Monday, December 28, 2015

Brindando reveillon com Espumante Club des Sommeliers Brut para a #CBE

Esse mês a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs, como em outros anos, propôs um desafio aos confrades e confreiras: "espumante de boa relação qualidade x preço, para brindar a chegada de 2016 com muitas garrafas, para os leitores escolherem seus vinhos para o réveillon". E este tema foi proposto pelo Gil Mesquita, do blog Vinho para Todos, que a partir de então assume também a presidência da confraria. A nossa escolha por aqui foi o Espumante Club des Sommeliers Brut. Vamos falar um pouco sobre a marca e sobre o vinho?


Do site do Grupo Pão de Açúcar vem algumas linhas sobre a marca Club des Sommeliers: "Club des Sommeliers é uma marca de vinhos exclusiva do Grupo Pão de Açúcar. Lançada em 2000, a linha possui mais de 60 rótulos de 10 países selecionados pelo enólogo e consultor de vinhos Carlos Cabral. Os vinhos Club des Sommeliers são selecionados nas melhores regiões vinícolas do mundo: França, Itália, Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Brasil, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália. Em 2011, lançamos a linha Reserva Club des Sommeliers, com vinhos que passam por um processo de envelhecimento em barricas de carvalho. O contato da bebida com a madeira torna-a mais saborosa e encorpada. A grande variedade de rótulos oferece a você vinhos de qualidade a preços acessíveis, com opções para o dia a dia e também para grandes celebrações. Confira nossos rótulos em diversas lojas do Extra e Pão de Açúcar com a garantia e exclusividade do Grupo Pão de Açúcar. Uma marca de vinhos especialmente selecionados para você".

Acrescentando, o Espumante Club des Sommeliers Brut é um vinho feito a partir das uvas Chardonnay e Pinot Noir da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul feito pelo método tradicional, ou seja, a segunda fermentação é feita na garrafa. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos verde claro, límpido,brilhante e com boa formação de perlage continua e fina.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos como abacaxi e maçã verde além de aromas de panificação e tostados.

Na boca o vinho espumante é bem fresco e cremoso, bem agradável. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração. 

Mais um bom vinho espumante nacional degustado por aqui, uma opção bem econômica e que demonstra todo o potencial do sul do país para a fabricação de espumantes. Tarefa dada é tarefa cumprida, espero que os leitores possam usar as dicas postadas estes mês na #CBE para escolher bem o espumante que fará o brinde da passagem para 2016. 

Até o próximo!

Tuesday, December 22, 2015

San Marzano Talò Primitivo di Manduria 2013

Talvez os vinhos italianos sejam os que mais cresceram no meu conceito durante todo o ano de 2015. Eu provei diversos vinhos, diversos produtores, baratos, caros, médios e depois de ter uma admiração pela Toscana, a Itália se tornou a menina dos meus olhos. E sempre que possível, procuro provar diferentes produtores, diferentes rótulos e me surpreender a cada um deles. E fez parte dessa (re)descoberta o vinho de hoje. Estou falando do San Marzano Talò Primitivo di Manduria 2013.


O vinho é produzido pela Cantine San Marzano, cuja história remonta a meados dos anos 60. Em 1962, alguns vinhateiros da região de San Marzano, cujas famílias haviam cultivado a terra por lá disponíveis por gerações, combinaram seus esforços para fundar a "Cantine San Marzano". Através das décadas esta coooperativa tem crescido significativamente, atraindo mais de 1200 viticultores, o uso de plantas modernas e tecnologicamente avançadas e produção de vinhos elegantes sem esquecer a obrigação e a manutenção das mais antigas tradições do vinho de Puglia. Hoje em dia a fusão de tradição honrada, tempo, paixão e sensibilidade com técnicas contemporâneas lhes permite produzir vinhos com varietais autóctones e características regionais, refletindo maravilhosamente a atenção individual, variação sazonal e terroir local.

A região como não poderia deixar de ser é a Apulia (ou Puglia como conhecemos), no coração da aclamada denominação de "Primitivo di Manduria", uma faixa de terra entre dois mares: Jônico e Adriático. Belas paisagens na província de Taranto e Brindisi, onde vinhedos e oliveiras florescem lado a lado. Definitivamente, o solo dos vinhedos e o terroir do Mediterrâneo desempenham um papel fundamental na produção de vinhos de altíssima qualidade, como é o caso dos vinhos da vinícola San Marzano. Nas mãos de enólogos apaixonados, mesmo os frutos das vinhas mais jovens tornam-se vinhos encorpados, generosos e elegantes. São vinhos que, com certeza, vão superar ainda mais todas as expectativas.

Sobre o San Marzano Talò Primitivo di Manduria 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% feito com uvas Primitivo da área de San Marzano, em Salento, na Puglia. Passa por envelhecimento de 6 meses em barricas de carvalho americano e francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom beilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, baunilha e chocolate. 

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo para encorpado, taninos macios e redondos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um belo vinho italiano degustado por aqui, que deve agradar todos os paladares, do mais experientes aos recém iniciados no mundo do vinho. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, December 21, 2015

La Flor Malbec 2014: O bom companheiro da maminha assada!

Não é todo dia que tiramos da adega aquele baita vinho, aquele vinho guardado com carinho para ocasiões especiais. Mas nem por isso devemos beber vinhos ruins. E existem muitas boa opções em faixas intermediárias de preços e, dependendo da ocasião, podem até se sair melhor do que opções consideradas superiores. Foi mais ou menos com esta filosofia que escolhi este La Flor Malbec 2014 para uma refeição ordinária dia desses e nossa casa. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A família Pulenta tem sido associada à viticultura Argentina por três gerações. Em 1992, Angelo Pulenta e Palmina Spinsanti chegaram de Ancona, na Itália, na Argentina e lá fincaram as raízes de sua família (e de suas vinhas). Seus filhos, Eduardo e Hugo Pulenta, deram vida a Pulenta Estate no ano de 2002, fornecendo experiência e a mais qualificada mão de obra. A tradição, sabedoria e experiência da família, planejada durante os 100 anos desde a chegada de Angelo PulentaSpinsanti na Argentina, vivem hoje na Pulenta Estate. Sua missão é produzir series limitadas de grandes vinhos, elaborados com orgulho na Argentina.

Sobre o La Flor Malbec 2014, uma curiosidade: são os primeiros a saírem da vinícola mendocina a cada safra, sendo os mais jovens e considerados "na flor da idade". Ainda, é um vinho feito a partir de 100% de uvas Malbec vindas de Luján de Cuyo, em Mendoza, na Argentina e passagem por cerca de 6 meses em barricas de carvalho antes de libera-lo ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, muitos aromas florais e toques de especiarias doces e baunilha. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, taninos sedosos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

De vez em quando é bom voltar as origens, curtir um vinho sem maiores pretensões e fazer uma refeição em família que satisfaz a alma. O vinho acompanhou de maneira magistral uma maminha assada em cama de sal grosso e batatas assadas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, December 15, 2015

Winebar: Degustação especial de Espumantes Salton para o fim de ano!

Com a proximidade do final do ano, muitos já estão com os preparativos para as festas, jantares e confraternizações em pleno vapor. Sabendo disso, a Vinícola Salton em parceria com o Winebar, mais uma vez sai na frente, aproveitou para lançar e reapresentar alguns de seus vinhos espumantes que são amplamente consumidos nestas ocasiões e que, em minha opinião, combinam bem demais. E foi assim que no último mês de Novembro o enólogo Gregório Bircke Salton, mostrou o lançamento da linha Séries By Salton assim como (re)apresentou os espumantes Salton Brut e Salton Reserva Ouro.

Falar sobre a Vinícola Salton ou sobre o Winebar seria como, desculpem o clichê, chover no molhado. Com seus mais de 100 anos de história, a Salton é uma das principais vinícolas do Brasil. Já o Winebar é sempre uma degustação descontraída onde provamos junto com os convidados e o mediador, na nossa casa, alguns ótimos vinhos das vinícolas ou importadoras participantes.


Começamos a degustação com o lançamento da noite, o Séries by Salton Brut, um espumante considerado de entrada (para venda em supermercados). É feito a partir de uvas Ugni Blanc e Prosecco, pelo método Charmat (segunda fermentação em tanques de inox). Como resultado tivemos um espumante de coloração amarelo palha bem clarinho, com reflexos esverdeados. Boa formação de perlage. No nariz mostrou aromas de flores brancas e frutas cítricas e tropicais. Em boca tem boa cremosidade e acidez na medida. Retrogosto confirma o olfato. Um vinho fácil, leve e que quando você percebe, a garrafa secou. Vale ressaltar que esta linha de produtos ainda possui um espumante Demi-Sec e um Rosé.

Depois, passamos ao Salton Brut, subindo um poucode patamar dos produtos Salton, com um vinho feito a base de Chardonnay, Trebbiano e alguma(s) outra(s) uva(s), feito também pelo método Charmat. Coloração ainda amarelo palha, reflexos esverdeados. Perlage mais delicado e consistente. Aromas mais puxados aos cítricos, ainda com flores e com toques de panificação e fermento. Na boca é bem fresco com boa cremosidade. O retrogosto confirma o olfato. Sem dúvida um campeão para o dia a dia.


Ao final, chegamos ao Salton Reserva Ouro, um espumante produzido pelo método Charmat, que fica em contato com as leveduras por aproximadamente 6 meses. Tem ainda em sua composição 60% Chardonnay, 20% Riesling e 20% Pinot Noir. Existe ainda uma curiosidade a cerca da produção deste vinho, onde 20% do vinho foi fermentado e conservado em barris de carvalho novo, norte americano e meio tostado. Como resultado temos uma bonita cor amarelo palha com toques esverdeados. Borbulhas de tamanho médio, boa intensidade e persistência. Já no nariz o vinho apresentou aromas de frutos como abacaxi e pêssego, toques de fermentação e mel. Leve lembrança floral. Na boca o vinho tinha bom corpo, acidez pronunciada e boa cremosidade. Retrogosto confirma o olfato e tem um final de média duração. Um bom vinho espumante, pelo preço me parece justo e bem competitivo.

Em suma, está procurando opções pra brindar o seu final de ano? Então procure pelos produtos  da Vinícola Salton e sua extensa gama de opções pois tenho certeza de que irá achar algo que case com seu gosto e que caiba no teu bolso. Eu recomendo! E assim terminamos mais um Winebar.

Até o próximo!

Wednesday, December 9, 2015

Churchill's Meio Queijo Douro Tinto 2012

Os vinhos de Portugal ocuparam um lugar de destaque e preferência em meu paladar por um longo período. No entanto quando comecei a conhecer vinhos americanos e vinhos italianos, e mesmo quando viajei para a Itália, estes vinhos também fizeram com que eu criasse laços afetivos. No entanto os portugueses sempre estiveram lá, na sua cadeira cativa. E sempre que eu provo um novo vinho português que me faz sentir prazer, é como se eu reencontrasse um velho amigo. E foi assim que me senti ao degustar o Churchill's Meio Queijo Douro Tinto 2012.


A Vinícola Churchill, produtora do vinho em questão, foi fundada por John Graham em 1981, como a primeira empresa de Vinho do Porto britânica a ser estabelecida em 50 anos. Seu desejo era montar uma empresa para produzir o seu próprio estilo individual de vinho. Era sua esposa, Caroline Churchill, que emprestou à empresa o seu nome. Em uma indústria centenária, eles eram a aposta e o novo desafio para o mercado. Desde 2004 produzem também vinhos distintos, com altíssima qualidade e caráter, transmitindo o que a região do Douro oferece de melhor. Na Churchill’s, é possível encontrar desde vinhos de entrada, como a linha Meio Queijo, como vinhos para ocasiões especiais, como o Porto Vintage.

Sobre o Churchill's Meio Queijo Douro Tinto 2012, podemos acrescentar que é um corte de uvas portuguesas, a saber: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de média intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, razoavelmente ligeiras e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras maduras, flores e especiarias.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

É o vinho de entrada da vinícola e cumpre muito bem seu papel. É fácil de beber e deve agradar em cheio paladares iniciantes e iniciados no mundo do vinho. Eu recomendo.

Até o próximo!