Saturday, January 5, 2013

Casa Marin Laurel Vineyard Sauvignon Blanc 2009, Risoto de Lulas e Camarões e Salmão ao Limão Siciliano e Alecrim: Foi A noite de Réveillon!

E passada a celebração do natal e todas as novidades que eu venho atravessando em minha vida, mais uma data comemorativa se aproximava, a virada do ano. E com ela, mais emoções e surpresas estavam reservadas pra mim. A ocasião seria especial: pela primeira vez eu iria reunir meus pais, irmão e cunhada com minha noiva e sua mãe além do "primo" português (percebam que já o adotei como da família mesmo) e mais uma ou duas pessoas que falaremos em outras oportunidades.

O combinado foi que meus pais se encarregariam de preparar um risoto de lulas e camarões e eu e minha noiva faríamos uma receitinha de salmão para acompanhar. Com isto decidido, fiquei a pensar em qual vinho eu poderia harmonizar com a comida, e na busca em minha adega encontrei duas garrafas deste Sauvignon Blanc, o Casa Marin Laurel Vineyeard 2009 que me pareceu uma boa pedida também em virtude dos dias quentes que tínhamos na ocasião. Tudo decidido era hora de curtir.


Fomos muito bem recebidos, como de costume, por minha sogra que além de ter preparado um delicioso patê de alho, nos colocou a disposição croutons, bolachinhas e outros quitutes para nos entretermos enquanto conversávamos sobre os mais variados assuntos. Além disso seus dotes como coqueteleira foram colocados a prova enquanto ela fazia deliciosas caipirinhas de Sagatiba, diga-se de passagem muito bem dosadas e carinhosamente preparadas. Mas a hora de nos embrenharmos na cozinha estava chegando.

Decidimos abrir o vinho um pouco antes de começarmos a cozinhar, e veja só, as duas garrafas quase não foram suficientes para chegarmos ao prato principal. Sobre a Casa Marin já comentei um pouco em outros posts deste blog e não irei tecer mais nenhuma linha para não me tornar repetitivo (relembrem aqui e aqui). Sobre o vinho, é um varietal 100% Sauvignon Blanc colhidas no vinhedo denominado Laurel localizado na DO San Antonio Valley, no Chile e até onde pude observar, não passa por madeira. Vamos as impressões sobre ele.

Na taça o vinho mostrou uma cor amarelo palha com alguns reflexos já dourados, com lágrimas finas, rápidas e incolores. Já no nariz o vinho abriu com notas características de grama cortada, maracujá e pêssego em abundância e leve toque mineral ao fundo. Finalmente ao paladar o vinho mostrou corpo médio, excelente acidez e um retrogosto frutado e mais mineral do que mostrava o olfato. Um belo vinho sem dúvida nenhuma, mostrando o quão consistente é a produção da Casa Marin e suas linhas de vinhos.

Logo o risoto ficara pronto, com o arroz al dente e a lula e camarão se encontrando no ponto, sem estarem nem duras nem moles demais, casando perfeitamente com o salmão feito no forno com rodelas de limão siciliano e ramos de alecrim e ainda com o vinho, que estava no fim. Aliás, a esta altura o primo Vitor ainda nos presentou com mais garrafas de Monte Velho 2011 (já comentado por aqui no post anterior), que também foi bem com a comida e serviu para escortar este final de jantar. Aliás, tanto os pratos estavam de se comer de joelhos como os vinhos se mostraram extremamente alegres e combinando perfeitamente com a ocasião.

De sobremesa, para aquela rebatida básica no álcool e na umidade, uma bela cassata (sorvete italiano com calda de chocolate) e quindim além das tradicionais frutas características desta época do ano. E assim nossa noite de ano novo ia se passando de maneira deliciosa e acalentada.

Até o próximo!

Friday, January 4, 2013

Ora Pois Restaurante, Tinto da Talha 2010 & Monte Velho 2011: Um trio português com certeza!

Ainda como consequência de "ganhar" uma família nova (já explicado no post anterior) fui convidado juntamente com minha noiva pra uma noite dessas conhecer o restaurante português (acho que ainda sob o efeito Vitor, também explicado no post anterior) "Ora Pois"localizado na charmosa e aconchegante Serra da Cantareira.


O restaurante é uma filial de uma casa já aclamada que existe até hoje na Vila Madalena, bem junto ao burburinho característico da região. Fundada por dois Lisboetas sonhadores, a casa conta com pratos típicos a preços competitivos e uma carta de vinhos honesta e com algumas opções interessantes.

Antes de qualquer escolha de pratos, o pessoal já se adiantou e pediu porções de bolinhos de bacalhau, belamente dourados pelo processo de fritura, bem sequinhos e com bastante recheio de bacalhau.  O  próximo passo foi então a escolha do vinho, que primeiramente ficou a cargo do "primo" e xará de Portugal, que optou por um Alentejano interessante, o "Tinto da Talha 2010", aromas de frutos vermelhos e algo de especiarias, corpo médio, taninos finos e domados e acidez um pouco baixa, mas sem prejudicar o vinho. Só pela entrada já previa que a noite seria mais uma daquelas de esbórnia gastronômica.


Como previa o script e por eu ser muito previsível, quando passei os olhos sobre o cardápio, minha escolha seria um pouco óbvia: iria de bacalhau, afinal sou doido por este "peixe" misterioso. Brincadeiras a parte, um dos motivos também pelo qual escolhi um prato baseado em bacalhau era por que o mesmo servia duas pessoas e eu iria apreciá-lo em conjunto com minha noiva. A escolha seria então o modo de preparo do mesmo, e acabamos por optar pelo "bacalhau com natas", preparado de forma deliciosa com bacalhau desfiado em profusão num molho branco de natas e batatas palha gratinado no forno com queijo deixando aquela camadinha crocante por cima do prato. Era de comer lambando os dedos!

Como o vinho tinha acabado, recaiu sobre mim a escolha da próxima garrafa e eu vi na carta um velho conhecido, o "Monte Velho 2011" e optei pela segurança. E não é que o vinho agradou? Um pouco mais potente que o anterior e mais frutado, o vinho tinha um pouco mais de corpo e taninos e acidez mais equilibrados, caindo no gosto até das pessoas que não são grande apreciadores de vinhos. Para quem achava que era pouco, ainda optamos por um pastelzinho de Santa Clara de sobremesa para "rebater a umidade" e acalentar o coração. 

E a noite entre pessoas especiais, amor, família, foi se findando com o se aproximar da madrugada. E isso era só o começo das festividades de final de ano!

Até o próximo!

Ps.: Como vocês, meus caros leitores, devem ter percebido, a qualidade das fotos mudou. É que eu contratei uma nova fotógrafa, minha noiva Carolina, e ela tem feito um ótimo trabalho. Obrigado, amor!

Thursday, January 3, 2013

Ginja D'Óbidos Frutóbidos & Descobertas de final de ano

Primeiramente meus caríssimos leitores, seguidores, visitantes esporádicos, enfim, todos que por algum motivo vieram aqui neste site uma única vez ao menos, meus mais sinceros pedidos de desculpas, pedidos estes motivados por minha ausência por aqui no final do ano. Confesso que além do corre e corre característico que a época nos impõe eu precisava de um tempo e de um pequeno período de férias ("abstinência") de tudo que eu vinha de maneira quase frenética fazendo, o que inclui também este blog. Eu me encontrava em um estado de cansaço misturado a stress que tudo que eu fazia se tornava uma dificuldade muito grande. Feito isto, aproveito para anunciar que o Balaio está de volta com a corda toda e cheio de novidade, começando pelo post de hoje.


Como vocês já devem saber, em meio a tudo isso acabei ficando noivo e dentre todas as consequências que isto nos acarreta, "ganhar" uma família nova também entra para esta lista. E foi com esta nova família que conheci um "primo" vindo diretamente de Portugal (acho que ele não irá se importar se eu assim o chamar) que além de ser meu xará (seu nome é Vitor), é um grande apreciador/conhecedor de vinhos e me apresentou a esta curiosa bebida que irei tratar no post de hoje, uma espécie de licor de uma fruta (Ginja) pouco conhecida por aqui mas que faz muito sucesso em Portugal.

A Ginja é uma pequena fruta, parente próxima da cereja, e pode variar de coloração entre o vermelho e o preto, sendo também conhecida em muitos lugares como cereja ácida (em contraponto a nossa velha e conhecida cereja, que é doce). Esta fruta pode ser utilizada para se fazer, além do licor do post de hoje, ginjas em calda, doces e outros. No caso do licor alvo deste post, a Ginja é cultivada em Óbidos, uma região localizada no centro oeste de Portugal. Quem produz o licor é a empresa chamada Frutóbidos, que foi inicialmente fundada com o objetivo da produção exclusiva de licor de Ginja e que passou de uma pequena produção familiar a uma empresa de porte no país quando de sua aquisição por um conglomerado maior em 2001. O processo produtivo envolve a colheito e seleção dos frutos, infusão em meio alcoólico por tempo prolongado e posterior mistura dos frutos com a infusão e com as caldas de açúcar, gerando um produto com o teor alcoólico de 18% e muito açúcar. Vamos as impressões sobre o licor (vejam, não sou especialista e este é meu primeiro contato com a bebida, portanto já peço desculpas caso fale alguma bobagem por aqui).


No copo o licor apresentou uma coloração cereja com toques  âmbar, extremamente viscoso que demorava muito para escorrer pelas paredes do mesmo.

No nariz o licor apresentava aromas de mel, frutos silvestres e álcool bem presente (mesmo com temperatura mais baixa). Lembrava também jabuticaba quando o álcool arrefecia no copo. Interessante mistura eu diria.

Na boca o licor era muito denso, quase como um óleo, tinha uma acidez muito interessante para contrabalancear com o açúcar presente (um pouco excessivo ainda assim) e trazia no retrogosto muita fruta, mel e ligeiro amargor no final.

Uma bebida que pode ser servida como aperitivo ou digestivo, deve agradar em cheio quem gosta de licores e bebidas mais doces, mas já alerto, tome com moderação pois quando você menos esperar o teor alcoólico pode fazer efeito. Apesar de ser um pouco doce em demasia para meu gosto pessoal, recomendo que experimentem.

Até o próximo!

Saturday, December 29, 2012

Champagne, Natal & pessoas queridas: combinação perfeita!

Champagne Moët & Chandon Impérial Brut


O natal é uma época do ano que eu gosto muito, e explico o por que. Primeiro por que como o próprio significado da data quer dizer, é horar de nascimento, de esperança renovada, enfim, de fazer crescer na gente uma nova motivação pra tudo. Gosto também por que é uma época em que podemos refletir sobre tudo o que fizemos ao longo do ano que se findou. E é claro, amo a oportunidade de podermos nos reunir com as pessoas que queremos bem, como pais, noiva, etc. E nada melhor do que comemorar isto tudo com um bom champagne. E o escolhido deste ano foi o Champagne Moët & Chandon Impérial Brut.

Falar sobre champagne muitas vezes é chover no molhado e ainda por cima de uma casa como a Moët & Chandon, que já tem seu nome escrito na produção de champagnes e na história francesa. Por isso, não irei me prender muito a falar sobre métodos de produção, a casa em si ou sobre outras amenidades. Tentarei ser mais direto. Esta champagne tem o corte clássico das três uvas permitidas na região: Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay nas proporções de 30 a 40% da primeira, 30 a 40% da segunda e 20 a 30% da última. Por ser uma champagne brut, tem quase nenhum açúcar residual. Vamos as impressões.

No taça o champagne apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos levemente dourados, uma perlage consistente e com bolhas bem pequeninas e em abundância.

No nariz o vinho abriu com aqueles aromas típicos de panificação/fermentação (brioche/fermento), frutas cítricas e leve toque floral. Com o tempo em taça nuances minerais também podiam ser notadas.

Na boca o champagne era extremamente fresco (muita acidez) e as borbulhas formavam um colchão no interior da boca. Trazia muita fruta cítrica, muita mineralidade e os toques de panificação também no paladar. Final de longa duração.

O que posso eu dizer mais sobre este vinho? Simplesmente um deleite a cada gole da taça. Cumpriu fielmente seu propósito de celebrar e de acompanhar ainda uma refeição a base de bacalhau. Eu recomendo.

Até o próximo!!

Thursday, December 20, 2012

6 Aspectos essenciais quando degustamos um vinho

Estava lendo um artigo muito interessante que dizia que, antes de tudo, degustar um vinho vai muito além (e quando eu digo muito além, quero dizer muito mesmo) do que listar uma sério de descritores para aromas e sabores. E eu fiquei um pouco perplexo, não por não concordar com o artigo, mas por me dar aquele estalo de que na maioria dos lugares ou na maioria das vezes quando estamos degustando/escrevendo, nos prendemos a estes descritores de uma maneira quase xiita. Continuando pelo artigo, o autor ( Matt Kramer para a WineSpectator) nos brinda com sua sempre brilhante opinião sobre alguns aspectos muito mais importantes que devem ser notados quando degustamos um vinho. Abaixo listo quais são estes aspectos numa tradução/adaptação livre.

Textura: esta é uma característica do vinho que muitas vezes é negligenciada. No entanto, preste atenção à textura, ela pode ser o recurso "escondido" mais importante da qualidade do vinho. Isto é especialmente verdadeiro com vinhos brancos, um dos "brindes" para a qualidade e longevidade (potencial) de vinhos brancos secos é revelada pela textura. A esta altura o autor usa como exemplo um Borgonha feito em 1950 ou anteriormente, dizendo que podemos ser surpreendidos pela descoberta do quão espessa e densa a textura de tais vinhos normalmente é. Isto, ainda segundo ele, é devido a rendimentos muito baixos e tamanho de bagas pequenas. Esses recursos também eram (e são) críticos para a longevidade. De uma maneira mais simples, tais vinhos são texturalmente um convite para diluir sabores e vida curta, não importando o uso de um lote de carvalho novo e outros sabores adquiridos a partir de borras de agitação. A textura é quem manda na história.

Densidade de Extrato: cada degustador tem uma característica preferida nos vinhos. Para alguns é o buquê. Para outros é o comprimento final do um vinho, seja curto ou longo, intenso ou leve. Para o autor, entretanto, o que importa é a densidade do extrato que o vinho possui. Normalmente esta característica não é muito fácil de se reconhecer, mesmo para degustadores um pouco mais experientes. Eu me lembro muito bem de minha professora (Alexandra Corvo) frisar sempre que este era um aspecto fundamental, que dava sustentação e que fazia a diferença de um vinho bom para outro ruim. A maneira mais fácil de apreender esta noção é imaginar um doce com um centro duro, denso. Você pode ir derretendo o doce na boca achando que ele está se indo muito depressa. Então você chegar a esse centro, muito denso e você descobre que há muito mais por vir. Voilà! É o que poderíamos chamar de densidade de extrato. Para os fãs de Pilates, pense neste extrato como força central. Sem ele, um vinho é fraco. Os vinhos assim como as árvores, morrem de dentro para fora. Se um vinho carece de densidade de extrato, ele irá, com o tempo, revelar-se meramente superficial e vistoso. O extrato vem da vinha, ao invés da vinificação. É uma criação de baixos rendimentos e frutos pequenos, muitas vezes a partir de vinhas velhas.

Proporção: o elemento de proporção é facilmente compreendido. Um vinho, como uma pessoa atraente, deve ser razoavelmente proporcional. Não deve terminar "curto". Você deve ter uma sensação de sabores do vinho em quantidades aproximadamente iguais e nos mesmos intervalos de tempo: o cheiro, o gosto, o extrato e, criticamente, o final. Às vezes, especialmente com vinhos muito jovens, essas proporções podem ser distorcidas e depois entrar em uma maior igualdade. Mas com um vinho maduro, você deve esperar proporção razoável. Se ela não está presente, então o vinho ou está em uma curva descendente ou realmente nunca teve muita qualidade.

Finesse: este recurso é como os sabores de um vinho são entregues. Imagine uma bandeja no basquete, onde o jogador se aproxima em direção à cesta graciosamente e solta a bola rola pela ponta dos dedos e esta cai facilmente na rede. Isso é finesse. É assim que os vinhos devem entregar-se a você. Sem finesse, vinhos são desajeitados, não importa o quanto de complexidade possam ter. Finesse, como boas maneiras, é essencial para o refinamento.

Equilíbrio: este conceito significa coisas diferentes para diferentes degustadores. É um exemplo clássico de algo que você sabe o que é assim que o vê/sente suas qualidades. A noção mais básica de equilíbrio refere-se a um equilíbrio criado por quantidades aproximadamente iguais de "frutado" e acidez no vinho (e doçura de um vinho doce). O equilíbrio é essencial na medida em que faz um vinho revigorante para nós. Um vinho que não tem equilíbrio enjoa muito rapidamente. E olha que conseguimos notar o equilibrio (falta de) quase que desde o primeiro gole. Não é facilmente mensurável e está longe de ser exato. Um vinho, ao contrário de uma bailarina, não está equilibrado ou simplesmente está. Há sempre um intervalo em que constitui o equilíbrio para cada pessoa. Nos últimos anos, os vinhos se tornaram mais alcoólicos como resultado de uvas colhidas em níveis elevados de maturação, e o conceito de equilíbrio passou a incluir a capacidade de um vinho de "equilibrar" o seu nível de álcool com a densidade de frutas. É por isso que o equilíbrio tornou-se um termo tão proeminente no vocabulário do dia a dia do vinho.

Complexidade: o  único padrão de grande valia que pode ser usado singularmente para avaliar a qualidade de um vinho é a complexidade. Quanto mais vezes você pode voltar a um copo de vinho e encontrar algo diferente nele, no buquê, no sabor, mais complexo é o vinho. Complexidade não é um padrão arbitrário. Estamos, de fato, criados para responder favoravelmente a ele. Nós temos grandes cérebros e córtex. Nós sabemos através de décadas de trabalho em psicologia experimental que durante um período de tempo, nós sempre buscamos estímulos mais complexos. A complexidade é mais do que a multiplicidade. Em se tratando de vinho,  para ser verdadeiramente satisfatória, especialmente após uma exposição prolongada, deve continuamente nos surpreender (incerteza) e ainda assim devemos ser capazes de compreender essas surpresas, como parte de um padrão maior e agradável. Assim é com o vinho. Uma multiplicidade de sabores e aromas sem algum tipo de coesão se torna chocante e eventualmente irritante. A verdadeira complexidade está ai para nos surpreender, mas nunca para nos cansar. Isso não é um pequeno truque. Mas é ai que os grandes vinhos se destacam num mercado tão recheado, e podem ser aclamados como os maiores!

E você, meu caro leitor, se lembra de mais algum aspecto que possa ser interessante ou indispensavel para a degustação de vinhos? Use o espaço de comentários do blog e nos ajude a criar um conteúdo ainda melhor! Eu vou ficando por aqui.

Até o próximo!