segunda-feira, 19 de abril de 2010

A idade que existe em nossa cabeça II

Nem bem se passaram 15 dias do meu aniversário quando postei discutindo sobre o peso de meus 30 anos (relembre aqui) e lá venho eu outra vez falar sobre idade. Vocês devem achar que eu realmente fiquei complexado com meus trinta anos certo? Bem, o caso aqui na verdade é outro e coincidentemente o que me trouxe a discutir sobre este asunto de novo é com relação a como eu mantenho certos hábitos de minha infância/adolescência. 

Para início de conversa, para quem ainda não sabe, estou colecionando o álbum de figurinhas oficial da Copa do Mundo de 2010. Por este motivo estive pensando em estratégias para não acumular muitas figurinhas repetidas e/ou como fazer para me livrar delas trocando com outras pessoas. Foi quando descobri via internet que muitas outras pessoas se encontram nesta minha situação e criaram comunidades em sites de relacionamento e divulgaram mega encontros em diversos lugares do Brasil para esta finalidade. E qual não foi minhas surpresa ao ver que muitas pessoas são da minha idade ou ainda mais velhas. Depois, ainda li num blog de um jornalista que acompanho com certa frequência (leia aqui) que ele também está nessa barca e que se sentiu realizado comparecendo a um destes encontros. É ai que eu percebi que este hábito da coleção de figurinhas envelheceu conosco, que pessoas mais velhas mantiveram viva esta cultura e que a molecada de hoje em dia é bem menos vidrada nisto dado o advento da internet e tecnologias em geral.

E por falar em tecnologia, outro hábito que mantive quase que intocado ao longo de minha infância/adolescência e que cultivo até hoje é o de jogar videogame. Percebi isto este final de semana quando fui a um churrasco na casa de um casal de amigos e descobri que o cara também é fã de videogame e tem o mesmo modelo que eu tenho, fazendo com que conversássemos sobre isto e chegasse até o ponto de eu pegar um jogo emprestado dele. Ele é pouca coisa mais novo que eu, porém também não larga o jogo dele de maneira nenhuma.

Em virtude destes fatos descritos acima em conjunto com o que eu já discuti no post anterior sobre o assunto idade, cada vez mais chego a conclusão de que realmente a idade só fica presa a nossa cabeça e que nossas atitudes e modo de encarar a vida é que nos fazem sentir mais ou menos o peso que isto no trás ao longo da vida. Eu pretendo sempre me manter com a cabeça ativa, com idéias abertas e manter certas tradições e nunca me lamentar pelos anos acumulados mas sim pelas oportunidades que eventualmente deixarei passar em branco ao longo destes anos. 

E viva a vida!!!

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