segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cuatro Vacas Gordas Torrontés: vinho argentino para o calor

Apesar de estarmos alternando dias de muito calor com alguns dias mais amenos e com bastante chuva, confesso que o vinho branco tem entrado na minha "dieta da uva". E eu tenho provado bons e curiosos vinhos brancos por aqui. O vinho alvo de hoje, o Cuatro Vacas Gordas Torrontés, entra em ambas galerias, seja pelo nome curioso como pela qualidade, que agradou por aqui. Vamos a ele?


A Caligiore vinhos orgânicos, produtora do vinho em questão, é um negócio puramente familiar e dedicada exclusivamente à produção biológica de uvas e vinhos. Nascida em 2001, em Luján de Cuyo, aos pés da Cordilheira dos Andes e a 900 m de altitude, como a realização de um projeto para a integração da cadeia de suprimentos baseada em uma política clara de responsabilidade social corporativa, e uma meta pessoal de seus fundadores, a família Caligiore, de modo que o novo empreendimento constituiria um espaço de auto, de realização de objetivos pessoais para todos os membros da equipe. Assim, interpretando a essência da terra mendocina , desde o berço tradicional dos grandes vinhos argentinos, nasceu a idéia fundamental deste projeto, que era criar a primeira linha de vinhos orgânicos premium da Argentina, produzidos e certificados de acordo com padrões internacionais de produção orgânica e, assim, dar aos consumidores a opção de desfrutar de vinhos de alta qualidade, sensorialmente complexos, onde o potencial do terroir é destaque; feitos de maneira diferente, especial, sempre respeitando a natureza. Cada vinho é uma criação que combina o trabalho do homem e da alma da terra para expressar a essência de ambos, quase como uma obra de arte. Este é o conceito que envolve os vinhos Caligiore.

Sobre o Cuatro Vacas Gordas Torrontés, basta acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Torrontés Riojana e que não passa por envelhecimento em barricas. Tem cerca de 13% de álcool. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos dourados, muito brilhante e límpida.

No nariz o vinho mostrou aromas de flores brancas, frutos tropicais como lichia e toques cítricos. Leve toque herbáceo também se notava com algum tempo em taça.

Na boa o vinho mostrou corpo médio, muito frescor com leve sensação de agulha na língua (provavelmente algum vestígio de gás carbônico). O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. 

Um bom vinho para o dia a dia, apesar do aroma apontar para um vinho com um quê de doçura, em boca é bem seco e muito fresco, o que o torna um bom vinho para ser bebido sem acompanhamento num dia quente ou mesmo com entradinhas e saladas, coisas bem leves. Em casa foi com alguns queijos e uma boa conversa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

2 comentários:

  1. Olá Victor! Fiquei interessado em experimentar mas não localizei onde comprar esse vinho no Brasil. Você comprou onde? Poderia indicar?

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    1. Tim, bom dia.

      Eu recebi este vinho no clube de vinhos da SmartBuy Wines, portanto, acho que você poderá consulta-los sobre disponibilidade.

      Obrigado por nos acompanhar.

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