso de sucesso. Mantém como consultor o famoso "flying winemaker" Michael Rolland. Esta linha (Altitud) pode ser considerada como uma linha intermediária da vinícola (se entendi bem) e tem a premissa de atingir máxima concentração e maturação das frutas para expressar todo o potencial do terroir em que se encontra. Passa por 12 meses em barrica. Um vinho de cor violácea muito forte,quase negra, com aromas basicamente de frutos vermelhos e toques de capuccino. Na boca tem bom corpo, boa estrutura e acidez deliciosamente refrescante. Um vinho que agrada em cheio e não é daqueles malbec carregados que enjoam com o passar do tempo.


Já o segundo vinho apresentado foi o Lagarde Primeras Viñas Malbec 2009, um vinho que segundo o produtor é feito com uvas de uma vinha que data de 1906 (daí o nome do vinho). A Bodega Lagarde foi fundada em 1897 e preserva muito de sua arquitetura e concepções originais, sem no entanto perder no entanto o foco na modernização e utilização das mais recentes tecnologias na área da vitivinicultura. Os vinhedos estão localizados principalmente na região de Lujan de Cuyo, em Mendoza na Argentina. O vinho em questão é considerado um dos tops da vinícola, é feito com 100% de uvas malbec e passa entre 12 a 14 meses de envelhecimento em madeira e mais 12 meses em garrafa antes de ser disponibilizado ao mercado. O vinho tem uma cor violácea muito intensa, quase intransponível. No nariz mostra aromas de frutos vermelhos, notas balsâmicas e de flores. Lembranças de madeira ao fundo. É bem encorpado e aveludado ao mesmo tempo, mostrando equilíbrio entre taninos e acidez. Um excelente vinho, meu favorito da noite.


Por último fomos apresentados ao Sottano Malbec Reserva da Família 2008, um vinho pra gente grande com certeza. Embora já o havia provado em outra ocasião (relembrem aqui), nunca é demais confirmar (ou não) nossas impressões sobre os vinhos que nos agradam. Não irei me estender muito sobre a vinícola, passando direto as impressões. Um vinho elegante, que alia a potência dos vinhos do novo mundo com a parcimônia dos vinhos do velho mundo de uma maneira incrível. Também de cor muito escura, quase que como se fosse uma tinta, trazia aromas de frutos e flores mesclados aos de madeira. Ao fundo pude notar notas minerais, que sinceramente não estou acostumado a notar nestes vinhos. Belo corpo, acidez na medida e taninos macios e redondos. Um vinho pronto pra beber.


Este winebar só apresentou vinhos que não estavam pra brincadeira. São vinhos alcoólicos que embora não deixem transparecem isto na taça, precisam de uma boa comida para acompanhar. Uma boa dica é carne ao molho madeira, que foi uma de minhas harmonizações e acho que ficou bem legal. De qualquer maneira os vinhos são de extrema qualidade e não lembram aqueles sucos de madeira que vez ou outra encontramos nos vinhos de nossos hermanos.

Mais uma vez agradeço aos organizadores por me incluirem na divulgação e posso dizer que a cada dia o winebar se torna mais profissional e além de nos possibilitar o contato com gente que entende do riscado, também nos propicia a oportunidade de trocarmos idéias com pessoas que também estão degustando os mesmos vinhos em outros lugares do Brasil. Eu apóio e não vejo a hora de acompanhar o próximo!

Até lá!

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