Thursday, January 17, 2013

Risoto de Shitake e Aurora Reserva Chardonnay 2011: Par perfeito!

Numa dessas noites em que estava em casa com minha noiva, resolvemos fazer mais uma incursão pela cozinha onde há tempos planejávamos fazer um risoto, que seria o prato da noite. Foi então que surgiu o embrião para o post de hoje.


O risoto consistia basicamente em refogar o shitake juntamente com tomate picadinho sem pele/caroço e cebola por um curto período de tempo e após, fazer o preparo normal do arroz (tipo Carnaroli) frito previamente com cebola e azeite, adicionando vinho branco, caldo de legumes, juntar o cogumelo refogado, finalizando com manteiga e queijo grana padano ralado. E olha que o prato ficou maravilhoso, com arroz al dente, cremosidade e aquele toque final do sabor do queijo pra se comer de joelhos! O cogumelo ficou também com uma ótima consistência, sem ficar mole demais ou apresentar aquele consistência borrachuda. Ponto pra nós, nosso primeiro risoto havia saído como o planejado.


O vinho escolhido para se juntar a receita e ser bebido depois, o Aurora Reserva Chardonnay 2011, foi uma grande surpresa. Explico: procurava um vinho com um bom custo benefício para integrar a receita ao mesmo tempo que pudesse escortar o prato e dar o prazer típico de se degustar um bom vinho. Apesar de já ter ouvido comentários muito positivos sobre este vinho, confesso que o tiro foi meio no escuro mas sinceramente, acho que foi um tiro mais que certeiro.

O que falar sobre a Vinícola Aurora? A maior e mais antiga Cooperativa e Vinícola do Brasil, conta hoje com mais de 1000 famílias associadas e produtoras de uvas, sejam estas para vinhos finos, doces, sucos e espumantes. Hoje tem sede bem no coração de uma das mais famosas cidades vitivinícolas do Brasil, Bento Gonçalves, e possui uma vasta gama de produtos, tendo alcançado uma posição de destaque no mercado vinícola brasileiro em virtude de seus recentes investimentos em modernização e reposicionamento de algumas marcas. Sobre o vinho em si, é feito com uvas chardonnay e tem rápida passagem por carvalho. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor amarelo com reflexos dourados me chamou atenção, apesar da pouca idade do vinho. Exibia ainda muito brilho e boa transparência. 

No nariz o vinho mostra aromas de frutas maduras como pêssego e abacaxi. Com algum tempo em taça se notam também toques de baunilha e mel. 

Na boca o vinho tinha um bom corpo, mostrando certa untuosidade e preenchendo bem o palato, aliada a uma boa acidez e um retrogosto que confirma as frutas e a baunilha do olfato. Final de média duração. 

Um bom vinho para o dia a dia tendo em vista que os pouco mais de 20 dinheiros pagos por ele foram bem investidos. Sua untuosidade casou muito bem com a cremosidade do risoto e seu frescor deixava a água encharcada e pronta para a próxima garfada. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, January 16, 2013

E para o calor: sorvete de vinho!

Está certo que o clima mudou um pouco nos últimos dias, mas estávamos vivendo as voltas com o calor senegalês que vinha nos castigando durante nosso verão. E, aparentemente atrasado, me deparei com uma matéria inusitada: foi lançado nos EUA sorvetes com "sabores" de vinho.

Imagem retirada do site do fabricante

Ao que tudo indica, uma antiga fábrica de sorvetes dos EUA chamada "Merce's Dairy", resolveu inovar e resolveu unir sorvetes a vinhos, criando assim a sua linha de sorvetes "wine ice cream". As uvas são colhidas a mão, e após a fermentação são misturados aos demais ingredientes que constituem formando esta inovadora forma de sobremesa. E nem pensem que isso é brincadeira de criança, afinal o sorvete tem em média 5% em volume de álcool.


Os sabores são descritos assim pelo fabricante:  cherry merlot (conhecida por conter os aromas/sabores de ameixas e cerejas escuras, a uva merlot foi escolhida e enriquecida com cerejas especialmente vindas de Bordeaux), chocolate cabernet ( a união de uma uva que normalmente é associada a aromas/sabores de cereja seca e notas de cassis com chocolate meio amargo), peach white zinfandel (zinfandel vinificado em branco com açúcar residual numa mistura com pêssegos bem maduros), port (bem encorpado e final suave e agradável), red raspberry chardonnay (chardonnay envelhecido em barrica com toques de baunilha no nariz e final amanteigado misturado com framboesas vermelhas bem frescas) e finalmente o riesling (com sua fruta fresca e qualidade "quase efervescente").


Pelas descrições, fiquei até com água na boca, mas ao que parece os mesmos não estarão disponíveis em territórios fora dos EUA. Para quem quiser mais informações sobre o produto, sugiro acessar o site do fabricante em http://www.mercersdairy.com/Wine_Ice_Cream_home_page.php .

Até o próximo!

Tuesday, January 15, 2013

Vinho alentejano e sopa: combinação inusitada porém saborosa!

Ainda curtindo o frio que o final de semana nos proporcionou em sampa, minha noiva e eu fizemos uma refeição um pouco mais light no domingo, e fomos de sopa no jantar. E para acompanhar, procuramos um vinho simples, para o dia a dia, mas que pudesse nos gerar algum prazer. E o escolhido da vez foi o Club Des Sommeliers Regional Alentejano 2010. Conforme já comentei sobre esta linha de vinhos em outro post (relembrem aqui), o vinho em questão é feito em Portugal mas rotulado sobre etiqueta exclusiva do Grupo Pão de Açúcar. Este é elaborado pela Cavipor , na região do Alentejo com uvas típicas. Não vou me estender mais sobre este assunto.


Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média intensidade e certa transparência. Lágrimas finas, rápidas e de pouca cor complementavam o aspecto visual.

No nariz, aroma de compota de frutas e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio, taninos finos e acidez um pouco baixa mas sem comprometer. Retrogosto confirma o nariz num final de curta duração.

Um vinho para o dia a dia, acompanha bem comidas fáceis ou uma pizza de final de semana. Pelo preço pago (cerca de 17 dinheiros) vale  o investimento. Estou começando a olhar com outros olhos para esta linha de vinhos do Pão de Açúcar. Acho que vou provar mais exemplares. Eu recomendo.

A sopa por sua vez continha feijão cozido com bacon, cebola e folhas de louro, batida no liquidificador (feijão e bacon), pedaços de queijo estepe e azeite. A combinação ficou interessante e acalentou uma noite que acabou no sofá com cobertor e episódios de House no DVD. 

Até o próximo!

Monday, January 14, 2013

Fondue & Vinho para aquecer!

Aproveitando este frio fora de época em Sampa e de um cupom de desconto que eu havia adquirido no ano passado, resolvi conhecer um lugar que a tempos ouço falar muito bem e sempre tive curiosidade: Era Uma Vez um Chalezinho. A idéia era comer um fondue salgado e outro doce, conforme a promoção nos daria condições. E é claro, tomar um vinhozinho pra acompanhar, afinal ninguém é de ferro. 


O local é bem aconchegante e romântico, com arquitetura lembrando os bons e velhos chalés suiços. Entre ambientes diversificados, aquecedores, lareiras, luzes baixas e outros, casais e grupos se fartam com comida de bom gosto. Além disso, o menu tenta reconstruir (com sucesso) um grande número de receitas de fondue presentes na gastronomia mundial. A casa de São Paulo é uma filial da homonima nascida em Minas Gerais e está situada em um ponto bem alto no bairro do Morumbi, dando a sensação de estarmos no topo de uma montanha suiça.


Nossa opção de fondue salgado recaiu sobre o que eles chamam de flexível, um fondue que leva carne vermelha e de aves, feito ao vinho (ao invés do tradicional óleo) que deixa a carne mais tenra e suculenta, dando um toque especial em companhia de molhos como cogumelos, poivre, alho, queijo entre outros. Confesso que nunca havia provado um fondue feito ao vinho, mas a impressão não poderia ser melhor. Para acompanhar, o simpático garçom que nos atendia sugeriu uma Batata Röesti (batata, cebola, queijos e bacon). Sugestão aceita e que espetáculo! O queijo gratinado e a untuosidade do bacon aliado a cebola deram um sabor todo especial a batata e servem de escudeiros fiéis a carne tenra do fondue.

Por um descuido, não fotografei a garrafa. Esta imagem foi retirada do site www.viavini.com.br

Para a acompanhar este fondue, o vinho escolhido foi o Casajus Splendore Tempranillo 2008, um autêntico Ribeira Del Duero, considerado por muitos como um excelente custo benefício. Vinho com visual violáceo bem forte com ligeira transparência, lágrimas finas e ligeiramente demoradas ainda bem coloridas. No nariz aromas de especiarias, menta, frutas silvestres e madeira em harmonia. Taninos firmes, presentes mas de muita qualidade aliados a um bom corpo e uma acidez convidativa. O retrogosto confirma o olfato e deixa um delicioso sabor em seu longo final. Escortou bem a carne do fondue!

E pra quem ainda achava pouco, chegara a hora do fondue doce. A escolha recaiu sobre o fondue chamado  Lausanne, que leva em sua preparação chocolate amargo e ... segredos, conforme o pessoal lá do Chalezinho gosta de dizer. Para acompanhar além da tradicional seleção de frutas, bolachas waffer que faziam da mistura uma tentação. E nos deleitamos até o final daquele potinho de chocolate derretido!

Vale ressaltar que, mesmo portando um cupom promocional a atenção dispensada por toda equipe do restaurante é de tirar o chapéu. E olha que estavam lidando com uma grande fila de espera! Pontos mais do que positivos pra eles! Quem ainda não teve a oportunidade de conhecer o lugar, não sabe o que está perdendo. Eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, January 10, 2013

Memorias 2007: Para confirmar (ou não) impressões passadas

Em meados do ano passado (abril/maio) fiz uma viagem curta e rápida ao Chile no intuito de visitar algumas vinícolas próximas a capital, Santiago. Dentre essas, a vinícola El Principal fora incluída por ter sido a indicação de um amigo que entende do assunto e disse que valeria a pena tanto pelos vinhos interessantes como pelo visual deslumbrante do lugar. Pois bem, de lá pra cá se passou um bom tempo e eu estava procurando um bom motivo para abrir uma garrafa do vinho Memorias, que eu havia trazido de lá. E foi neste final de semana que eu achei que era hora de abri-lo para confirmar(ou não) as impressões na época.


Como dediquei um post exclusivamente a vinícola e afins (relembrem aqui), não irei mais entedia-los com isso. O foco passará a ser então o vinho, astro maior do blog ultimamente. O vinho é um corte de 80% Cabernet sauvignon e 20% Carmenére sendo que estas uvas são colhidas em Pirque, nos arredores de Santiago, dentro do Vale do Maipo com altitudes variando em até 780 metros acima do nível do mar. Passa por envelhecimento de 14 meses de carvalho francês, mais um ano em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Possui ainda 15% de teor alcoólico. Vamos finalmente as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea com halo ligeiramente aquoso. Lágrimas finas, ligeiramente mais demoradas  e ainda com bastante cor. Apesar de já ter quase 6 anos, o vinho não denota estar envelhecido, pelo menos em sua cor.

No nariz o vinho abre com aromas de frutos escuros e especiarias. Depois de algum tempo, notas de tabaco  e madeira podem ser também encontradas. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato, com ligeiro toque herbáceo ao final, sendo este de média para longa duração.

O vinho confirma as impressões adquiridas no dia da visita a vinícola, mostrando ainda potencial de guarda e que apesar da degustação na vinícola ter sido muito bacana, o vinho tem suas qualidades e vale a pena ser conhecido. Eu recomendo.

Até o próximo!