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Thursday, April 13, 2017

Pitars Cuvée Prestige Extra Brut

A história da Pitars, produtora do vinho espumante de hoje, é a história de uma família, de seu amor pelo vinho, uma história indissociavelmente ligada à terra e vinhedos que cultivou durante décadas. A vinícola Pitars está localizada em San Martino al Tagliamento, na DOC Friuli Grave. A atual geração de família Pittaro em Friuli, na Itália, chamados de "Pitars", está a frente da empresa hoje, mantendo viva a tradição da família. A filosofia da empresa sempre foi sinônimo de qualidade: viticultura e enologia são pilares de uma unidade percebida por sua excelência. A responsabilidade ambiental, pesquisa e vanguarda tecnológica e o desenvolvimento da área a torna um símbolo de qualidade do Made in Friuli, uma qualidade que se renova a cada colheita.


Sobre o Pitars Cuvée Prestige Extra Brut, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante elaborado com as uvas Glera , Ribolla Gialla e Verduzzo Friulano provenientes do Friuli, na Itália. Se entendi bem, a segunda fermentação ocorre em tanques de inox, ou seja, pelo método charmat. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, ótimo brilho e limpidez. Boa formação de perlage, fina, constante e em boa quantidade.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais e leve lembrança floral.

Na boca o vinho espumante era cremoso e fresco, com o retrogosto confirmando o olfato. O final era de média duração.

Uma boa surpresa este vinho espumante vindo da Itália. Elaborado com uvas pouco conhecidas do público brasileiro (exceção a Glera, conhecida pelos vinhos Prosseco), deve harmonizar bem com comidas mais simples e leves, com uma boa conversa ou pode ser bebido sozinho mesmo, especialmente em dias de calor intenso. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Monday, May 4, 2015

Espumante Peneca Rebula Brut: Eslovenia & espumantes combinam?

Eis que volto aqui no blog para falar de um vinho espumante, no mínimo diferente. A começar por sua origem, vindo da Eslovênia, um lugar do qual não se fala muito quando o assunto são vinhos espumantes. Depois, o que falar de uma casta bem pouco difundida por aqui mas que compõe o vinho espumante, que é a Ribolla Gialla. Enfim, novidades, curiosidades não faltam e portanto, vamos falar sobre elas por aqui?


O vinho espumante é produzido pela Vinícola "Vinska Klet Goriška Brda", um dos produtores de vinho esloveno mais renomados e importantes, continuando e melhorando a tradição da produção de vinhos de séculos com sucesso. A "Vinska Klet Goriška Brda" foi fundada em 1957 como uma cooperativa e ainda hoje é completamente propriedade de seus membros. Desde o seu início a vinícola teve um grande impacto sobre o desenvolvimento econômico da região e do estilo de vida do povo local. A "Vinska Klet Goriška Brda" possui 1.000 hectares de vinhas que se espalham a meio caminho entre o mar Adriático e os Alpes. Em média, cada viticultor cooperado cultiva menos de 2 hectares e, portanto, cuida de cada videira com devoção.

Sobre o espumante Peneca Rebula Brut, conforme dito anteriormente, é feito com 100% de uvas Ribolla Gialla, uva oriunda da região norte da Itália, no Friulli, mas que também é utilizada pelos eslovenos em seus vinhos, como este por exemplo. Os vinhedos se encontram nas encostas da fronteira com a Eslovênia, numa região viticultura chamada Goriška Brda. As duas fermentações acontecem em tanques de inox, onde o vinho, após a segunda fermentação, passa 3 meses em contato com a leveduras. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração amarelo palha com nuances verdes, bom brilho e boa limpidez. A perlage era fina, abundante e persistente.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutas cítricas, leve lembrança de pão na chapa e algo de pêssego também.

Na boca o vinho espumante era fresco, volumoso e saboroso. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho espumante para o dia a dia, principalmente quando quisermos fugir do comum. Me parece que vai bem sozinho, só com um bom papo ou uma boa companhia (ou mesmo ambos). Se quiser harmonizar, entradas e pratos leves fariam um bom par. Eu recomendo. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo. Ah, eu já ia esquecendo: respondendo a pergunta do título do post, acho que combinam sim!

Até o próximo!

Monday, December 16, 2013

Churrasco, vinho e amigos: sempre uma ótima combinação!

Como eu já vinha falando, o final de ano é sempre muito bom pois estamos sempre nos reunindo com pessoas queridas que fazem parte de nossas vidas para celebrar mais um ano que se passou, mais um ano de amizades, de risos, de choros, de encontros e desencontros, enfim, mais um ano de vida! E foi num destes encontros na casa do Barão que aconteceu um churrasco épico com direito a uma "adega open", brincadeira que criamos para dizer que basicamente vários vinhos por lá guardados estariam disponíveis para a tarde inesquecível que iria acontecer. Aí é que surge a dúvida, por que destacar vinhos num mar de preciosidades é bem complicado, mas eu vou destacar dois vinhos que eu gostei muito e que me trazem diversas lembranças da vida. Sim, já peço desculpas antecipadamente pois eu estou um pouco emotivo nestes  últimos dias do ano e minhas escolhas invariavelmente poderão recair sobre acontecimentos marcantes de minha vida neste ano.


A primeira escolha foi para um vinho branco diferente e que eu nunca havia tomado nada semelhante, um branco esloveno! Sim, um vinho que veio da Eslovênia queridos leitores. A Eslovênia está localizada no Leste Europeu e segundo conta a história, lá se produzem vinhos a mais de 2500 anos. Existem cerca de 24 mil hectares plantados nos país sendo que são produzidos mais de 20 variedades de vinhos brancos e 12 de vinhos tintos. Ainda segundo minha pesquisa, o país está dividido em 3 regiões vitivinícolas: Primorje (ou Primorska), Posavje e Podravje. O vinho em destaque aqui, o Edi Simčič Triton Lex 2007, é produzido pela vinícola Edi Simčič na subregião de Goriška Brda (Primorje), notóriamente conhecida por seus vinhos brancos. O Triton Lex é um blend de Chardonnay, Sauvignon Blanc e Ribolla Gialla (em porporções iguais) sendo que ao que me parece, não passa por envelhecimento em barricas. Um branco untuoso e fresco, de coloração dourada e com aromas de frutas tropicais, toques minerais e lembranças de madeira que fica no palato por um bom tempo. Acompanhou bem alguns queijos e o início do churrasco. Curioso e saboroso!


Pra não dizer que não falei das flores..opa, não era bem esta a frase mas, como vocês que me acompanham por aqui já sabem, tenho uma predileção por vinhos tintos e eu tinha que falar sobre um dos que provamos nesta tarde de churrasco e amizades. E a escolha recaiu sobre o Tenuta Friggiali Brunello di Montalcino DOCG 2004, e explico o por que. Os vinhos toscanos e especialmente os de Montalcino afloram as ainda muito vivas memórias de meu casamento e lua de mel na Itália. Escolha óbvia. Nem é preciso falar muito da vinícola aqui pois é uma das gigantes e mais famosas do coração de Montalcino o que cada vez mais comprovamos com seus vinhos de excelente qualidade. Este um típico brunello de coloração rubi, aromas de frutos silvestres, florais e toques terrosos. Grande corpo, taninos domados e um final de longuíssima duração. Vai mais do que bem com carnes assadas e boas amizades!

É claro que tivemos muitos outros excelentes vinhos, afinal o Barão não brinca em serviço. Mas pra que ficar falando e escrevendo sobre cada uma deles se o mais importante foram os momentos que passamos juntos de pessoas que gostamos, comemos bem e nos divertimos? É pra isso que servem as amizades e estes momentos especiais. 

Até o próximo!