Saturday, February 16, 2013

Qual a relação entre as uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Sauvignon Blanc?

Mais um post para a série curiosidades do mundo vinícola, posso garantir. Em mais um de minhas leituras vitivinícolas por esta imensidão da web me deparei com um pequeno parágrafo sobre este curioso caso de parentesco entre as uvas citadas acima e resolvi compartilhar com meus amigos leitores. O artigo original se encontra no site da Winespectator.


"Mesmo muitas vezes é chamada de "rei" das uvas tintas, a Cabernet Sauvignon é um feliz acidente. Cerca de 15 anos atrás, um teste de DNA mostrou que a Cabernet Sauvignon é, na verdade, um cruzamento entre as uvas Cabernet Franc e Sauvignon Blanc. Como cruzamento entre determinadas espécies de videiras não era muito bem compreendido na época  em que a uva Cabernet Sauvignon apareceu pela primeira vez, no século 17, podemos assumir a sua criação não foi planejada. Mas mesmo assim, viva o rei!"

E ai caros leitores, o que acharam desta informação? Caso tenha mais curiosidades como esta e queiram compartilhar comigo e com os demais, peço que usem o campo de comentários do blog bem como a fan page no Facebook ou por fim o email deste blog. Eu e todos os outros leitores ficaremos imensamente gratos!

Até o próximo!

Friday, February 15, 2013

FrangÓ: Um ode a cerveja!

É isso mesmo caro leitor, nem só de vinho vive o blog. Desta vez vou falar um pouco de cervejas, apesar de ter quase nenhum conhecimento sobre o assunto (a não ser meu próprio gosto). E não poderia falar sobre o assunto sem uma visita a um lugar que tem uma baita carta de cervejas provenientes de diversos locais ao redor do mundo como o FrangÓ. E foi lá que encontramos (eu e minha noiva) um casal de amigos para uma tarde de comes, bebes e muito papo.

O FrangÓ está localizado na Freguesia do Ó, um bairro da zona norte(?) de Sampa e tem cara de botecão mesmo, mas esconde maravilhas por trás deste ar. O bar nasceu originalmente como uma rotisserie, em meados dos anos 80 e só mais tarde se tornaria então o bar que é hoje. A partir daí os pratos chefes da casa como o frango a passarinho e as deliciosas coxinhas regadas a muita cerveja foram espalhando sua fama por toda São Paulo e hoje em dia, dependendo do horário que você chega por lá, é quase impossível conseguir uma mesa sem muita espera. Dotado de três andares se não me falha a memória, as mesinhas e cadeiras de madeira deixam um ar nostálgico e criam um ambiente mais do que propício para apreciar os petiscos e as cervejas disponíveis no local.


Olhar para toda aquela carta de cervejas é meio estranho pois sem o conhecimento necessário, pode-se tornar um exercício penoso e com resultados não tão agradáveis. Existem alguns atalhos como o país de origem e o tipo de cerveja, o que nem sempre é suficiente. Mas eu coloquei em minha cabeça que iria provar cervejas sem qualquer preconceito e primeiramente gostaria de focar nas belgas, fruto de um desejo antigo meu. Percebi que havia uma página (ou duas) dedicada a algumas promoções e como bom brasileiro, correr risco gastando pouco é uma opção mais segura, certo? Pois bem, ali encontrei meu primeiro alvo: a belga Silly Saison. Esta cerveja é produzida desde os anos 40 pela cervejaria Brasserie de Silly em uma fazenda no interior da Bélgica. Tem uma coloração tendendo ao âmbar  não possui muita espuma, tem aromas frutados e 5% de álcool. Na boca possui uma doçura muito interessante e muito frescor, fazendo com que você sempre queira o próximo gole. É vendida em garrafas de 750 ml. Foi um tiro certeiro! Não satisfeito, repeti a dose juntamente com minha noiva.


Depois de 1,5 litros da cerveja anterior (divididos em duas pessoas, vale ressaltar) resolvi que gostaria de fechar a tarde com alguma cerveja de um país exótico. Mais uma vez recorri a página de promoções e tive uma visão do meu próximo alvo: uma cerveja escura proveniente da Lituânia, a Utenos Dark. Produzida pela cervejaria Svyturys, esta cerveja apresenta uma coloração tendendo ao marrom, com aromas mais puxados pra torrefação e café (torrado, obviamente) e tem 4,2% de álcool. Apesar de ser um pouco mais forte no paladar, trás lembranças de caramelo e notas de torrefação. Foi também um ótima escolha!

Confesso que estava apreensivo mas que depois de ter degustado cervejas tão diferentes em estilo das que estou acostumado a beber e ter gostado bastante, pretendo voltar lá outras vezes para conhecer as outras opções. Além disso as coxinhas e o frango a passarinho são excelentes, sequinhos e muito saborosos.  Eu recomendo!

Até o próximo!

Ps.: Não poderia deixar também de agradecer também as companhias da tarde, que fizeram o tempo passar ainda mais rápido e de uma maneira muito mais prazerosa!

Thursday, February 14, 2013

Educated Guess Cabernet Sauvignon 2009: Revisitando o passado

Este é o primeiro(e único) vinho degustado neste carnaval. Por incrível que pareça este feriado foi regado a poucos vinhos em detrimento a caipirinhas, cervejas e outros. Não que meu gosto e/ou interesse por vinhos tenha diminuído mas é que realmente as opções e oportunidades que se apresentaram nestes dias foram direcionadas em outro caminho e eu acabei por revisitar um vinho o qual eu já havia provado uma safra anterior e que tinha gostado muito, aproveitando a oportunidade de apresentá-lo também a minha noiva. E as expectativas foram confirmadas, apesar do susto inicial (a rolha apresentava pequenos sinais de infiltração sem alterar o sabor do vinho felizmente).

Como me esqueci de fotografar a garrafa, segue uma foto da rolha devidamente trabalhada com o  conceito da marca.

Como no post anterior sobre a safra 2006 deste vinho (relembrem aqui) eu já falei um pouco sobre a vinícola e o conceito do vinho, vou me ater ao vinho em si. . Com uma composição de 89% Cabernet Sauvignon, 6% Merlot, 4% Cabernet Franc e 1% Petit Verdot, o vinho passa por 12 meses em barricas francesas e americanas para maturação e afinamento. Vamos ver se as impressões sobre o mesmo se confirmaram desta vez.

Na taça o vinho apresentou uma cor violácea intensa e com pouca transparência, quase impenetrável. Lágrimas finas, ligeiramente coloridas e bem rapidas. 

No nariz o vinho se abriu mostrando aromas de frutas escuras. Toques de especiarias e de baunilha complementavam a conjunto. Com um pouco de tempo em taça, leve lembrança de tostado tomou também o ambiente. Álcool um pouco aparente mas que diminui com o tempo.

Na boca um vinho de corpo médio, boa acidez e taninos finos, redondos e macios. Álcool aparece um pouco de início mas some com o tempo, deixando um retrogosto essencialmente frutado e com toques de chocolate. Sem amargor e com um final de média duração.

O vinho confirmou nesta safra a consistência que esperamos quando tratamos de qualidade, somente deixando mais profundas as marcas da boa impressão inicial. Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, February 5, 2013

Club Des Sommeliers Malbec Reserva Argentina 2010

Este post também poderia entrar para a "série" aventuras na cozinha, pois o vinho só veio e foi escolhido por que a intenção era harmonizá-lo com um prato que eu e minha noiva pretendíamos cozinhar no domingo a noite. Pretendíamos não, na verdade cozinhamos e os resultados você, prezado leitor, vai saber nas próximas linhas.


Estávamos sábado de bobeira em casa assistindo tv quando vimos em um desses programas de culinária uma receita muito fácil de maminha (sim somos carnívoros por natureza) e decidimos que este seria o jantar no domingo. a receite consiste simplesmente em descascar e fatiar 8 cebolas, adicioná-las na panela de pressão primeiramente fazendo uma cama no fundo da panela, colocar uma peça de maminha por cima desta cama (usamos uma peça de aproximadamente 1 kilo), colocar o restante da cebola por cima da carne juntamente com dois tabletes de caldo de carne. Depois, coloque a panela de pressão no fogo e quando a mesma começar a "apitar" deixe no fogo por mais vinte minutos e voilá! E olha que o prato fica uma delícia! E como estávamos falando de carne e sabores fortes como os da cebola caramelizada, pensei que o parceiro ideal desta refeição seria um bom Malbec argentino. E ai surgiu o Club Des Sommeliers Malbec Reserva Argentina 2010, cuja linha de vinhos já foi exaustivamente discutida por aqui e por isso deixarei esta parte de lado e falarei do vinho, feito com uvas Malbec na região de Mendoza, na Argentina e com 14% de grau alcoólico. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea de muita intensidade e quase intransponível com lágrimas finas, rápidas e quase sem cor.

No nariz aromas de frutos escuros, toques florais e de baunilha. Os aromas frutados dominam, entretanto.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos, macios mas presentes. Retrogosto trazendo muita fruta madura e toques de baunilha confirmando o olfato. Final de média duração.

Mais um bom exemplar desta linha exclusiva do Pão de Açúcar que pelo preço pago, logo se torna um bom custo benefício. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

Ps.: Gostei da idéia de criar uma série de aventuras culinárias, vou pensar com mais carinho a respeito e vocês saberão a resposta com o tempo.

Monday, February 4, 2013

Cava Don Román Brut

Neste sábado, com a volta do calor, optei por selecionar um vinho fresco e que pudesse aplacar um pouco dessa sensação térmica mais elevada. E a escolha recaiu sobre este espumante, o Cava Don Román Brut, e um presente de um cara que conheci por meio dos vinhos e que aprendi a admirar além de tudo como pessoa. Estou falando do Evandro do blog Confraria 2 Panas.


Voltando ao assunto do post, já cometei em posts anteriores (aqui e aqui) sobre este espumante de origem espanhola, mas não custa relembrar. O cava é um vinho oriundo da região da Catalunha, na Espanha e por regulamentação utiliza uvas locais para sua produção, a saber: Macabeu, Xarel-lo e Parellada. Os vinhos de Cava rosados contém ainda a uva Monastrell. Atualmente ainda são permitidos o uso das uvas internacionais Chardonnay e Pinot Noir, por exemplo. Feito exclusivamente pelo método tradicional de elaboração de espumantes (segunda fermentação em garrafa), este vinho espumante é uma tradição em seu país de origem, não podendo ficar de fora das mesas de refeição, reuniões sociais e outros. Uma curiosidade a cerca do nome deste vinho é que a palavra "cava" significa, em catalão (e espanhol), adega subterrânea (equivalente ao francês "cave"). Este exemplar em questão é elaborado pela Bodegas Y Viñedos U.V.R. e leva em sua constituição as uvas clássicas da região: Parellada, Macabeo, Xarello cujas proporções desconheço. Como não encontrei maiores informações sobre o vinho em si, vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor amarelo palha brilhante com alguns reflexos levemente dourados. Borbulhas pequenas, incessantes e que formavam um belo colar na parte superior da taça.

No nariz o espumante trazia muitos aromas de frutos como abacaxi e maçã verde e leve lembrança de fermentação. 

Na boca o vinho tinha um corpo médio, acidez deliciosa e trazia no retrogosto muita fruta num final de longa duração. As borbulhas formavam um delicioso colchão no palato. Eu diria que é um espumante extremamente refrescante e que combina direitinho com o verão.

Mais um grande vinho, que agradeço muito ao Evandro pela oportunidade de degusta-lo, e que sem dúvida eu recomendo a quem quiser provar.

Até o próximo!