Sunday, February 9, 2020

Little Italy e Trattoria Traverniti: um quê de Itália em Toronto

Assim como a maioria das grandes cidades do mundo, Toronto também é bastante conhecida por ser uma cidade cosmopolita e influenciada por uma infinidade de outras culturas, fruto de uma imigração intensa em épocas passadas, e nos dias atuais também. E um dos frutos desta imigração, se é que podemos chamar de fruto, são comunidades ou distritos em que pessoas de uma mesma ascendência costumam estar em maioria e criar raízes, gerando uma infinidade de negócios, bares, restaurantes e afins, com um "sotaque estrangeiro". Este é o caso de Little Italy, a comunidade italiana em Toronto.



Localizado a Oeste da rua College (College Street West) e apesar de não ser tão característico como outros distritos da cidade, possui forte ligação com a terra da bota e seus costumes. As lâmpadas da rua tem formato do mapa da Itália (a famosa bota), as placas com os nomes das ruas tem as cores da bandeira da Itália e existem uma série de restaurante e bares bem típicos, eu diria até que parecem ter saído de um filme. E hoje falaremos de um deles em especial, que é a Trattoria Traverniti.


O Trattoria Taverniti serve cozinha italiana autêntica e caseira no coração da Little Italy de Toronto. Uma verdadeira trattoria, este pequeno e acolhedor restaurante proporciona uma atmosfera intimista que te deixa a vontade, como se fossemos parte da família e estivéssemos todos na mesa em um almoço de domingo. Mesas de madeira? Presentes. Toalhas quadriculadas de vermelho e branco?Também.


O restaurante apresenta as receitas da família de Rosina Taverniti, a "nona" responsável pela cozinha. As vezes é possível ainda vê-la conversando com os clientes e discutindo os pratos e as impressões. O maior charme entretanto é que a massa é fresca e feita lá mesmo, com você quase como um espectador.Tudo é feito do zero e com ingredientes incrivelmente frescos e locais, quando possível.


A escolha não foi muito difícil e fomos de Spaghetti, eu com o meu preferido: carbonara; minha esposa nem pensou e amante dos camarões, pediu o "con Pomodori e Gamberi", ou seja, molho pomodoro e camarões. As porções são generosas e a massa, como era de se esperar, all dente no ponto. Simplesmente um deleite para os amantes da boa cozinha italiana. 

Além disso, eles tem uma seleção decente de vinhos (sim, conforme meu post anterior, este é um dos restaurante que tem licença especial para venda de bebidas alcoólicas). Escolhemos um típico Sangiovese Fantini do grupo Farnese, que foi o par perfeito com sua acidez pronunciada, aquele toque vinoso e taninos sempre contidos. Gostei da combinação.

Se estiver de passagem por Toronto e não souber onde almoçar, eu diria que a Trattoria Traverniti é um bom começo. E depois claro, venha nos contar o que achou. Isso se já não tiver passado por lá. Não perca tempo e divida conosco suas experiências.

Até o próximo!

Friday, February 7, 2020

Canadá, vinhos e mudança: um verdadeiro balaio!

Primeiro, como de costume, muitos aqui já perceberam que eu dei uma sumida do blog não é mesmo? Pois bem, isto se deu principalmente em razão de dois fatores: o baixo engajamento que o blog vinha tendo e, o mais importante, eu estava planejando minha mudança de país. Isso mesmo, você leu direito. Para aqueles que ainda não descobriram eu me mudei para Toronto, no Candá, em meados de Dezembro do ano passado por algumas oportunidades que sempre sonhei na vida. E isto dá um certo trabalho, afinal existe muita coisa que se precisa planejar e tirar do papel para que esta grande mudança não traga mais barreiras do que o necessário. Pois bem, passado um tempo, já estamos adaptados e levando uma vida praticamente normal, resolvi voltar por aqui e compartilhar experiências que venho tendo por aqui as quais eu realmente espero que os leitores que ainda continuam por aqui possam curtir.


O primeiro assunto que eu gostaria de trazer por aqui só poderia ser relacionado a vinhos, afinal este tem sido o mote principal do blog a anos. E veja só, esta tem sido uma das maiores diferenças que tenho notado até agora em relação ao Brasil. Explico, aqui no Canadá você não pode comprar vinhos em qualquer supermercado, padaria ou afins. Falando ainda mais especificamente da província de Ontario, onde está localizada a cidade de Toronto (aonde moro atualmente), um dos poucos lugares que se pode comprar vinhos é em uma rede de lojas chamada LCBO. LCBO é a sigla para “Liquor Control Board of Ontario” – ou em português “Conselho de Controle de Álcool de Ontário”, que além de vender vinhos, vende todos os tipos de bebidas alcoólicas - cervejas, whiskies, licores e afins. Lá encontramos muitos vinhos locais (não sabia que o Canadá tinha uma produção tão grande de vinhos, além do já conhecido Icewine) além de vinhos do mundo todo.


Tudo isso se torna ainda mais engraçado quando pensamos no consumo de bebida alcoólica por aqui sendo que apenas alguns restaurantes possuem licença especial para venda de bebidas alcoólicas e com algumas normas bem restritivas que dizem respeito a horário de venda, horário de abertura, etc. E nem pense em consumir bebidas alcoólicas em locais públicos ou você pode acabar se dando mal. Soa um pouco estranho pra nós, brasileiros não é mesmo? Afinal de contas as grandes redes de supermercados sempre foram fontes primárias para garimpar boas oportunidades quando falamos de vinhos no Brasil. Tudo isso remete aos meados dos anos 20 e a lei seca, quando da criação de tal órgão (LCBO).


A parte boa disso tudo, no entanto, é que o preço acaba por ser tabelado e, diferentemente do Brasil, você acaba não sendo explorado por importadores e revendedores sem muitos excrúpulos. Além disso, as lojas costumam ser bem grandes e se tornam verdadeiras missões de exploração para adultos. Por fim, existem preços para todos os bolsos com vinhos começando por volta de 7 dólares canadenses, algo em torno de 26 reais no câmbio de hoje. O lado ruim é que não se encontra uma variedade tão grande de rótulos quanto as que víamos no Brasil, mas eu diria que é mais do que suficiente.


O que acham deste tipo de legislação e modo de compra de bebidas alcoólicas? Concordam, discordam? Se alguém tem experiência de morar aqui em Ontário ou mesmo de ter passado temporada por aqui, está mais do que convidado a deixar seu relato nos comenários do blog. Voltamos com mais novidade em breve.

Até o próximo!!

Monday, August 12, 2019

Produção de vinho teve uma reviravolta massiva em 2018

2017 foi o pior ano que a OIV já havia monitorado; 2018 foi um dos melhores.


Qualquer um que não acredite que o clima pode impactar drasticamente a produção de vinho não precisa ir além de 2017 e 2018. A Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) divulgou recentemente seu relatório anual sobre o mercado mundial de vitivinicultura e a mudança nos últimos dois anos é o mais dramático que eles já viram desde que começaram a rastrear esses dados em 2000.

Em 2017, a produção mundial de vinho foi de apenas 249 milhões de hectolitros, o menor total já relatado pela OIV, graças ao que o grupo chamou de um ano “marcado por condições climáticas muito difíceis que afetaram a produção em muitos países”. No entanto, passe a 2018 e a produção mundial aumentou em 17%, para 292 milhões de hectolitros, o segundo maior nível de produção, que remonta a 2000, e o melhor ano desde 2004.

A grande reviravolta foi impulsionada por aumentos significativos na produção nos três principais países produtores de vinho do mundo: a Itália, a França e a Espanha produziram 55 milhões, 49 milhões e 44 milhões de hectolitros cada. Para a Itália e a Espanha, 2018 foi um dos seus melhores anos de registro, e na França, a produção foi a mais alta desde 2011. Ao contrário dos outros dois, a França tem visto sua produção tendendo para baixo. Os Estados Unidos foi o quarto colocado na produção do ano passado, mantendo-se estável em 24 milhões de hectolitros. Fechando a lista dos principais países produtores seguem Argentina (15 milhões), Chile (13 milhões), Austrália (13 milhões), Alemanha (10 milhões), África do Sul (9 milhões), China (9 milhões), Portugal (6 milhões) milhões) e Rússia (6 milhões).

Então, como está 2019? A maior notícia do tempo na Europa até agora foi a enorme onda de calor de junho que trouxe temperaturas recordes para a França. Mas, embora o calor na hora errada possa significar um desastre, a AFP informa que a onda de calor deste ano atingiu precisamente a hora certa. "Dois dos três dias de ondas de calor em Bordeaux neste momento é mágico!", Disse Philippe Bardet, chefe do Conselho de Vinhos de Bordeaux. Aparentemente, uma explosão de altas temperaturas pode queimar o mofo o que Bardet disse ser “muito, muito bom para a qualidade”. Obviamente, ainda temos muitas semanas da estação de crescimento, mas neste ponto, até agora, tudo  vai indo bem.


Matéria original em www.foodandwine.com

Thursday, August 8, 2019

Como remover manchas de vinho tinto de quase tudo

Não adianta chorar sobre o vinho tinto derramado. Claro, aquela grande mancha carmim no seu tapete cor de casca de ovo ou camiseta branca pode parecer assustadora agora - mas, se você agir rapidamente, seus itens manchados ficarão tão novos quanto possível em pouco tempo.



Não espere muito

Você provavelmente não vai querer fazer uma limpeza muito profunda quando estiver com algumas taças de vinho, mas é importante agir rápido quando se trata de vinho tinto. O vinho contém cromógenos, a substância primária em muitas plantas coloridas que são usadas para fazer corantes. Quanto mais tempo você deixar a mancha ficar, mais tempo ela terá para afundar (e permanentemente tingir) as fibras do seu carpete ou roupa.

Absorva, não esfregue

Esfregar é um erro por duas razões: primeiro, esfregando o líquido, você empurra a mancha ainda mais para dentro do tecido. Em segundo lugar, garante que a mancha se espalhe para fora em vez de se dissolver.
Absorva o máximo possível do vinho com um pano branco e limpo. Tente absorver o máximo que puder antes de adicionar agentes de limpeza à mistura.

Use sal ou bicarbonato de sódio

O líquido se moverá em direção a qualquer material seco com o qual entre em contato, então borrifar a área generosamente com um pó seco como sal ou bicarbonato de sódio é uma maneira eficiente de absorver a mancha. Deixe o pó descansar por alguns minutos antes de limpá-lo ou esfregar suavemente (nunca esfregue!).

Use um removedor de manchas

Se você é um consumidor de vinho frequente, não é uma má ideia manter um removedor de manchas por perto. Há muitas opções por aí, mas eu particularmente uso o Semorin.
Não há nenhum sentimento como o alívio que toma conta de você quando se consegue dissolver seu vinho derramado bem na frente dos seus olhos.




matéria original publicada em http://www.foodandwine.com

Tuesday, August 6, 2019

Napa Valley se junta ao protocolo do Porto de combate as mudanças climáticas

O aquecimento global é uma questão especialmente vital no mundo da vinicultura, uma vez que o clima desempenha um papel significativo no processo. As vinhas dependem de um clima consistente ano a ano para produzir safras fortes e, embora as mudanças de longo prazo possam beneficiar algumas regiões emergentes como a Inglaterra, elas também ameaçam destruir a tradição de regiões de longa data como Bordeaux, Borgonha e Chateauneuf-du- Pape.


Como uma das mais antigas e notáveis ​​regiões vinícolas da América, o Napa Valley compreende bem esta última questão. E com tanta coisa em jogo, o Napa também é líder nos Estados Unidos quando se trata de combater a mudança climática. Além disso, nesta semana, a associação comercial Napa Valley Vintners (NVV) anunciou que se tornou o primeiro grupo comercial norte-americano a assinar o Protocolo do Porto - um conjunto de princípios que encoraja empresas de todos os setores a fazer mais para combater aquecimento global. A iniciativa foi lançada no ano passado por Adrian Bridge, da marca de vinhos Taylor's Port, e conta com muitos assinantes de dentro da indústria, mas também apresenta grandes nomes como Toyota e PWC.

“Como novos signatários do Protocolo do Porto, a NVV ampliou ainda mais seu compromisso com a gestão ambiental”, disse Robin Lail, que é a representante americana do Protocolo do Porto e é uma vinícola multigeracional de Napa Valley. “Assim como a ambiciosa meta da NVV de ter todos os seus membros elegíveis no programa Napa Green até o final de 2020, o Protocolo do Porto é outro passo importante no tratamento da mudança climática.”

O programa de certificação de sustentabilidade Napa Green foi estabelecido pelo NVV em 2015 para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, mais de 70% dos membros do grupo aderiram ao programa. A esperança é que todos os membros elegíveis sejam envolvidos até 2020.

"Estou muito contente que o NVV tenha aderido ao Protocolo do Porto, uma vez que é uma organização que sempre teve uma visão perspicaz das questões ambientais", acrescentou Adrian Bridge. “O Protocolo do Porto serve como uma plataforma para compartilhar as melhores práticas na mitigação da mudança climática. Os membros da NVV têm muito a compartilhar com outros viticultores em todo o mundo e estou ansioso para que suas experiências ajudem a acelerar a velocidade com que a indústria global do vinho combate as questões da mudança climática. ”


matéria originalmente veiculada em https://www.foodandwine.com