Tuesday, January 15, 2013

Vinho alentejano e sopa: combinação inusitada porém saborosa!

Ainda curtindo o frio que o final de semana nos proporcionou em sampa, minha noiva e eu fizemos uma refeição um pouco mais light no domingo, e fomos de sopa no jantar. E para acompanhar, procuramos um vinho simples, para o dia a dia, mas que pudesse nos gerar algum prazer. E o escolhido da vez foi o Club Des Sommeliers Regional Alentejano 2010. Conforme já comentei sobre esta linha de vinhos em outro post (relembrem aqui), o vinho em questão é feito em Portugal mas rotulado sobre etiqueta exclusiva do Grupo Pão de Açúcar. Este é elaborado pela Cavipor , na região do Alentejo com uvas típicas. Não vou me estender mais sobre este assunto.


Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média intensidade e certa transparência. Lágrimas finas, rápidas e de pouca cor complementavam o aspecto visual.

No nariz, aroma de compota de frutas e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio, taninos finos e acidez um pouco baixa mas sem comprometer. Retrogosto confirma o nariz num final de curta duração.

Um vinho para o dia a dia, acompanha bem comidas fáceis ou uma pizza de final de semana. Pelo preço pago (cerca de 17 dinheiros) vale  o investimento. Estou começando a olhar com outros olhos para esta linha de vinhos do Pão de Açúcar. Acho que vou provar mais exemplares. Eu recomendo.

A sopa por sua vez continha feijão cozido com bacon, cebola e folhas de louro, batida no liquidificador (feijão e bacon), pedaços de queijo estepe e azeite. A combinação ficou interessante e acalentou uma noite que acabou no sofá com cobertor e episódios de House no DVD. 

Até o próximo!

Monday, January 14, 2013

Fondue & Vinho para aquecer!

Aproveitando este frio fora de época em Sampa e de um cupom de desconto que eu havia adquirido no ano passado, resolvi conhecer um lugar que a tempos ouço falar muito bem e sempre tive curiosidade: Era Uma Vez um Chalezinho. A idéia era comer um fondue salgado e outro doce, conforme a promoção nos daria condições. E é claro, tomar um vinhozinho pra acompanhar, afinal ninguém é de ferro. 


O local é bem aconchegante e romântico, com arquitetura lembrando os bons e velhos chalés suiços. Entre ambientes diversificados, aquecedores, lareiras, luzes baixas e outros, casais e grupos se fartam com comida de bom gosto. Além disso, o menu tenta reconstruir (com sucesso) um grande número de receitas de fondue presentes na gastronomia mundial. A casa de São Paulo é uma filial da homonima nascida em Minas Gerais e está situada em um ponto bem alto no bairro do Morumbi, dando a sensação de estarmos no topo de uma montanha suiça.


Nossa opção de fondue salgado recaiu sobre o que eles chamam de flexível, um fondue que leva carne vermelha e de aves, feito ao vinho (ao invés do tradicional óleo) que deixa a carne mais tenra e suculenta, dando um toque especial em companhia de molhos como cogumelos, poivre, alho, queijo entre outros. Confesso que nunca havia provado um fondue feito ao vinho, mas a impressão não poderia ser melhor. Para acompanhar, o simpático garçom que nos atendia sugeriu uma Batata Röesti (batata, cebola, queijos e bacon). Sugestão aceita e que espetáculo! O queijo gratinado e a untuosidade do bacon aliado a cebola deram um sabor todo especial a batata e servem de escudeiros fiéis a carne tenra do fondue.

Por um descuido, não fotografei a garrafa. Esta imagem foi retirada do site www.viavini.com.br

Para a acompanhar este fondue, o vinho escolhido foi o Casajus Splendore Tempranillo 2008, um autêntico Ribeira Del Duero, considerado por muitos como um excelente custo benefício. Vinho com visual violáceo bem forte com ligeira transparência, lágrimas finas e ligeiramente demoradas ainda bem coloridas. No nariz aromas de especiarias, menta, frutas silvestres e madeira em harmonia. Taninos firmes, presentes mas de muita qualidade aliados a um bom corpo e uma acidez convidativa. O retrogosto confirma o olfato e deixa um delicioso sabor em seu longo final. Escortou bem a carne do fondue!

E pra quem ainda achava pouco, chegara a hora do fondue doce. A escolha recaiu sobre o fondue chamado  Lausanne, que leva em sua preparação chocolate amargo e ... segredos, conforme o pessoal lá do Chalezinho gosta de dizer. Para acompanhar além da tradicional seleção de frutas, bolachas waffer que faziam da mistura uma tentação. E nos deleitamos até o final daquele potinho de chocolate derretido!

Vale ressaltar que, mesmo portando um cupom promocional a atenção dispensada por toda equipe do restaurante é de tirar o chapéu. E olha que estavam lidando com uma grande fila de espera! Pontos mais do que positivos pra eles! Quem ainda não teve a oportunidade de conhecer o lugar, não sabe o que está perdendo. Eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, January 10, 2013

Memorias 2007: Para confirmar (ou não) impressões passadas

Em meados do ano passado (abril/maio) fiz uma viagem curta e rápida ao Chile no intuito de visitar algumas vinícolas próximas a capital, Santiago. Dentre essas, a vinícola El Principal fora incluída por ter sido a indicação de um amigo que entende do assunto e disse que valeria a pena tanto pelos vinhos interessantes como pelo visual deslumbrante do lugar. Pois bem, de lá pra cá se passou um bom tempo e eu estava procurando um bom motivo para abrir uma garrafa do vinho Memorias, que eu havia trazido de lá. E foi neste final de semana que eu achei que era hora de abri-lo para confirmar(ou não) as impressões na época.


Como dediquei um post exclusivamente a vinícola e afins (relembrem aqui), não irei mais entedia-los com isso. O foco passará a ser então o vinho, astro maior do blog ultimamente. O vinho é um corte de 80% Cabernet sauvignon e 20% Carmenére sendo que estas uvas são colhidas em Pirque, nos arredores de Santiago, dentro do Vale do Maipo com altitudes variando em até 780 metros acima do nível do mar. Passa por envelhecimento de 14 meses de carvalho francês, mais um ano em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Possui ainda 15% de teor alcoólico. Vamos finalmente as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea com halo ligeiramente aquoso. Lágrimas finas, ligeiramente mais demoradas  e ainda com bastante cor. Apesar de já ter quase 6 anos, o vinho não denota estar envelhecido, pelo menos em sua cor.

No nariz o vinho abre com aromas de frutos escuros e especiarias. Depois de algum tempo, notas de tabaco  e madeira podem ser também encontradas. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato, com ligeiro toque herbáceo ao final, sendo este de média para longa duração.

O vinho confirma as impressões adquiridas no dia da visita a vinícola, mostrando ainda potencial de guarda e que apesar da degustação na vinícola ter sido muito bacana, o vinho tem suas qualidades e vale a pena ser conhecido. Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, January 8, 2013

Terrunyo Carmenere 2007

Para quem achava que os vinhos e as comemorações de final de ano haviam se findado, ledo engano. Para o almoço de ano novo, no dia primeiro de janeiro, eis que eu tirei um belo chileno que estava em minha adega aguardando uma ocasião especial para ser degustado. E foi assim que o Terrunyo Carmenére 2007 saiu da adega e foi pra mesa.


Falar sobre a vinícola Concha Y Toro é chover no molhado e por isso irei poupar meus queridos leitores de um post comprido desnecessariamente. Sobre o vinho, o que podemos dizer é que a linha Terrunyo tem suas uvas selecionadas de blocos específicos de alguns dos melhores vinhedos da vinícola, no caso deste em que estamos falando do bloco 27 no vinhedo denominado Peumo no Vale do Rapel. É fruto de um corte de 85% de uvas Carmenére com 15% de uvas Cabernet Sauvignon (sendo permitido no entanto ser identificado como varietal Carmenére pela legislação chilena) e passa por 19 meses em carvalho francês (70% novo). Sem mais delongas, vamos ao vinho.

Na taça uma bonita cor violácea, ainda sem reflexos alaranjados denotando ainda um vinho com poder de envelhecimento. Lágrimas finas, ligeiramente demoradas e coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho abriu com aromas que misturavam frutas vermelhas e frutas escuras, especiarias (pimenta em destaque) e toques de chocolate. Depois de um tempo em taça um ligeiro tostado também podia ser notado.

Na boca o vinho se mostrou muito encorpado, taninos presentes, marcados mas de muita qualidade e boa acidez. Retrogosto confirma o nariz com frutas e especiarias. Ligeiro toque mineral ao fundo. Final de longa duração.

O vinho confirma a qualidade que lhe é atribuida, muita elegância aliada a muita potência. Infelizmente não é muito acessível para nós aqui no Brasil, embora este tenha sido comprado no free shop e custou cerca de 85 reais o que lhe atribuiria uma excelente compra. Mesmo assim, recomendo a prova!

Até o próximo!

Sunday, January 6, 2013

Cave Antiga Brut Rosé: para celebrar o Ano Novo!

Em complementação ao post anterior, não poderíamos deixar de brindar a chegada do novo ano com algumas borbulhas não é mesmo? E o escolhido da noite foi este curioso espumante nacional, o Cave Antiga Brut Rosé. E explicarei o por que do curioso, ao longo do texto.

Para falar um pouco da vinícola, como não a conheço pessoalmente e pouco provei de seus vinhos, segue um descritivo diretamente do site deles: "A Vinícola Cave Antiga nasceu de um sonho dos mais destacados enólogos da Serra Gaúcha e tem orgulho de estar entre as vinícolas que revolucionaram a vitivinicultura brasileira. Fundada em 1998, a Cave Antiga está situada no 3o Distrito de Farroupilha, ocupando um conjunto predial que foi concluído em 1948, localizado numa belíssima região, que tudo faz lembrar a história dos imigrantes italianos." Para maiores informações e complementação desta leitura, sugiro a vocês caros leitores que acessem: www.caveantiga.com.br . 

Será que estava difícil de abrir a garrafa?

Sobre o espumante, o que achei curioso primeiro é que não existe um consenso em minhas fontes de pesquisa sobre quais uvas compõe o corte de vinhos base e segundo, existe a certeza apenas que fora utilizada uma uva tinta (cabernet sauvignon ou merlot) juntamente com a pinot noir e a chardonnay, na elaboração do mesmo. Depois também não descobri qual o método de produção (tradicional ou charmat) do mesmo mas enfim, vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor salmão com boa transparência e brilho. Perlage intensa e com bolhas de pequeno porte, com boa duração.

No nariz o espumante mostrou aromas de frutas vermelhas, toques de especiarias e eu posso estar muito enganado, mas senti leve toque animal ao fundo.

Na boca o vinho se mostrou bastante fresco, com boa acidez, perlage fazendo um bom colchão de borbulhas no palato, bom corpo e com retrogosto trazendo muita fruta. Final de certa maneira persistente.

O vinho é interessante e eu recomendo a prova. Tem preço relativamente baixo no mercado (por volta de 30 dinheiros) embora eu tenha ganho esta garrafa, mas que rivaliza com os espumantes nacionais de mesmo valor. E este corte pouco usual de uvas faz a diferença, adicionando um pouco mais de corpo à bebida.

Até o próximo!