segunda-feira, 11 de maio de 2009

Barrichello, o eterno escudeiro.

Confesso que acordei cedo e empolgado para assistir ao GP da Catalunha de Fórmula 1 este domingo, após o bom desempenho de Rubinho no treino que definiu o grid de largada para o mesmo no sábado. A possibilidade de vitória era evidente e Rubinho parecia confiante. Mas não foi bem isso que se viu.

Rubinho largou de forma espetacular e já na primeira curva tomou a liderança para si e vinha, volta após volta, fazendo uma corrida impecável e correndo de acordo com a estratégia prepara por sua equipe, a Brawn GP, para que isso ocorresse de forma natural. Logo atrás vinha Jenson Button, seu companheiro de equipe e primeiro colocado no mundial de pilotos, também fazendo uma corrida muito tranquila e com estratégia semelhante à sua. Eis que, sem maiores explicações até agora, a equipe resolveu fazer uma mudança de estratégia para beneficiar Button e após os primeiros pit stops, fazer com que ele assumisse a liderança de seu companheiro, Rubinho. Apareceu então em minha cabeça uma sensação de deja vu protagonizado pelo mesmo Rubinho só que quando estava na escudeira italiana da Ferrari e ainda bancava o escudeiro de Michael Schumacher tendo sido obrigado a deixar que o maior vencedor da fórmula 1 o ultrapassasse a uma curva do final do grande prêmio naquela oportunidade.

Barichello inclusive se mostrou extremamente irritado com a situação e divulgou logo após a corrida que se entendesse que existia proteção a Button em detrimento à sua pessoa, “penduraria” as chuteiras pois já era um piloto experiente e já havia experimentado estes problemas que inclusive o levaram a sair da Ferrari.

Estaria então Rubinho fadado a ser eternamente o segundo piloto, qualquer que fosse sua equipe e companheiro? Segundo explicações de Ross Brawn e de outras pessoas da equipe a vitória do inglês com a consequente mudança de estratégia teria sido mera coincidência. Para a equipe, o inglês encontrava dificuldades em despachar o tráfego a sua frente e com a entrada do safety car logo no início da prova fizeram com que se optasse por uma estratégia com apenas duas paradas em detrimento à estratégia original de 3 paradas.

Eu particularmente não acredito na versão divulgada pela escuderia a imprenssa e penso que, esta situação não é merecida por Barichello. Apesar de possuir suas limitações, o piloto já mostrou algum talento e foi importante no jogo de equipe da Ferrari quando Schumacher se sagrou campeão mas se rebaixar a ser escudeiro de um iniciante sem história alguma na categoria mais importante do automobilismo já é demais. Há quem defenda Rubinho e diz que ele está lá fazendo o que pode em fim de carreira e ganhando muito dinheiro, mas até que ponto o dinheiro vale a pena diante de tais circunstâncias? Gostaria de ouvir vocês, lendo suas opniões deixadas na caixa de comentários do balaio.


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