Monday, February 26, 2018

Ravin e Pasquale montam loja de vinho e restaurante

Recebi esta notícia a pouco, embora tenha visto algumas fotos e acompanhado algum barulho sobre, e fiquei muito feliz e vim logo divulga-la aqui no blog para vocês, prezados leitores. A importadora Ravin, do empresário Rogério D’avila, abriu nos Jardins um misto de loja e osteria que oferece 4.000 garrafas de vinho de 11 diferentes países e também serve pratos rápidos da premiada e tradicional cantina Pasquale. Eu que já tive o prazer de comer na Pasquale Cantina em uma outra oportunidade fiquei empolgado pois o casamento com a Ravin, que possui um portfolio muito interessante de vinhos (que variam de R$25 a R$ 3.000), já era um trunfo da casa na zona Oeste.


Situada no número 498 da rua Melo Alves, a Ravin Vinho & Pasta foi inspirada em uma rede italiana. O pequeno ambiente – apenas 30 lugares – é aconchegante e, ao mesmo tempo, despojado e elegante. Nas estantes, 450 rótulos, para todos os gostos e bolsos, ficam expostos no salão com os respectivos preços. As garrafas custam entre R$25 e R$ 3.000, e são vendidas pelo preço da importadora.

Não há carta de vinhos. O cliente escolhe a faixa de preço e o resto fica por conta do experiente sommelier Paulo Trondoli, que mostra as opções disponíveis. Há desde vinhos mais acessíveis como Viña Maipo e Palo Alto até marcas como Sassicaia e Renato Ratti. Além de degustar durante a refeição, é possível comprar vinhos para apreciar em casa.

O cardápio, enxuto, oferece cinco opções de entrada – entre elas a Burrata com Piselli, feita com creme de ervilhas e azeite trufado – e seis pratos, como Spaghetti Carbonara e Penne Caprese, além de duas sobremesas: Tiramissu e Pana Cotta. Os pratos, que vêm da Cantina Pasquale e são finalizados ali, são servidos em menos de dez minutos após o pedido. Para beber, além dos vinhos, há dois tipos de cerveja, suco de uva orgânico e água com e sem gás.

Rogério D’avila fornece vinhos à cantina Pasquale, do restauranteur Pasquale Nigro, há 10 anos, por meio da importadora Ravin. Os dois são amigos. Agora, com a Ravin Vinho & Pasta, acontece o inverso: Pasquale Nigro fornece os saborosos pratos de sua cantina à loja de D’avila.

Ravin Vinho & Pasta
Rua Melo Alves, 498, Cerqueira César
Funcionamento
Loja – De segunda a sábado, das 10h às 23h e domingos, das 12h às 16h00
Restaurante – De segunda a sexta, das 12h às 15h00, sábado das 12h às 16h00 e 19h às 23:30. Domingos, das 12h às 16h00

Eu já estou planejando uma visita, e assim que o fizer, revivirei este post com minha opinião sobre a nova casa. E você, prezado leitor, já visitou ou tem vontade de fazê-lo? Deixe nos comentários sua experiência ou expectativa, divida conosco!

Até o próximo!

Thursday, February 22, 2018

Hey Malbec 2016: Descontração e sutileza neste Malbec argentino

Matías Riccitelli nasceu em Cafayate - Salta, uma pequena cidade no norte da Argentina, onde se respira vinho. Viajante e sonhador incansável, já em Mendoza se desenvolveu como enólogo de uma das vinícolas mais prestigiadas da Argentina. Após inúmeras colheitas feitas pelo mundo, onde ele estava recolhendo pequenas e grandes histórias, decide misturar tudo que foi aprendido ao longo de sua carreira e os ensinamentos transmitidos por seu mentor e pai, Jorge Riccitelli, para criar em 2009 a Riccitelli Vinhos. A adega está localizada em Las Compuertas, a 1100 m de altitude, a área mais alta do tradicional Luján de Cuyo, onde possui 20 hectares de vinhas antigas. Trabalha também com os pequenos produtores nos melhores terroirs ao pé da Cordilheira dos Andes entre 1000 e 1700 metros acima do nível do mar, como Gualtallary, Chacayes, Altamira e La Carrera. Em 2015 nós iniciou um novo projeto, revalorizar vinhas velhas na Patagônia Argentina, criando sua linha de Vinhas Velhas, Semillon, Merlot e Malbec de vinhas plantadas no final dos anos 60, localizado nas margens do Rio Negro.


Falando agora sobre o Hey Malbec 2016, podemos ainda afirmar que o vinho é produzido 100% com uvas Malbec, "a mais emblemática da Argentina"(segundo o enólogo), de vinhas desde Lujan de Cuyo até as alturas do Vale de Uco. Cerca de 80% do vinho passa por um processo de fermentação tradicional, realizada a uma temperatura controlada em tanques de aço inox enquanto os 20% restantes tem os bagos colocados inteiros e fermentados por maceração carbônica. Por fim, 70% do vinhoamadurece em pequenas piscinas de concreto e os 30% restantes em barricas de carvalho francês. Vamos finalmente as impressões a cerca deste vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias e toques de baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, muita acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um Malbec argentino que mostra uma outra interpretação da uva, com mais acidez e frescor, deixando o vinho mais leve e gostoso de ser bebido. Foi o fiel escudeiro de uma costela de porco ao sal grosso e olha, não fez feio. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa.

Até o próximo!

Wednesday, February 21, 2018

Melhog Espumante Brut Nature

A Bodegas Verduguez, produtora do vinho, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.


Falando sobre o Melhog Espumante Brut Nature, o vinho espumante foi elaborado unicamente com a uva autóctone espanhola Macabeo pelo método de produçãoTradicional ou Champenoise. Não consegui obter informação sobre tempo de contato com leveduras e afins, poranto, fico devendo. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos tendendo ao dourado, muito brilhante e limpida. A formação de perlage é intensa e constante, formando boa coroa de pequenas borbulhas na taça.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais (destaques para limão siciliano e pêssego), toques de flores, panificação e algo de mel ao fundo.

Na boca o vinho espumante se mostrou muito cremoso, fresco e com um bom corpo. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Mais um belo vinho espumante degustado por aqui, que a meu ver é um coringão e vai com quase qualquer tipo de prato. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, February 20, 2018

Viña Maipo Vitral Sauvignon Blanc 2016

A Viña Maipo foi fundada em 1948 no Vale do Maipo, no Chile, uma área reconhecida mundialmente pela produção de vinhos de excelente qualidade. 20 anos depois, Concha y Toro, o maior grupo vitivinícola do Chile, adquire a vinha, aprimorando a qualidade de seus vinhos e lançando as bases do seu espírito global. Em 2000, a Viña Maipo executou um plano de desenvolvimento agressivo, superando em 2006 o objetivo de 1 milhão de caixas vendidas e se tornando o 4º maior exportador de vinhos do Chile. Em 2007, Max Weinlaub assume como o enólogo principal da Viña Maipo, dando lugar a uma estratégia renovada focada no desenvolvimento de vinhos de nível superior e expressivo de sua origem. Hoje em dia, presente em mais de 80 mercados, a Viña Maipo tem se preocupado em demonstrar o potencial do Chile para a produção de vinhos excelentes, nascidos de uma longa trajetória vitivinícola e uma verdadeira paixão pelo autêntico.


Falando agora do Viña Maipo Vitral Sauvignon Blanc 2016, podemos ainda dizer que o vinho faz parte da linha reserva da vinícola, inspirada pela luz que atravessa os vitrais coloridos da Igreja do povo de Maipo. além disso, é feito com uvas 100% Sauvignon Blanc oriundas dos Vales do Aconcagua, Central e do Coquimbo com estágio de 3 meses em tanques de aço inox antes de ser engarrafado e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha bem clarinho, com reflexos esverdeados, muito brilho e limpidez.

No narizo vinho apresentou aromas de frutos cítricos, grama recém cortada e leves traços herbáceos.

Na boca o vinho presentou corpo de leve para médio aliada a uma deliciosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho para o dia a dia, especialmente nos dias de muito calor. É despretencioso mas ao mesmo tempo balanceado e bem saboroso. Não precisamos beber sempre vinhos complexos e topo de gama. As vezes uma conversa ou uma boa companhia pede um vinho descontraido, que é o caso aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, February 19, 2018

Custoza Ca'vegar Bianco 2015: Frescor italiano na taça

Foi em abril de 1958, quando onze viticultores da região de Gardesan, perto de Verona na Itália, se encontraram e fundaram uma cooperativa para a producão de vinhos, conhecida como Cantina Sociale Veronese del Garda. O objetivo era trabalhar juntas as uvas dos membros e produzir bons e bons molhos e vinhos. Nos anos seguintes, já conhecida como Cantina di Castelnuovo del Garda, experimentou um crescimento lento mas constante. Hoje, a cooperativa tem mais de 200 membros, que processam suas uvas crescidas em um total de 1000 hectares de terra em vinho. Desde 2006, um importante projeto de renovação tecnológica está em andamento nos vinhedos e na adega. A Cantina não está longe do Lago de Garda e é um exemplo de uma empresa intimamente ligada ao seu território e às suas tradições. As vinhas dos membros cooperativos se estendem ao sudeste do Lago de Garda. Vinhos adivindos das DOCs Bardolino, Custoza, Lugana, Valpolicella, Soave e Garda são produzidos. Na sede histórica da cooperativa, há uma loja que vende uma ampla gama de produtos a preços da cantina: brancos, rosés e tintos.


Falando agora sobre o Custoza Ca'vegar Bianco 2015, podemos acrescentar que o vinho é um corte feito a partir das castas Garganega, Trebbiano Toscano, Trebianello (ou Tocai Friulano) e Cortese de vinhas que variam entra 10 e 25 anos de idade. Este vinho não é envelhecido em madeira, mas apenas em tanques de aço. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, flores e ligeiro toque mineral.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio aliado a um ótimo frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho para o dia a dia, alegre e fresco, sem maiores complicações. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia, ainda mais nestes dias de mais calor. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!