segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Casa da Passarella O Oenólogo Vinhas Velhas 2009

Nossa, nem sei bem por onde começar, mas é óbvio que estive um tempo afastado do blog. Espero que assim como eu, vocês também tenham sentido saudades. Vivi um turbilhão de coisas em minha vida que me fizeram priorizar outras atividades mas, aos poucos, vamos colocando a vida em ordem. Hoje volto aos post com um vinho de um país que sou notadamente fã, Portugal, e quem já me conhece ou lê meu blog a algum tempo já sabe disso e quais os motivos para tal, por isso deixarei de lado esta parte sentimental e vamos ao que interessa, que é o vinho Casa da Passarella O Oenólogo Vinhas Velhas 2009.


Localizada em Lagarinhos, no sopé da Serra da Estrela, a Casa da Passarella tem 40 ha de vinhedos plantados e é constituída por sete vinhas, sendo fundada em 1892, anterior à demarcação da região do Dão, que data de 1908. Desde sua fundação, tornou-se uma das mais emblemáticas vinícolas de Portugal. O primeiro registro de engarrafamento é de um vinho da marca Villa Oliveira, com data de 1893. Essa marca esteve durante algumas décadas fora do circuito comercial, sendo resgatada em 2009 como forma de homenagear a história e o patrimônio da vinícola. Os vinhos com esse rótulo são produzidos apenas em anos de qualidade excepcional e em quantidades muito reduzidas, com garrafas numeradas. A marca Somontes presta homenagem a uma senhora aristocrata de origem espanhola, que comandou durante algumas décadas a Casa da Passarella. Eleito produtor revelação do ano pelo importante guia 'Vinhos de Portugal 2012'.

Já sobre o Casa da Passarella O Oenólogo Vinhas Velhas 2009, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uma única vinha com 80 anos, conhecida como vinha velha, sendo que esta é um conjunto de videiras de cerca de 24 diferentes castas nativas (Baga, Touriga Nacional, Alvarelhão, Tinta Pinheira, Jaen, Alfrocheiro, Tinta Carvalha, incluindo algumas castas brancas) que, com o decorrer de quase um século, se adaptaram naturalmente àquela parcela. A fermentação de todo o blend de uvas é feita em cuba tradicional de cimento. Por fim, o vinho passa por 18 meses em barris de carvalho para envelhecimento. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho tinha coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas ligeiramente mais gordinhas, levemente coloridas e lentas faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, notas terrosas, de especiarias, flores, baunilha e um leve tostado de fundo.

Na boca o vinho se mostrou extremamente fresco, com taninos macios e bem encorpado. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicioso.

Um belo vinho português que provamos por aqui, este ficou na memória e deixou saudades. Quem dera seu preço fosse mais acessível. Eu recomendo demais.

Até o próximo!

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