Tuesday, November 29, 2016

Juan Gil Silver Label 2014

Desde 1916, quando Juan Gil Jiménez construiu sua vinícola, a Juan Gil Bodegas Familiares, apenas uma idéia clara moveu as seguintes gerações a cargo do mesmo: fazer um bom trabalho e se orgulhar do nome Juan Gil e de sua marca comercial. Juan Gil Guerrero, filho do fundador, em primeiro lugar, e depois seu neto Juan Gil González, melhoraram e consolidaram a vinícola, aplicando técnicas tradicionais que foram transmitidas de pais para filhos. Hoje em dia, a quarta geração, ligando a tradição à revolução tecnológica, é aquela que goza do resultado do trabalho feito pelos antecessores. O reconhecimento internacional da qualidade dos seus vinhos se resume ao nome Juan Gil. Jumilla, onde está localizada a vinícola (Espanha), possui um clima extremo e de forte contraste com verões quentes de sol intenso, longos e frios invernos, uma diferença de 25ºC entre dia e noite, quase total ausência de chuvas, e com um solo seco e pedregoso. Bartolomé Abellán é o enólogo e coordena o resto das divisões técnicas do grupo.


Falando um pouco do Juan Gil Silver Label 2014, podemos acrescentar ainda que é um vinho feito a partir de uvas Monastrell (também conhecido como Mourvédre) provenientes de de vinhas velhas em solos calcários e pedregosos. Após a fermentação, o vinho foi mantido durante 12 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, com média velocidade e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros e vermelhos, notas esfumaçadas, de especiarias e também de chocolate.

Na boca o vinho era encorpado, tinha uma boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belíssimo vinho espanhol que provamos por aqui, equilibrado, saboroso e que vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, November 25, 2016

Peppi Campania Rosso 2013

Antimo Esposito percebeu que seu sonho, a vinícola Porto di Mola, começou a tomar forma quando seu tio, Antonio Capuano, e seu pai, Peppi, trabalharam juntos em uma fazenda de propriedade da família, adquirida em 1988, localizada entre Galluccio e Rocca D'Evandro, na Itália. Nesse tempo nasceu a paixão e a idéia de criar outras vinícolas. A aquisição de novos vinhedos de Falanghina e Aglianico, por exemplo, e o fortalecimento da marca Galluccio DOC em 1997 além da forte paixão de Antonio e Peppì fizeram da fazenda um verdadeiro projeto, que finalmente atingiu seu apogeu com Antimo Esposito. A escolha do nome da vinícola é uma homenagem a um antigo local romano Porto di Mola, localizado em Rocca D'Averno. Este local, objeto de escavações dirigidas pela Superintendência Arqueológica de Nápoles e Caserta no início dos anos 90, datado no primeiro e segundo século A.D., foi identificado como a principal área da produção romana em toda a área do Mediterrâneo. O cuidado e a atenção a cada ciclo de produção asseguram que o gosto de cada uva seja diretamente transferido para garrafas de vinho que os consumidores compram.


Falando um pouco sobre o Peppi Campania Rosso 2013, podemos afirmar que é um vinho feito majoritariamente a partir da casta Aglianico dos vinhedos mais antigos da vinícola assim como algumas outras castas que por lá também estariam plantadas. Este vinho nasceu do desejo de Antimo Esposito de lembrar seu pai, Giuseppe, mais conhecido como Peppi. A fermentação se realiza em pequenas cubas de castanheiro, onde o vinho continua a amadurecer por cerca de 8 meses. Após o engarrafamento, passa por cerca de 10 meses de afinamento em garrafas antes de ser liberado ao mercado. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, couro, notas terrosas e tostadas.

Na boca o vinho era encorpado com boa acidez e taninos marcados mas de boa qualidade.  O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho italiano, trazido pela importadora mineira Casa Rio Verde, que também possui um clube de vinhos bem interessante que estou conhecendo e recomendando. Para ter mais informações visitem: VinhoSite e VinhoClube.

Até o próximo!

Thursday, November 24, 2016

Il Mulino: cozinha vibrante em sintonia com a magia da Disney!

Se você é, assim como eu, grande fã de alta gastronomia e quando está viajando gosta de aproveitar a oportunidade e conhecer os restaurantes que podem deixar uma boa memória, esta é uma dica para você. Nós brasileiros estamos muito acostumados, em nossa maioria, a visitar a Disney, em Orlando, na Flórida, algumas vezes em nossas vidas e foi na minha última visita que conheci o Il Mulino, filial do famoso restaurante de mesmo nome em Nova Iorque, também nos Estados Unidos.

Costoletta Di Vitello

De gastronomia italiana tradicional da região de Abruzzo, a inspiração deste elegante restaurante multifacetado cobre todos os sabores da região. Localizado dentro de um dos resorts da Disney (Swan), une a magia da Disney com uma cozinha vibrante e moderna. Em vez de pensar que você se encontra em uma parte do parque de diversões, você se sente no centro da cidade. O local é muito bonito, moderno, bem decorado e com garçons altamente preparados para te proporcionar uma noite inesquecível. Antepastos tradicionais como caponatas, linguiças artesanais se juntam a pratos como pizzas, risotos, massas deliciosas e até pratos com carne. A carta de vinhos é um show a parte, recheada principalmente em se tratando de vinhos americanos e italianos.

Rigatoni con Funghi

Para começar, os antepastos cortesia fizeram as honras, com linguiça curada, berinjela assada com legumes e uma seleção de pães quentinhos e azeite extra virgem da mais alta estirpe. Os pratos que selecionamos para nossa visita foram: Risotto con Funghi, Rigatoni con Funghi e Costoletta Di Vitello. Todos muito bem feitos, frescos e com ingredientes de boa qualidade. A massa e o risoto se encontravam al dente e saborosíssimas, com um molho cremoso e delicioso. A oferta de queijo complementar foi instantânea e abundante. A carne era tenra e saborosa, assada na medida e servida sobre uma cama de batatas rústicas. Uma coisa interessante é que todos os pratos de massa podem ser pedidos na versão de meia porção, o que pode ser bom para pessoas com apetites menos glutões, diferentemente dos nossos. Ao final da refeição, o destaque é para a dose de Limoncello servida, altamente digestivo.

Risotto con Funghi

Para acompanhar a refeição, não poderíamos fugir de um vinho italiano, no caso o Tenuta Di Arceno Chianti Clássico 2014, que é Toscana por excelência. A propriedade abrange 1.000 hectares de colinas, florestas verdejantes, ciprestes antigos, campos ensolarados, olivais, vinhas e castelos de pedra medievais. O Tenuta Di Arceno Chianti Clássico 2014 é composto por 80% de Sangiovese e 20% de Merlot com amadurecimento de 10 meses em carvalho francês. Resulta em um vinho de coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Aromas de frutos escuros, especiarias doces, flores e algo de alcaçuz. Corpo médio, excelente acidez e taninos macios. Belíssimo vinho, sem sombras de dúvidas.

Tenuta Di Arceno Chianti Clássico 2014

Uma bela experiência numa viagem inesquecível. Mas vá preparado, a conta não será barata. Entretanto, valerá cada centavo. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, November 23, 2016

Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012

Eu devo confessar que minha litragem e conhecimento em vinhos de Bordeaux são pequenos, mas na medida do possível eu tenho tentado corrigir este defeito procurando boas oportunidades com estes vinhos e muita leitura sobre o assunto. Hoje eu trago uma boa experiência recente que tive com o Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012 e que eu gostaria de dividir com vocês. Eu realmente espero que gostem da matéria.


Este vinho vem de um negociante de Bordeaux, o que pode causar um pouco de preconceito a princípio. E explico o por que. O negociante pode, geralmente falando, comercializar qualquer tipo de vinho, seja este engarrafado por ele próprio ou por terceiros. Isso já nos dá um indício de que não existe um controle muito rígido sobre o que se coloca dentro da garrafa. Em contraponto a este fator, temos uma denominação de origem um pouco mais particular do que se lêssemos somente "AOC Bordeaux" no rótulo deste exemplar, no caso Lussac Saint-Émilion, o que pode nos dizer que existem algumas normas mais restritas que precisam ser seguidas na elaboração do mesmo. Somando-se a este fator, temos um nome de peso da região que é o responsável pela elaboração do vinho, que é Antoine Moueix.

Falando especificamente do Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend de uvas Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, usual em se tratando de Bordeaux. A primeira (Merlot) é a que se encontra em maioria no corte, levando-se em conta que a região Lussac Saint-Émilion se encontra na margem direita de Bordeaux onde tal uva tem uma melhor adaptabilidade em virtude do clima/solo propícios. Não encontrei informações sobre passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias e algo de couro. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos macios e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho de Bordeaux, me pareceu bem didático e redondo, com todos os elementos bem ajustados (acidez, taninos, álcool, etc). Se tiverem a oportunidade de degustar, eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, November 22, 2016

Salton Intenso Licoroso Chardonnay

Ainda em meados de julho deste ano, tivemos mais um Winebar com lançamentos da Vinícola Salton, em mais uma campanha de sucesso comprovado desta parceria, que na oportunidade contou com 3 vinhos para a degustação. Até aquela data, no entanto, não havíamos tido a chance de provar todos os três vinhos mas, neste final de semana, fechamos a trinca com o Salton Intenso Licoroso Chardonnay. Sobre a Vinícola Salton já cansamos de falar por aqui e por isso irei poupá-los de mais amolação e repetição de histórias ok? Vamos ver o que achamos sobre o vinho então?


O Salton Intenso Licoroso Chardonnay é, como o próprio nome já deixa a entender, um vinho fortificado, ou seja, após o esmagamento e extração dos sucos das uvas Chardonnay, uma fermentação é iniciada e subitamente finalizada com a adição de mais álcool (aguardente vínica) ao mosto. Neste ponto, o vinho é então conservado em barricas de carvalho francês de segundo uso. Após um ano se retira a metade da barrica e se completa com um novo mosto do ano (método de solera). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado bem escuro, tendendo quase a um acobreado com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas grossas, lentas desciam pelas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aroma de frutos cítricos e frutos secos, baunilha, pão com manteiga, nozes e mel. 

Na boca o vinho era encorpado mas com uma boa acidez, que contrabalanceava com a doçura residual. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um inusitado e delicioso vinho licoroso feito na Serra Gaúcha e que vai agradar em cheio o paladar do brasileiro. Em casa harmonizamos com uma bela torta de limão caseira que minha esposa fez e olha, que delícia de combinação. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!