Wednesday, November 4, 2015

Marques da Casa Concha Chardonnay 2012

Falar sobre a Concha Y Toro raramente é fácil, dado a proporção que a marca tem alcançado no mercado mundial de vinhos nos últimos anos. Ir além do que foi dito nesta primeira linha e tentar reproduzir a história desta gigante do mundo vitivinícola mundial nas linhas que se seguem me parece ser um erro, uma vez que sua história e linhas de produtos é devidamente conhecida e divulgada no mercado brasileiro de vinhos a muito tempo e de maneira quase exaustiva. Deixemos então de lados as "apresentações" sobre a Concha Y Toro e passemos a falar do vinho em si.


O Marques da Casa Concha Chardonnay 2012 é um vinho feito com 100% de uvas Chardonnay da região do Vale do Limarí. Depois de todo processo fermentativo, o caldo vai para barricas francesas aonde permanece ainda por 11 meses para envelhecimento/afinamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos dourados, brilhante e de boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos de polpa branca, manteiga, nozes, mel e leve toque mineral ao fundo.

Na boca o vinho era bem gordo, untuoso mas com uma boa acidez. O retrogosto confirmava o olfato e ressaltava a veia mineral do vinho, trazendo lembrança de alguma salinidade. O final era longo e delicioso.

Sem sombra de dúvidas é um excelente vinho branco chileno, e ainda mais se levarmos em conta que custou 61 dilmas no Pão de Açúcar aqui da Engenheiro Caetano Álvares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, November 3, 2015

Gimenez Mendez Alta Reserva Malbec: Nem só de Tannat se faz o Uruguay

Eu sempre me surpreendo quando me coloco a frente com vinhos uruguaios, ainda mais quando fujo do convencional Tannat e busco explorar outras cepas que por lá não são tão faladas ou reconhecidas mas que de uma maneira ou outra acabam por fazer caldos interessantes. É o caso deste Gimenez Mendez Alta Reserva Malbec, que embora seja feito com a uva Malbec, que simboliza outro país vizinho (Argentina) mostrou que pode ter suas qualidades e se diferenciar do irmão sul americano. Vamos ver o por que?


O vinho é produzido pela Vinícola Gimenez Mendez, uma vinícola uruguaia estabelecida na mais pura área da América do Sul e totalmente pertencente e gerida pela família Gimenez Mendez. Seus vinhedos, cerca de 100 hectares, e adega estão localizados nas regiões de Las Brujas em Montevideo, Los Cerrillos e Canelón Grande, no sul do Uruguai, territórios privilegiados para a produção de vinhos. A história da família Gimenez Mendez com a viticultura data de 1929, quando produziam praticamente só vinhos de mesa. Devido a uma crise do mercado uruguaio, em meados dos anos 90, adquiriram uma outra adega mais antiga e tiveram a oportunidade de expandir seus negócios, decisão esta que se mostrou acertada com o passar do tempo. Atualmente seus vinhos podem ser encontrados no Reino Unido, Alemanha, Suíça, EUA, Brasil, Barbados e México. 

Sobre o vinho de hoje, o Gimenez Mendez Alta Reserva Malbec, podemos acrescentar que em sua safra 2013 o vinho foi produzido com 100% de uvas Malbec uruguaias e, depois do processo fermentativo, o vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano por 10 meses. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e bem coloridas também escorriam pelas paredes da taça. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate, tabaco e um quê de animal (fiquei um pouco indeciso mas lembrava um pouco couro). Algo de alcaçuz ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração. 

Sem dúvida um bom vinho para o dia a dia, fugindo do estilão fruta bombada e muito álcool argentino, também foi bem com uma peça de fraldinha assada. Eu recomendo a prova. É mais um vinho trazido pelo Clube de Vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Friday, October 30, 2015

Francis Coppola Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2013

Como eu disse anteriormente em meu post sobre o restaurante Olive Garden (relembrem aqui), em nossa recente viagem de férias a Orlando visitamos o local por duas oportunidades e a primeira, conforme o post anterior foi regada a vinho italiano. Já a segunda, seguimos de vinho "nacional", e como estávamos nos Estados Unidos, um belo vinho californiano foi a pedida, o Francis Coppola Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2013.


Do site do importador destes vinhos no Brasil (Ravin): "A arte de fazer vinhos está na família Coppola por muitas gerações, faz parte da tradição. Agostino Coppola, avô de Francis Coppola, fazia seu próprio vinho nos porões de seu apartamento em Nova Iorque em tanques de concreto. Há 35 anos, quando Francis e Eleanor Coppola e seus filhos viviam em São Francisco, a família começou procurar um pequeno pedaço de terra no Vale de Napa que pudessem usar como refugio durante os finais de semana e para produzir seus vinhos. O refúgio encontrado por eles foi nada menos que a grande mansão Niebaum em Rutherford, no famoso estado de Inglenook. Com cerca de 400 hectares, foi o lugar escolhido pelo finlandês Gustave Niebaum, que enriqueceu com a exploração de mineração no Alasca. Trouxe as mudas da França, plantou os vinhedos e transformou o local. A excelência das primeiras safras comprovou o potencial; a marca rapidamente ganhou fama. Depois de adquirir esta propriedade em 1976, a família Coppola achou mais interessante pensar no reparo desta legendaria mansão do que numa pequena produção de vinhos no porão. Iniciaram o processo de restauração da região a fim de resgatar Inglenook e seus maravilhosos vinhos – foram 30 anos de dedicação – a família decidiu construir uma nova vinícola em Sonoma County para que pudessem produzir suas mais populares coleções. Os vinhos que Francis Coppola produz hoje em dia, não são os mesmos de Agostino, mas são produzidos dentro do mesmo espírito – para compartilhar com família e amigos".

Já sobre o Francis Coppola Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho, apesar de rotulado como varietal (segundo legislação local), possui ainda em sua composição 10% de Segalin, 7% de Merlot e 5% de Cabernet Franc, além é claro da rotulada Cabernet Sauvignon (78%). Para finalizar o vinho passa por envelhecimento/amadurecimento em barricas de carvalho francês durante 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea bem viva, brilhante e límpida. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, chocolate e algo de mentolado. Fundo de taça com algo de tostado também.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, acidez na medida e taninos firmes, marcados mas de boa qualidade (não eram verdes nem agressivos). O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho americano, bem ao estilo que lhes é peculiar, encorpado, frutado, potente. É um tipo de vinho que gosto e recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, October 29, 2015

La Mascota Cabernet Franc 2013: Um surpreendente vinho argentino!

Eu costumo estar bem antenado nas redes sociais quanto o assunto me interessa, e vinho obviamente é um dos assuntos que mais me interessa ultimamente. E sempre que vejo indicações de vinhos nestas minhas andanças virtuais, eu tento ao menos provar o vinho que fora indicado. As vezes acerto, as vezes não. No caso do vinho de hoje, o La Mascota Cabernet Franc 2013, a indicação do Deco Rossi (entre outras atribuições é o embaixador da Wines of Argentina no Brasil) através de sua página pessoal do Facebook foi bem certeira. Vejamos nas linhas a seguir se vocês concordarão comigo.


O vinho é produzido pela La Mascota Vineyards, uma vinícola com alguma mística pessoal. Os seus vinhos premium são feitos a partir dos conhecimentos, experiências e estilo de seu autor: Rodolfo Sadler, "Opi" para seus amigos. As vinhas ficam no sopé da Cordilheira dos Andes, a cerca de mil metros de distância do rio Mendoza. As vinhas recebem a brisa fresca que desce das montanhas e sopram ao longo do rio, o que contribui para a geração de amplas faixas de temperatura. O solo é predominantemente de aluvião, com uma superfície de argila e barro, sendo que pode-se encontrar rochas a uma profundidade de 60 cm da superfície. Os vinhedos cobrem 100 hectares de terra. As principais variedades produzidas são Cabernet Sauvignon, Malbec, Cabernet Franc e Shiraz entre as tintas; e Chardonnay entre as brancas. A idade média das vinhas é de 30 anos.

Sobre o La Mascota Cabernet Franc 2013 em si, podemos ainda acrescentar que é um vinho varietal 100% Cabernet Franc com 15 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas mais gordinhas, coloridas e lentas faziam parte do aspecto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, toques animais e de chocolate. Ao fundo algo de menta também.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez, taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo de saboroso.


O vinho foi o fiel escudeiro de uma talharim integral com molho de tomates cereja e cogumelos além de um medalhão de filé grelhado. Tudo perfeitamente harmonizado para um jantar em família. E o melhor foi o preço que o vinho custou: 34,90 no Pão de Açúcar da Engenheiro Caetano Álvares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, October 28, 2015

Prahova Valley Special Reserve Feteasca Neagra 2011

Estava passeando os olhos pela minha adega a fim de escolher um vinho para um almoço em família, sem grandes pretensões quando me deparei com uma garrafa que estava a algum tempo por lá e eu sempre acabava por preteri-la escolhendo outros rótulos. Mas, não sei exatamente o porque, desta vez algo me guiou até a garrafa deste vinho e acreditem, não poderia ter feito melhor escolha. Hoje falaremos do Prahova Valley Special Reserve Feteasca Neagra 2011.


O vinho é produzido pela Halewood Wines, fundada em 1978 por John Halewood. A empresa logo se tornou o maior produtor nacional independente de vinhos e bebidas alcoólicas no Reino Unido. A empresa passou a deter participações em áreas-chave da indústria de bebidas em todo o mundo. Com um volume de negócios anual superior a 500 milhões de Euros, a Halewood International Ltd. distribui mais de 1.400 produtos no Reino Unido e 30 países mundo a fora. Quatro das marcas do grupo Halewood International Ltd. podem ser encontradas nas dez melhores marcas em sua categoria no Reino Unido. Hoje, depois de um investimento de 10 milhões de euros, a empresa possui quatro subsidiárias na Romênia. O principal objetivo da empresa era comercializar vinhos romenos às expectativas internacionais. A Halewood Romênia atualmente vende seus vinhos para mais de 40 países e se tornou o maior exportador de vinho engarrafado romeno. Tais países incluem China, Japão, Coréia do Sul, México, Peru e, claro, o Reino Unido e os Estados Unidos. A Halewood Romênia utiliza castas internacionais, como Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Chardonnay, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer, e as incríveis variedades autóctones como a Feteasca Neagra, Feteasca Alba, Feteasca Regala e Iordana. Com tal diversidade, a Halewood Romênia é capaz de fornecer ao mercado nacional e internacional vinhos de alta qualidade, os quais têm personalidades bem definidas.

Sobre o Prahova Valley Special Reserve Feteasca Neagra 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Feteasca Neagra, uva autóctone romena da região de Dealurile Munteniei, com maturação 6 meses em barricas novas com posterior envelhecimento em garrafas (sem período determinado). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com algum brilho e boa limpidez. Ligeira tendência ao granada nas bordas. Lágrimas finas, rápidas e incolores fazem parte do conjunto visual também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, tabaco, especiarias e flores. 

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho romeno provado por aqui, este que é mais um vinho que me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!