Wednesday, November 10, 2010

The Walking Dead


Desde Evil Dead, histórias com zumbis são propagadas em quadrinhos, televisão e cinema mas parece que com o diretor George Romero elas ganharam forma definitiva. Depois vieram os videogames da chamada nova geração e elevaram a relação com esta “raça” a um nivel ainda mais alto dado que poderíamos interagir com eles e ainda por cima ter que sobreviver a seus ataques. E agora a fórmula parece que volta com uma roupagem mais moderninha

A aproximadamente duas semanas atrás tivemos a estréia do novo seriado “The Walking Dead” na rede de TV americana AMC , do diretor Frank Darabont. A história central é voltada nos famosos mortos-vivos e sua relação com os humanos. Se é que podemos chamar ser alvo das refeições zumbis como uma relação mas, enfim. Com muita expectativa e alarde a série estreou e teve bons indíces de audiência. E como não poderia deixar de ser sou nerd e fã de carteirinha de seriados (apesar de ultimanete ainda estar um pouco negligente neste aspecto) eu me prontifiquei a assistir o primeiro episódio numa terça feira a apenas dois dias da estréia nos EUA. Deixando de lado a mutilação que o episódio sofreu por aqui (a rede FOX que exibiu o episódio em terras tupiniquins teve que fazer uma cirurgia no mesmo para que este coubesse na sua janela de uma hora para exibição) eu revi o episódio original e depois o segundo episódio. E estou muito excitado com o que tem por vir. A seguir, colocarei um pouco de minhas impressões sobre o assunto.

O episódio piloto nos coloca as voltas com o policial Rick Grimes, típico tira certinho que durante uma missão é atingido por um tiro e entra em coma no hospital. Acorda desorientado depois de semanas então em um futuro pós apocalíptico onde só se vê corpos espalhados por todo lugar, nenhum ser humano e seres afetados que andam de maneira letargica e desengonçada e tem uma fome insassiavel por carne humana. Na busca por encontrar sua mulher Lori e seu filho Carl, aos poucos ele vai descobrindo o que aconteceu. Com o auxílio de Morgan e seu filho, que o encontra no meio da rua a beira de ser atacado por um destes zumbis ele descobre que existe um campo de refugiados em Atlanta e é pra lá que ele vai. E este é somente o ponto de partida para Rick.

A história pode ser até manjada mas o fato é que o seriado escolheu bem seus atores e personagens, dando um ar bem misterioso e com muita ação pra trama e nos deixando com vontade de ver o que vem a seguir. Além disso a fotografia e os efeitos visuais aplicados são de primeira qualidade e parece que estamos dentro de filmes de ponta do cinemão norte americano. Some-se a isso esta nova retomada aos zumbis (assim como tivemos com os vampiros com True Blood, Vampire Diaries, Crepusculo, etc.) e o crescente interesse do público por este tipo de histórias e temos um prato pronto para o sucesso. Os dois episódios que foram exibidos até agora nos deixam salivando pelo desfecho da história. E que adrenalina! E não deixa de ser também uma história de sobrevivência e descobertas!

Enfim, mais um seriado que com certeza irá me prender na frente do monitor! E que venha o terceiro episódio!

Tuesday, November 9, 2010

Sempre a seu Lado


E como prometido no post de ontem, hoje é dia de falar do filme assistido ainda no final de semana passado. Este é um drama, uma história comovente especialmente para aqueles que assim como eu amam os animais, em especial o seu animalzinho de estimação. O nome do filme é “Sempre a Seu Lado”. Abaixo, seguem as impressões.

O filme narra a história de quando Hachiko, um filhote de cachorro da raça akita, é encontrado perdido em uma estação de trem por Parker (Richard Gere) e como ambos se identificam rapidamente. O filhote acaba conquistando a todos na casa de Parker, mas é com ele que acaba criando um profundo laço de lealdade. Baseado em uma história real que aconteceu no Japão no início do século,  é um emocionante filme sobre lealdade.

Não é de hoje que sabemos como o ser humano e seu animal de estimação podem criar laços inimagiáveis de convivencia, companheirismo, amor, e assim por diante mas o filme mostra esta situação levada ao extremo. De uma maneira pouco usual Parker adota o filhotinho e Akita e a cada dia aprende um pouco mais sobre como é a vida junto a um animal destes. De gênio forte, Hachiko não é daqueles cãezinhos que correm atrás de bolinhas e executam ordens que aprendem com o tempo mas que interpreta e é leal a cada ato que o seu dono, por ele mesmo escolhido, faz. Mais do que isso, a relação entre ambos nos faz refletir sobre nossas relações atuais, sejam elas com animais e/ou seres humanos, e a maneira como levamos a vida de uma forma geral. Todos os dias o cachorro acompanhava seu dono a estação de trem de onde partiria para trabalhar e estaria lá ao final do dia quando ouvia o som do apito de trem, o esperando para acompanha-lo de volta pra casa. Não irei contar a história que se desenvolve até o final para não estragar a surpresa de quem não viu o filme ainda, mas o filme com certeza irá te fazer chorar mas também será responsável por muitos sorrisos. Mas deixará lições também.

De resto, prepare os lenços de papel e para derramar muitas lágrimas. Pois isto certamente irá acontecer!

Monday, November 8, 2010

Vinho Catrala Merlot Grand Reserve Limited Edition 2007

Final de semana é sinonimo de duas coisas aqui pro blog: um vinho e um filme. Ao menos, normalmente é assim. E neste final de semana não foi diferente. Este post será focado no vinho e o próximo no filme do final de semana. Foi com este chileno que eu passei o almoço e a tarde deste domingo. A seguir as impressões.

Este vinho é proveniente do Valle Casablanca no Chile e conforme o produtor (Viña Catrala) passa por fermentação malolática em carvalho francês onde também tem um estágio de maturação de 10 meses. Recebeu ainda 85 pontos no Guia Descorchados, importante publicação de vinhos da américa latina.

Possui uma cor rubi bem escura e muito brilhante com leve halo atijolado na beirada mostrando alguma evolução. Na taça mostrou muitas lágrimas, finas e sem coloração. 

Ao nariz trouxe lembrança de frutas vermelhas frescas, lembrando morango e ainda uma baunilha bem aparente. Ao fundo um leve toque que me fez lembrar couro, talvez proveniente do contato com o carvalho para maturação. O álcool estava bem integrado apesar do alto teor (14,5%) e não era percebido mesmo o vinho não estando a uma temperatura ideal.

Na boca o vinho é muito elegante, redondo com taninos presentes mas sem amarrar a boca. Possuia leve acidez e médio corpo. O retrogosto trouxe lembrança de frutas e algo como chocolate, o que persistiu por um bom tempo.

Um vinho muito interessante, o que pega é o valor, que eu considerei um pouco alto (em torno de R$ 70,00) porém que no final valeu a pena pois me trouxe bastante prazer. 

Recomendado!

Wednesday, November 3, 2010

Tropa de Elite II


Um soco no âmago da política brasileira. O dedo na ferida de um dos maiores problemas do Brasil. Parafraseando o Capitão Nascimento: “A certeza de que o buraco é mais embaxio”. Estas seriam apenas algumas definições que utilizaria para descrever as sensações que tive ao assistir o filme Tropa de Elite II
  
Os eventos narrados no segundo longa dão início após uma operação do BOPE dentro de um presídio de segurança máxima no Rio, no caso Bangu I. O Capitão Nascimento sai com sua imagem fortalecida desta operação e passa a integrar a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro e quando achava que tudo poderia melhorar, ele descobre da maneira mais difícil quem são seus verdadeiros inimigos. Esta seria de maneira simplória a premissa desta continuação.

O filme foca muito mais nos bastidores políticos que envolvem a guerra contra o tráfico e o surgimento das milicias no Rio de Janeiro do que a aposta na dinâmica das operações do BOPE mostrados no primeiro filme. E acerta em cheio criando uma trama cheia de elementos dignos dos filmes de máfia de antigamente. A corrupção dos policiais/políticos do estado do Rio é o ponto forte da história, escancarada de maneira até surpreendente pelo diretor. É de se estranhar que o mesmo não tenha sofrido qualquer tipo de represália apesar de existirem algumas correntes de que o filme teve sua estréia adiada em virtude das eleições para governador no estado. Há controvérsias no entanto. A questão é que de uma maneira ampla e sem maquiagem o diretor tece uma trama que mostra como é o papel de cada parte descrita acima na rede de corrupção que culminou com o surgimento das milicias e operações anti tráfico no Rio de Janeiro. Compra de votos com uso de força policial, uso da máquina pública em eleições, disputa por poder dentro da instituição policia militar entre muitos outros aspectos são delineados no longa de maneira soberba. E sem medo.

Por outro lado a parte técnica do filme, com efeitos visuais muito bem elaborados, história bem amarrada, personagens fortes e atores muito bem utilizados fazem com que o filme se mostre capaz de bater de frente com algumas obras estrangeiras do gênero. Inclua neste contexto histórias paralelas como o fim do casamento do Capitão Nascimento, sua relação com o filho entre outras. E temos um dos melhores, se não o melhor filme policial nacional de todos os tempos. E vindo de uma pessoa como eu, que sempre se mostoru avesso a produções nacionais, chega a impressionar.

Enfim um filme que intriga, que faz pensar e repensar e que deveria servir de argumento e ter poder decisório sobre nosso voto na eleição que se passou e nas próximas. Mas isto daria muito pano pra manga e um outro post sobre o assunto teria que ser feito.

Assistam, comentem e deixem sua impressão sobre o filme aqui no blog.

Tuesday, November 2, 2010

Vinho Casa Venturini Chardonnay Reserva 2007

Feriado sem muito o que fazer em casa resolvi tomar um brasileirinho branco pra acompanhar o almoço. Este foi adquirido na loja da Vinícola Góes & Venturini na cidade de São Roque, interior de Sampa. Vale lembrar que a vinícola é uma joint venture da vinícola paulista Góes e da vinícola gaúcha Casa Venturini, de Flores da Cunha no Rio Grande do Sul. Segundo o produtor, este vinho é de produção limitada e esta safra 2007 já recebeu diversas premiações nacionais e internacionais, entre as quais eu destacaria: prata no VIII Concurso de Vino Bachus em Madrid, bronze no Challenge International du Vin 2008, galo de ouro no 7o Concurso Internacional de Flores da Cunha e ficou entre os representativos na 15a Avaliação Brasileira de Vinhos de 2007.Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelho dourado com reflexos esverdeados mostrando já sua evolução. No nariz a impressão nítida é de abacaxi e maracujá bem menos intenso ao fundo. Na boca o vinho mostrou corpo médio porém eu senti que faltou um pouco de acidez, apesar de não ser prejudicial. De persistência média o palato confirmou o nariz com abacaxi bem evidente. A graduação alcoólica de 13,2% passa despercebida por estar devidamente integrada com o restante do conjunto. Ao final ainda era possível sentir uma certa picância na lingua, quase como umas agulhadinhas bem interessantes.

Em suma um vinho muito correto e pelo preço que tem apresentado (em torno de R$ 35,00 - 40,00) acho que pode ser considerado um bom custo benefício. É perfeito para um dia mais quente em conjunto com pratos mais leves de frutos do mar/peixes. No meu caso foi bem com filés de Saint Peter a milanesa e arroz com brócolis. Recomendado!

Obs.: Post editado para inclusão de uma foto, que não ficou lá estas coisas mas serve para ilustração.