Monday, October 24, 2016

O que a legalização da maconha tem em comum com o vinho?

Depois de um período de férias e inatividade por aqui, retorno com muita energia disposto a divulgar e compartilhar com vocês muita coisa interessante por aqui que eu espero que vocês gostem. Logo de cara começamos com uma notícia que é, de maneira geral, sempre envolvida em muita polêmica. Na terça-feira, 8 de novembro de moradores da Califórnia irão votar a Proposição 64 - conhecida como o uso adulto da Lei Marijuana - o que poderia adicionar o Estado mais populoso dos EUA para o crescente número de lugares que permitem a maconha recreativa legal. E essa polêmica não é uma exclusividade americana, países sul americanos, por exemplo, como o Uruguai também discutem este tema a algum tempo. Mas o que isso teria em comum com o vinho, você poderia vir a perguntar. A resposta segue abaixo.

Foto propriedade de Mary Jane Wines

Como o Los Angeles Times escreveu recentemente, a legalização da maconha poderia mesmo ter ramificações interessantes para o outro enorme (e inebriante) ramo da indústria da Califórnia: a indústria do vinho. Um tipo de vinho com infusão de maconha, também conhecido como "green wine" (mas legalmente descrito como um "tinto"), tem sido discutido e produzido como uma "criação moderna", pelo menos desde a década de 1970, mas só saiu de seu "sigilo relativo" nos últimos anos graças ao sistema de uso de maconha medicinal da Califórnia. Segundo ainda o jornal, o primeiro dos "vinhos de infusão de maconha comercialmente disponíveis" da Califórnia é o Canna Vine, descrito como "um produto high-end de maconha que combina maconha e uvas cultivadas organicamente e biodinamicamente, respectivamente, feito com o cuidado e meticulosidade da famosa vinícola Opus One . O preço não é muito longe do Opus One ou seja, leia-se algo entre US $ 120 a US $ 400 por meia garrafa.

Com preços superlativos assim, o "green wine" pode vir a ser extremamente lucrativo para as vinícolas de mente aberta, isso se a Proposição 64 passar (e as pesquisas parecem estar apontando dessa forma). Louisa Sawyer-Lindquist da Verdad Wines, fornecedora do vinho utilizado na produção do Canna Vine já está pensando no futuro: "Eu não tenho idéia de como o mercado vai reagir ao vinho, mas o que eu faço é torna-lo seguro, feita a partir de ingredientes puros e, esperançosamente, delicioso", disse ela em recente entrevista. Enquanto isso, Lisa Molyneux, a proprietária da Santa Cruz, que realmente é quem faz os vinhos, admite que a mistura de álcool e maconha poderia apresentar obstáculos legais adicionais, mas já está conversando com seus advogados sobre o que o futuro pode lhes reservar. Claro, tudo isso depende do que acontece em novembro.

Você leitor que pretende fazer uma visita a região talvez queira considerar esperar um mês antes de reservar as suas férias, seja ela para degustação de vinhos ou para provar diversos tipos de Marijuana em uma viagem de turismo. Muito em breve, você poderá ser capaz de fazer as duas coisas em um fim de semana.


Matéria traduzida e adapatada de http://www.foodandwine.com/fwx/drink/marijuana-wine-california?xid=NL_FWx101816.

Wednesday, October 5, 2016

Castillo de Liria Bobal Shyraz 2015

A Vinícola Vicente Gandía foi fundada em 1885 em Valência (Espanha). Atualmente é dirigida pela quarta geração da família Gandía. É considerada a maior adega em Valência. Começou produzindo vinhos apenas para os familiares e hoje produz 15 milhões de garrafas por ano. Está entre as 15 melhores vinícolas espanholas e entre as TOP 100 da Europa. Em 2014, foi eleita como a melhor produtora de vinho espanhola pela AWC Vienna e uma das primeiras 50 adegas do mundo pela Best 50 Wineries of the World. Atualmente, a vinícola está presente em 85 mercados internacionais e atua como um embaixador dos vinhos espanhóis no mundo.


Quem está trazendo estes vinhos para o Brasil é a La Pastina, uma das principais importadoras de bebidas e alimentos gourmet do Brasil, presente desde 1947 no mercado, é responsável pela importação e distribuição exclusiva de marcas mundialmente conhecidas, além de contar com um portfólio de mais de 100 itens gourmets com a marca própria La Pastina, oferecendo ao consumidor brasileiro cada vez mais produtos diferenciados de alta qualidade e facilitando a vida daqueles que buscam transformar seu dia a dia em gastronomia. Dentre os rótulos disponíveis no Brasil, temos também os seguintes: Castillo de Liria Branco Viura Sauvignon Blanc Classic; Castillo de Liria Tinto Bobal Shyraz Classic; Castillo de Liria Tinto Cabernet Sauvignon; Castillo de Liria Viura Sauvignon Blanc; Castillo de Liria Tinto Crianza e Castillo de Liria Tinto Reserva.

Sobre o Castillo de Liria Bobal Shyraz 2015, podemos ainda dizer que este vinho tinto é elaborado com as castas Bobal (80%) e Syrah (20%). Após a colheita e seleção, as uvas são fermentadas em tanques de aço inoxidável e não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com excelente brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, algo de especiarias e toques sutis de flores. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, ótima acidez e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Uma delícia de vinho espanhol para o dia a dia, com preço sugerido em torno dos 30 dinheiros, se torna um best buy, sem dúvidas! Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, October 4, 2016

LoLo Torrontés Chardonnay 2014

A Família Falasco, produtora do vinho de hoje, tem mais de 70 anos de trajetória vitivinícola, que se iniciou em 1939 com Octavio Rufino Falasco e, em seguida, continuou com seu filho Haroldo Santos Falasco. Conta hoje com a terceira geração da família, na pessoa de Jorge Daniel Falasco, pra dirigir os negócios, sempre com o compromisso de garantir um excelente resultado em seus rótulos. Seus vinhedos estão localizados aos pés da Cordilheira dos Andes, em Mendoza, na Argentina, onde os solos arenosos, irrigados pelas águas puras do degelo, contam com ventos suaves e uma grande amplitude térmica. A combinação de todos esses fatores é que tornam possível a obtenção de vinhos de grande qualidade.


Sobre o LoLo Torrontés Chardonnay 2014, podemos acrescentar que o vinho foi criado especialmente para homenagear Haroldo “Lolo” Falasco, criador da Bodega e um dos enólogos mais renomados do país. Feito a partir das castas Torrontés (talvez a casta branca mais famosa da Argentina) e Chardonnay, aparentemente com alguma passagem em madeira durante a fermentação, sem maiores detalhes, mas eu apostaria na Chardonnay, uma vez que são vinificadas separadas (as castas). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado com alguns reflexos esverdeados com bom brilho e boa limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e cítricas, flores, mel e algo ainda de baunilha ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio com uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho argentino para o dia a dia, alegre e fresco com um corte inusitado, que vale a pena conhecer. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Monday, October 3, 2016

Finca Zalameña Chardonnay 2014

A Bodegas Verduguez, produtora do vinho em questão, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.


Sobre o Finca Zalameña Chardonnay 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% Chardonnay aparentemente sem qualquer passagem por madeira. Vamos ver o que este vinho nos mostrou?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados com bom brilho e ótima limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se fazem notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas como pêssegos e abacaxi além de um leve toque de mel.

Na boca o vinho apresentou corpo médio e uma ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um quê mineral.

Mais um excelente vinho espanhol que provo por aqui, ainda mais se levando em conta o custo benefício. Foi levado a um restaurante japonês para acompanhar esta culinária e não decepcionou. Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Friday, September 30, 2016

Castellargo Ollympus Nero d’Avola IGT Terre Siciliane 2013

O sucesso e a história da Castellargo Family Vineyards estão fortemente ligados à pessoa de seu fundador. Por mais de 35 anos Argo Atal Castellarin segue com grande dedicação ao cultivo das vinhas da família e trata da promoção e distribuição de vinhos do Friuli no mundo. Ao longo dos anos, ele criou uma seleção de vinhos com um excelente custo benefício, que traz a sua grande paixão e seu profundo conhecimento das áreas de produção viticulturais friulanas. As áreas de produção da Castellargo se estendem desde as montanhas do Friuli para a planície do rio Tagliamento, somando cerca de duzentos hectares de vinhedos. Todos os vinhos são distinguidos pela sua qualidade e sofisticação, mas especialmente pela tipicidade e o carácter varietal único. A Castellargo é capaz de produzir até 4 milhões de garrafas por ano, 80% dos quais são vendidos no exterior. A empresa, de fato, exporta os seus vinhos em toda a Europa, Japão, EUA, Canadá, Brasil, Tailândia, Austrália, Rússia e China.


Falando agora sobre o Castellargo Ollympus Nero d’Avola IGT Terre Siciliane 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% de uvas Nero d'Avola da região da Sicília, na Itália e aparentemente não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e baunilha. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um delicioso vinho italiano que foi muito bem num almoço de domingo em família. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!