quinta-feira, 29 de outubro de 2015

La Mascota Cabernet Franc 2013: Um surpreendente vinho argentino!

Eu costumo estar bem antenado nas redes sociais quanto o assunto me interessa, e vinho obviamente é um dos assuntos que mais me interessa ultimamente. E sempre que vejo indicações de vinhos nestas minhas andanças virtuais, eu tento ao menos provar o vinho que fora indicado. As vezes acerto, as vezes não. No caso do vinho de hoje, o La Mascota Cabernet Franc 2013, a indicação do Deco Rossi (entre outras atribuições é o embaixador da Wines of Argentina no Brasil) através de sua página pessoal do Facebook foi bem certeira. Vejamos nas linhas a seguir se vocês concordarão comigo.


O vinho é produzido pela La Mascota Vineyards, uma vinícola com alguma mística pessoal. Os seus vinhos premium são feitos a partir dos conhecimentos, experiências e estilo de seu autor: Rodolfo Sadler, "Opi" para seus amigos. As vinhas ficam no sopé da Cordilheira dos Andes, a cerca de mil metros de distância do rio Mendoza. As vinhas recebem a brisa fresca que desce das montanhas e sopram ao longo do rio, o que contribui para a geração de amplas faixas de temperatura. O solo é predominantemente de aluvião, com uma superfície de argila e barro, sendo que pode-se encontrar rochas a uma profundidade de 60 cm da superfície. Os vinhedos cobrem 100 hectares de terra. As principais variedades produzidas são Cabernet Sauvignon, Malbec, Cabernet Franc e Shiraz entre as tintas; e Chardonnay entre as brancas. A idade média das vinhas é de 30 anos.

Sobre o La Mascota Cabernet Franc 2013 em si, podemos ainda acrescentar que é um vinho varietal 100% Cabernet Franc com 15 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas mais gordinhas, coloridas e lentas faziam parte do aspecto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, toques animais e de chocolate. Ao fundo algo de menta também.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez, taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo de saboroso.


O vinho foi o fiel escudeiro de uma talharim integral com molho de tomates cereja e cogumelos além de um medalhão de filé grelhado. Tudo perfeitamente harmonizado para um jantar em família. E o melhor foi o preço que o vinho custou: 34,90 no Pão de Açúcar da Engenheiro Caetano Álvares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

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