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Monday, January 11, 2016

Morgado da Vila Vinho Verde 2013: Para combater o calor e para a #CBE

E chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o dia do mês quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs - numa gostosa brincadeira, postam todos sobre um mesmo tema, relacionado ao vinho evidentemente. Neste mês o primeiro tema para 2016 foi escolha do confrade Daniel Perches, o pai do Antônio e editor do blog Vinhos de Corte. Ele levou em conta o calor bravo e indicou: "Vinho Verde, de qualquer preço". Por aqui fomos de Morgado da Vila Vinho Verde 2013


O vinho em questão é produzido pela vinícola Quinta da Lixa, que é o testemunho vivo da paixão que a Família Meireles sempre teve pelos Vinhos Verdes. Presente em diversas áreas do mundo empresarial, esta família que já era proprietária de vinhedos localizados ao redor da pequena Vila da Lixa, decide em 1986 criar uma pequena empresa que viria a se tornar naquela que é hoje a Quinta da Lixa - Sociedade Agrícola, Ltda. O vinho produzido era inicialmente vendido a granel mas rapidamente se percebeu que a sua qualidade e aceitação eram tais que o engarrafamento na propriedade era imperativo. Devido ao aumento de produção, torna-se necessário a construção de novas instalações que viessem substituir a primitiva adega onde já não era possível a manutenção do padrão de qualidade que caracterizava os vinhos da Empresa. Em 1999 a Quinta da Lixa compra uma nova propriedade, a Quinta de Sanguinhedo com 30 hectares dos quais 20 vieram a ser ocupados com vinha. Neste momento a Empresa tem um total de 105 hectares de vinha distribuídos pelas seguintes Quintas: Quinta da Lixa, Quinta da Corredoura, Quinta do Souto, Quinta Nova, Quinta de Sanguinhedo e Quinta dos Lagareiros. Com novas vinhas, no início do século, a empresa aposta fortemente na diversificação dos seus vinhos, colocando no mercado vários Vinhos Varietais e Espumantes de Vinho Verde.

Sobre o Morgado da Vila Vinho Verde 2013 pouco podemos acrescentar que não sua composição, sendo este feito com duas uvas tradicionais da região, Loureiro e Trajadura, que não passa por madeira e que em apenas 11,5% de teor alcoólico. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha bem clara, tendendo até a uma cor parecida com um prateado e com pequena formação de borbulhas contra as paredes da taça. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos em evidência, seguido de aromas de frutos tropicais, flores brancas e um que de ervas aromáticas.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio e uma excelente acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

O fiel escudeiro do nosso vinho, Ora Pois, não poderia ser outra opção do que o bom e velho bacalhau. Veja bem, só digo que não poderia ser outra opção por que em casa somos completamente fissurados pelo bacalhau. Mas me parece que o vinho vai bem com saladas, pratos bem leves a base de frutos do mar ou mesmo sozinho, numa boa conversa e boa companhia.

Um bom vinho verde degustado por aqui, que após terminar o post, vislumbrei que degustei/postei pouquíssimo sobre estes vinhos por aqui. Falha que pretendo corrigir. Eu recomendo a prova. O Morgado da Vila Vinho Verde 2013 é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo. E assim concluímos mais uma tarefa para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs.

Até o próximo!

Monday, September 9, 2013

Muralhas de Monção Vinho Verde e Camarão na Moranga: surpresa e emoção

Sabe aquela sensação de que a semana durou aproximadamente uns 3456969 dias e que, ao final destes, você ainda vai demorar pra chegar em casa? Pois é, era mais ou menos assim que eu estava me sentindo na última sexta feira. Mas não é que chegando em casa tudo mudou, como num giro de 180 graus? Chegando em casa encontro minha esposa me esperando com a mesa toda arrumada e um belo jantar preparado, com direito a Camarão na Moranga aromatizando a casa toda. Iríamos comemorar nossos 5 meses de casamento em grande estilo. Foi então que ela me pediu que escolhesse um vinho bacana pra acompanhar a refeição. Depois de pensar um pouco decidi que iríamos deste Muralhas do Monção Vinho Verde. 


A Adega Cooperativa Regional de Monção (produtora deste vinho) foi fundada em 1958, incluindo cerca de 25 viticultores nesta época. Fica situada encravada na região dos Vinhos Verdes em Portugal, mais especificamente na sub região de Monção e Mengalço. Esta região aliás, é uma das mais antigas demarcadas em Portugal. O vinho é feito a partir das castas Alvarinho (predominante) e Trajadura, autóctones de Portugal e da região, mais especificamente. Não passa por madeira. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma bonita cor amarelo palha de bastante brilho, bem transparente e com lágrimas finas e bem rápidas.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos como pêssego e outros frutos tropicais. 

Na boca um vinho de corpo leve pra médio, excelente acidez, seco e bem macio. Retrogosto confirma o olfato com muita fruta. Final de média duração.

E o que dizer da harmonização do vinho com a comida? Perfeita. A acidez do vinho ajudava a limpar o paladar e pedia a próxima garfada do camarão na moranga e toda sua untuosidade em virtude do catupiry e também o sabor forte do fruto do mar. Eu recomendo. Foi uma bela comemoração sem dúvida!

Até o próximo!

Monday, September 26, 2011

Varanda do Conde Vinho Verde 2009

O vinho de hoje vem de Portugal, da região demarcada de vinhos verdes, mais especificamente da região de Monção e Mengalço. A região de vinho verde provavelmente tem esse nome, segundo uma das lendas, em virtude da vasta e rica vegetação com esta coloração presente na região. Aliado a isso é uma região que contém muitos rios e está próxima ao oceano, o que confere características de muito frescor a seus vinhos. O vinho em questão é feito por um corte típico de uvas autorizadas, 70% Alvarinho 30% Trajadura. E este vinho foi escolhido para escoltar um prato de peixe ao molho de tomate e camarões, arroz com brócolis e batatas assadas,  o que diga-se de passagem fez com bastante louvor. Vamos as impressões.

O vinho apresentou em taça cor amarelo palha com reflexos esverdeados. Era possível também perceber a formação de pequenas bolinhas em grande quantidade. Isto ocorre, muitas vezes pela pequena adição de CO2 na produção dos vinhos com a intenção de ressaltar o frescor e a acidez dos vinhos.


No nariz era possível sentir aromas de pêssegos e maçã verde, com o cítrico realmente acentuado. Leve floral de fundo completava a paleta aromática.

Na boca o vinho apresentou corpo entre leve e médio, acidez bem marcada (com aquelas agulhadinhas na língua) gerando muito frescor e limpando o paladar sempre após ser ingerido. Confirma muito cítrico e maça verde em boca.

Cumpre bem o seu papel, simples e refrescante, acompanha bem uma refeição mais leve a base de frutos do mar e peixes ou mesmo pode ser um excelente aperitivo para alguma recepção. Custou por volta de R$ 39,00 e valeu o preço pago.

Até o próximo!