Friday, October 30, 2015

Francis Coppola Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2013

Como eu disse anteriormente em meu post sobre o restaurante Olive Garden (relembrem aqui), em nossa recente viagem de férias a Orlando visitamos o local por duas oportunidades e a primeira, conforme o post anterior foi regada a vinho italiano. Já a segunda, seguimos de vinho "nacional", e como estávamos nos Estados Unidos, um belo vinho californiano foi a pedida, o Francis Coppola Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2013.


Do site do importador destes vinhos no Brasil (Ravin): "A arte de fazer vinhos está na família Coppola por muitas gerações, faz parte da tradição. Agostino Coppola, avô de Francis Coppola, fazia seu próprio vinho nos porões de seu apartamento em Nova Iorque em tanques de concreto. Há 35 anos, quando Francis e Eleanor Coppola e seus filhos viviam em São Francisco, a família começou procurar um pequeno pedaço de terra no Vale de Napa que pudessem usar como refugio durante os finais de semana e para produzir seus vinhos. O refúgio encontrado por eles foi nada menos que a grande mansão Niebaum em Rutherford, no famoso estado de Inglenook. Com cerca de 400 hectares, foi o lugar escolhido pelo finlandês Gustave Niebaum, que enriqueceu com a exploração de mineração no Alasca. Trouxe as mudas da França, plantou os vinhedos e transformou o local. A excelência das primeiras safras comprovou o potencial; a marca rapidamente ganhou fama. Depois de adquirir esta propriedade em 1976, a família Coppola achou mais interessante pensar no reparo desta legendaria mansão do que numa pequena produção de vinhos no porão. Iniciaram o processo de restauração da região a fim de resgatar Inglenook e seus maravilhosos vinhos – foram 30 anos de dedicação – a família decidiu construir uma nova vinícola em Sonoma County para que pudessem produzir suas mais populares coleções. Os vinhos que Francis Coppola produz hoje em dia, não são os mesmos de Agostino, mas são produzidos dentro do mesmo espírito – para compartilhar com família e amigos".

Já sobre o Francis Coppola Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho, apesar de rotulado como varietal (segundo legislação local), possui ainda em sua composição 10% de Segalin, 7% de Merlot e 5% de Cabernet Franc, além é claro da rotulada Cabernet Sauvignon (78%). Para finalizar o vinho passa por envelhecimento/amadurecimento em barricas de carvalho francês durante 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea bem viva, brilhante e límpida. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, chocolate e algo de mentolado. Fundo de taça com algo de tostado também.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, acidez na medida e taninos firmes, marcados mas de boa qualidade (não eram verdes nem agressivos). O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho americano, bem ao estilo que lhes é peculiar, encorpado, frutado, potente. É um tipo de vinho que gosto e recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, October 29, 2015

La Mascota Cabernet Franc 2013: Um surpreendente vinho argentino!

Eu costumo estar bem antenado nas redes sociais quanto o assunto me interessa, e vinho obviamente é um dos assuntos que mais me interessa ultimamente. E sempre que vejo indicações de vinhos nestas minhas andanças virtuais, eu tento ao menos provar o vinho que fora indicado. As vezes acerto, as vezes não. No caso do vinho de hoje, o La Mascota Cabernet Franc 2013, a indicação do Deco Rossi (entre outras atribuições é o embaixador da Wines of Argentina no Brasil) através de sua página pessoal do Facebook foi bem certeira. Vejamos nas linhas a seguir se vocês concordarão comigo.


O vinho é produzido pela La Mascota Vineyards, uma vinícola com alguma mística pessoal. Os seus vinhos premium são feitos a partir dos conhecimentos, experiências e estilo de seu autor: Rodolfo Sadler, "Opi" para seus amigos. As vinhas ficam no sopé da Cordilheira dos Andes, a cerca de mil metros de distância do rio Mendoza. As vinhas recebem a brisa fresca que desce das montanhas e sopram ao longo do rio, o que contribui para a geração de amplas faixas de temperatura. O solo é predominantemente de aluvião, com uma superfície de argila e barro, sendo que pode-se encontrar rochas a uma profundidade de 60 cm da superfície. Os vinhedos cobrem 100 hectares de terra. As principais variedades produzidas são Cabernet Sauvignon, Malbec, Cabernet Franc e Shiraz entre as tintas; e Chardonnay entre as brancas. A idade média das vinhas é de 30 anos.

Sobre o La Mascota Cabernet Franc 2013 em si, podemos ainda acrescentar que é um vinho varietal 100% Cabernet Franc com 15 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas mais gordinhas, coloridas e lentas faziam parte do aspecto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, toques animais e de chocolate. Ao fundo algo de menta também.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez, taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo de saboroso.


O vinho foi o fiel escudeiro de uma talharim integral com molho de tomates cereja e cogumelos além de um medalhão de filé grelhado. Tudo perfeitamente harmonizado para um jantar em família. E o melhor foi o preço que o vinho custou: 34,90 no Pão de Açúcar da Engenheiro Caetano Álvares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, October 28, 2015

Prahova Valley Special Reserve Feteasca Neagra 2011

Estava passeando os olhos pela minha adega a fim de escolher um vinho para um almoço em família, sem grandes pretensões quando me deparei com uma garrafa que estava a algum tempo por lá e eu sempre acabava por preteri-la escolhendo outros rótulos. Mas, não sei exatamente o porque, desta vez algo me guiou até a garrafa deste vinho e acreditem, não poderia ter feito melhor escolha. Hoje falaremos do Prahova Valley Special Reserve Feteasca Neagra 2011.


O vinho é produzido pela Halewood Wines, fundada em 1978 por John Halewood. A empresa logo se tornou o maior produtor nacional independente de vinhos e bebidas alcoólicas no Reino Unido. A empresa passou a deter participações em áreas-chave da indústria de bebidas em todo o mundo. Com um volume de negócios anual superior a 500 milhões de Euros, a Halewood International Ltd. distribui mais de 1.400 produtos no Reino Unido e 30 países mundo a fora. Quatro das marcas do grupo Halewood International Ltd. podem ser encontradas nas dez melhores marcas em sua categoria no Reino Unido. Hoje, depois de um investimento de 10 milhões de euros, a empresa possui quatro subsidiárias na Romênia. O principal objetivo da empresa era comercializar vinhos romenos às expectativas internacionais. A Halewood Romênia atualmente vende seus vinhos para mais de 40 países e se tornou o maior exportador de vinho engarrafado romeno. Tais países incluem China, Japão, Coréia do Sul, México, Peru e, claro, o Reino Unido e os Estados Unidos. A Halewood Romênia utiliza castas internacionais, como Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Chardonnay, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer, e as incríveis variedades autóctones como a Feteasca Neagra, Feteasca Alba, Feteasca Regala e Iordana. Com tal diversidade, a Halewood Romênia é capaz de fornecer ao mercado nacional e internacional vinhos de alta qualidade, os quais têm personalidades bem definidas.

Sobre o Prahova Valley Special Reserve Feteasca Neagra 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Feteasca Neagra, uva autóctone romena da região de Dealurile Munteniei, com maturação 6 meses em barricas novas com posterior envelhecimento em garrafas (sem período determinado). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com algum brilho e boa limpidez. Ligeira tendência ao granada nas bordas. Lágrimas finas, rápidas e incolores fazem parte do conjunto visual também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, tabaco, especiarias e flores. 

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho romeno provado por aqui, este que é mais um vinho que me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, October 27, 2015

Olive Garden & Rocca Delle Macie Chianti Classico 2013

Quando se está na Flórida a passeio, provavelmente já deve ter cruzado com o restaurante chamado Olive Garden. Eles possuem diversas unidades por lá. Não a toa, afinal seu "quartel general" se encontra por lá. E eu sou um grande fã deles. Por isso em minha recente viagem de férias fomos não somente uma, mas duas vezes jantar por lá. E achei que deveria dar a dica e compartilhar as experiências com meus amigos por aqui.

O Olive Garden é uma rede de restaurantes americanos casuais que tem seu cardápio baseado na comida ítalo-americana, incluindo ai pratos de massas, carnes e saladas. O menu é enxuto e, a começar pelo famoso pãozinho da casa ou "bread stick" (sempre quentinho), tudo é muito farto e bem servido. Mais um exemplo claro é que a salada, sempre presente em qualquer prato que se peça, também é servida a vontade. É possível até dividir um único prato em dois adultos se levarmos em conta tudo que vem associado. Tem também boas opções de vinhos tanto em garrafa como em taça. 


Atualmente contando com mais de 800 unidades globalmente, o Olive Garden tem trabalhado cada vez mais para tornar sua marca reconhecida e forte quando se trata de comida italiana. Tanto que estão também investindo na remodelação de alguns restaurantes chave no intuito de torna-los parecidos a uma antiga casa de campo dos arredores da Toscana.

Nossas opções do menu foram o Ravioli di Portobello, recheado com os cogumelos que lhe dão nome e cobertos de um saboroso molho de queijo defumado e tomates e o o Carbonara de Frango e Camarão, massa do tipo spaghetti com frango temperado, camarão em um molho cremoso com bacon e pimentões vermelhos assados. Ambos estavam de se comer de joelhos. Nem deu tempo de tirar a foto do prato.

Como de praxe por aqui, era hora de escolhermos um vinho para acompanhar tamanha orgia gastronômica. E com toda essa ambientação italiana não nos restou outra opção a não ser escolhermos o Rocca Delle Macie Chianti Classico 2013.

A Rocca delle Macie foi criada em 1973, quando Italo Zingarelli - produtor de Ettore Scola de C'eravamo Tanto Amati, e também da série popular de filmes com a dupla de comediantes Bud Spencer e Terence Hill (incluindo They Call Me Trinity e Trinity is Still My Name) - decidiu realizar seu sonho ao longo da vida através da aquisição da propriedade "Le Macie" - que se estende através de 85 hectares no total, dos quais apenas dois possuíam videiras - a fim de criar uma vinícola no coração da região Chianti Classico. As propriedades da empresa agora se estendem por mais de 600 hectares, com um total de mais de 200 com vinhas plantadas e 80 como olivais, subdivididos em seis propriedades: Le Macie, Sant'Alfonso, Fizzano e le Tavolelle na zona Chianti Classico que se unem as recentemente adquiridas Campomaccione e Casamaria na região de Morellino di Scansano.

Sobre o Rocca Delle Macie Chianti Classico 2013 podemos acrescentar que o vinho é feito com 95% de uvas Sangiovese e 5% de uvas Merlot colhidas e selecionadas manualmente da área de Chianti Classico. Depois de todo processo fermentativo o vinho estagia em carvalho eslavo ou francês por um período de 6 a 10 meses e refinado ainda mais na garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea viva, muito brilhante e de boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, balsâmicos, tostados e algo de tabaco. Depois de um tempo um pouco de especiarias doces também apareceram.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, fresco e com taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um baita vinho de uma das regiões que mais admiro no planeta vinho: a Toscana. Eu recomendo a prova, do vinho e do restaurante.

Até o próximo!

Monday, October 26, 2015

Aliança Bairrada Reserva Tinto 2012

"Foi em 1927 que 11 associados liderados por Domingos Silva e Ângelo Neves decidiram fundar, em Sangalhos (Anadia), a Aliança, que conta já com mais de 80 anos de vida. Esta iniciou a sua atividade exportando de imediato para o Brasil, África e Europa e hoje, mais de 50% da sua produção destina-se à exportação, sobretudo de vinhos, espumantes e aguardentes, imagem de marca da Aliança em Portugal e nos cerca de 60 países para onde exporta. Em 2007, a Bacalhôa Vinhos de Portugal adquiriu o capital maioritário da Aliança, passando esta a pertencer ao Grupo Bacalhôa, tendo sido a designação social das Caves Aliança S.A alterada para Aliança Vinhos de Portugal S.A., momento em que se procedeu igualmente a uma mudança da imagem institucional". Como vemos, história é o que não falta por aqui e claro que toda essa tradição veio junto com nosso colonizadores e se enraizou por aqui nestes longos anos de descobrimento até o que a então colonia se tornou hoje.


Já sobre o Aliança Bairrada Reserva Tinto 2012, podemos acrescentar que é um vinho elaborado com uvas da casta Touriga Nacional, Tinta Roriz e Baga, selecionadas das melhores zonas da região da Bairrada sem estágio em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também faziam parte do conjunto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros. Leve lembrança floral.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, assim como muitos dos portugueses disponíveis no mercado dado seu preço, normalmente abaixo dos concorrentes, mesmo os sul americanos. Pode ser bebido sem acompanhamento ou com uma boa culinária portuguesa. Gosto deste tintos com bacalhau. Eu recomendo.

Até o próximo!