quarta-feira, 10 de abril de 2013

Filipa Pato Baga&Touriga Nacional 2009

Era o dia do meu casamento, dia festivo e de muitas emoções. Evidentemente que pedia um belo almoço de comemoração. Pois bem, escolhemos então um restaurante que nos trás boas lembranças, o portuguesíssimo Ora Pois, situado na Serra da Cantareira, inclusive já falei sobre ele por aqui. E eu como apreciador de um bom bacalhau, aproveitando estar num lugar em que esta é a especialidade da casa, nem pensei muito e em conjunto com minha esposa (os pratos de bacalhau servem duas pessoas) escolhemos o Bacalhau Assado na Brasa com Batatas ao Murro, tenros e altos filés de bacalhau assado com um delicioso molho a base de azeite e alho com muita cebola e batatas assadas ligeiramente pressionadas para dar aquela impressão de que foram sovados. E nada mais justo do que escolher um vinho português para acompanhar, no caso o Filipa Pato Baga&Touriga Nacional 2009.


A família Pato há cinco gerações que se dedica à criação de vinhos na Bairrada. A filosofia comum a todas as gerações sempre incidiu na inovação da viticultura e enologia em cada colheita, numa busca incessante pelo aperfeiçoamento dos nossos vinhos baseados na casta Baga. Os vinhos são equilibrados e sem “maquiagem”, com ênfase no carácter de cada vinha. Pratica-se uma viticultura amiga do ambiente. Filha do famoso e experiente Luis Pato (que já foi citado por aqui em 3 oportunidades: aqui, aqui e aqui), Filipa tem formação em Bordeaux, estágios na Argentina , Austrália e França, hoje lidera o projeto FP Wines. Com o conceito que o vinho é uma questão de origem, a enóloga procura que os vinhos demonstrem a forte identidade com o local onde são produzidas as uvas, isto adaptado ao consumidor internacional.

Sobre o vinho, o mesmo é composto de 75% de uva Baga e 25% de Touriga Nacional, sendo que 50% do vinho fermenta em lagar de carvalho Frances e os 50% restantes fermentam em tanque de inox. Estagia uma parte em pipas usados de 650 ltrs. Possui 13% de álcool. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi com leve tendência violácea. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores preenchiam as paredes da mesma.

No nariz o vinho se mostrou austero com aromas de frutos escuros, toques terrosos e animais e algo de chocolate ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos e redondos. Retrogosto trazendo frutos escuros e os toques terrosos, confirmando o olfato. Final de média duração.

Um bom vinho e que fez um bom casal com o prato de bacalhau. Fez jus ao motivo de sua escolha e brilhou na comemoração do meu casamento. Eu recomendo.

Até o próximo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário