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Thursday, January 15, 2015

Lovico Chardonnay Reserve, Rolinhos de Berinjela e Suflê de Frango!

Para conseguir sobreviver com este calor senegalês que assola nossa terras brasilis somente com comidinhas mais leves e muito vinho branco. E essa tem sido a tocada desde a época das festas de final de ano por aqui, no reduto do Balaio. E não foi diferente com a combinação descrita ali em cima no título do nosso post de hoje. O vinho que participou de mais esta orgia foi o Lovico Chardonnay Reseve 2011


O vinho é produzido pela Vinícola Lovico Suhindol, na região de Suhindol, especificamente ao norte dos pés do montes das Balcãs e na parte sul da Planície do Danúbio, na Bulgária. O terreno é do tipo planície -montanhosa simples, com superfícies polifaciais e exposição do sudeste e do leste do sul, com inclinação de 2 a 6 graus e altitudes de 230-350 metros acima do nível do mar. Em termos de clima, esta região é abrangida pelo domínio climático continental europeu. A Vinícola Lovico Suhindol possui cerca de 300 hectares de vinhedos próprios na região, dentre os quais se destacam as castas Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Mavrud, Syrah, Cabernet Franc, Muscat, Sauvignon Blanc, entre outras, bem como a Gamza - uma casta emblemática autóctone do país. Foi fundada em 1909 e é uma das mais antigas do país além de ser um dos principais exportadores de vinhos da Bulgária, com a história das exportações datando desde 1914 e com destinos em mais de 40 países em 5 continentes. Hoje a vinícola é um dos principais nomes na indústria produtora de vinho da Bulgária. A implementação de métodos de vinificação moderna, aliada à tradição e experiência de mais de 100 anos de prática de negócios, garantem a criação de vinhos com o verdadeiro caráter búlgaro e de muita qualidade.

Sobre o Lovico Chardonnay Reserve 2011, podemos acrescentar que é um varietal 100% Chardonnay com uvas da região de Suhindol, na Bulgária e que passa 4 meses em carvalho. Uma curiosidade é que a fotografia do rótulo retrata as vinhas ancestrais que foram plantadas em 1909 quando a vinícola foi fundada. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos tendendo ao dourado, muito límpido e com um bom brilho.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, toques de mel e leve lembrança de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio e boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Como nem só de bebidas vive o homem, minha mulher preparou iguarias deliciosas: rolinhos de berinjela grelhada recheada com ricota temperada, tomate seco e manjericão além de um delicioso suflê de frango sem glúten. A untuosidade da preparação, o leve amargor da berinjela e o toque fresco do manjericão casaram bem com o vinho. O suflê também não apresentou maiores dificuldades e foi um bom aliado da refeição. Recebi mais esse bom vinho do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino e recomendo. Me parece que irá acompanhar bem esse nosso verão senegalês. Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, November 4, 2014

Templar Knight Cabernet Sauvignon 2006: O cavaleiro búlgaro na taça!

Confesso que cada dia mais me impressiono com este tal de mundo do vinho. A cada descoberta, a cada garrafa desarrolhada e a cada gole de um vinho até então "exótico" por assim se dizer, mais conhecimento se agrega sobre o assunto. E ultimamente tenho provado muitos vinhos vindos de regiões pouco conhecidas e discutidas por aqui como Bulgária, Romênia e afins. E eu fico até orgulhoso, afinal, são terras dos meus antepassados. Enfim, não é diferente com o vinho de hoje, o cavaleiro templário da Bulgária ou, pelo nome de batismo, o Templar Knight Cabernet Sauvignon 2006.


O vinho é produzido pela Stambolovo Winery, situada no sul da Bulgária, em estreita proximidade com as fronteiras com a Grécia e a Turquia. A região é de importância geográfica chave. O caminho mais curto da Europa para a Ásia e Ásia Menor passa por estas terras. Muito provavelmente esta foi a via pela qual as primeiras videiras foram trazidas para o que é hoje o território da Bulgária. Esse fato se deve, em grande certeza determinar a região como um dos primeiros centros de vinificação na Europa. Com uma história de quase 80 anos de atividade, atualmente a vinícola está entre os principais produtores de vinho na Bulgária. Devido às características benéficas climáticas e terroir da região, bem como a qualidade e tradição comprovada, hoje a marca Stambolovo é considerado pela maioria dos profissionais de negócios do mundo do vinho como a vinícola com os melhores, de maior qualidade e mais típicos vinhos Merlot na Bulgária.

Sobre o vinho, encontrei pouca informação disponível, mas o suficiente para compartilhar com vocês, prezados leitores. um varietal 100% Cabernet Sauvignon da região de Suhindol, no sul da Bulgária. Passa por envelhecimento de 12 meses em barricas francesas e americanas, de 225 litros e 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi de média intensidade com tendência ao granada, já mostrando sua evolução, pouco brilho e alguma transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar nas paredes da taça.

No nariz o vinho mostrou toda sua complexidade com frutos escuros, especiarias, tabaco, alcaçuz e notas mentoladas. 

Na boca o vinho se mostrou volumoso e guloso, com taninos amaciados pelo tempo e acidez ainda viva, mostrando frescor inesperado. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Mais um belo vinho que foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo. E mais vindo das terras de meus antepassados, alimentando minha vontade de um dia passar por lá e verificar tudo isso e muito mais in loco.

Até o próximo.

Monday, June 23, 2014

Lovico Gamza Reserve 2009: Muita história na taça!

Não é sempre que conseguimos provar iguarias e bebidas que nos remetem a nossos antepassados e quando isso acontece, é um momento especial. Para quem não sabe, tenho antepassados do leste europeu, mais especificamente da Bulgária e Romênia. E qual não foi minha surpresa quando, ao receber minha remessa da Winelands Clube do Vinho deste mês, me deparei com vinhos oriundos da Bulgária. Sim caríssimo leitor, vinhos raros de se encontrar por aqui e diferentes do que estamos acostumados. E resolvi ainda compartilhar com vocês este fato hoje aqui com os relatos sobre Lovico Gamza Reserve 2009.


O vinho é produzido pela Vinícola Lovico Suhindol, na região de Suhindol, especificamente ao norte dos pés do montes das Balcãs e na parte sul da Planície do Danúbio, na Bulgária. O terreno é do tipo planície -montanhosa simples, com superfícies polifaciais e exposição do sudeste e do leste do sul, com inclinação de 2 a 6 graus e altitudes de 230-350 metros acima do nível do mar. Em termos de clima, esta região é abrangida pelo domínio climático continental europeu. A Vinícola Lovico Suhindol possui cerca de 300 hectares de vinhedos próprios na região, dentre os quais se destacam as castas Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Mavrud, Syrah, Cabernet Franc, Muscat, Sauvignon Blanc, entre outras, bem como a Gamza - uma casta emblemática autóctone do país. Foi fundada em 1909 e é uma das mais antigas do país além de ser um dos principais exportadores de vinhos da Bulgária, com a história das exportações datando desde 1914 e com destinos em mais de 40 países em 5 continentes. Hoje a vinícola é um dos principais nomes na indústria produtora de vinho da Bulgária. A implementação de métodos de vinificação moderna, aliada à tradição e experiência de mais de 100 anos de prática de negócios, garantem a criação de vinhos com o verdadeiro caráter búlgaro e de muita qualidade. Sobre o vinho, o Lovico Gamza Reserve 2009, não resta muito a dizer a não ser que é feito com 100% de uvas Gamza e que passa 6 meses em carvalho para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi de média para grande intensidade com toques granada. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e incolores também compunham o conjunto visual. 

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos maduros com leve balsâmico de fundo. 

Na boca o vinho apresentou taninos finos, macios e redondos com uma boa acidez e corpo médio. Retrogosto confirma o olfato. Final de média duração.

Um vinho no mínimo diferente, evoluido e que agrada paladares um pouco mais exigentes e acostumados com o mundo do vinho. Vale conhecer e provar. Eu recomendo um tempo de aeração prévio ao consumo. 

Até o próximo!