Monday, March 26, 2018

Piccini Vito Cabernet Sauvignon 2015

Localizada em Castellina in Chianti, uma das 8 cidades da área de Chianti, a Tenute Piccini(produtora do vinho), ou simplesmente Piccini, é o início da saga da família Piccini no mundo do vinho. A propriedade, desenvolvida a partir de apenas 7 ha em 1882, é agora sede principal do Grupo Piccini, gerindo 400 ha de vinhas situadas nas principais áreas de vinho da Toscana, com um foco especial em Chianti Clássico e Chianti. A Tenute Piccini é hoje um dos maiores produtores da Toscana, cuja produção de Chianti representa entre 10% a 12% de toda a produção da região de mesmo nome. Sob a liderança de Mario e Martina, a Tenute Piccini conta com uma equipe de jovens profissionais na Itália e parceiros fortes no exterior para a sua rede de distribuição crescente, que já se estende por impressionantes 72 países.


Falando agora do Piccini Vito Cabernet Sauvignon 2015, podemos ainda afirmar que o vinho é feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média intensidade, algum brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, notas florais, especiarias e algo de folhas secas.

Na boca o vinho tinha corpo médio, uma boa acidez e taninos sedosos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho fácil e descontraído que foi o fiel escudeiro de uma pizza deliciosa e não decepcionou. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

Thursday, March 22, 2018

Quinta dos Murças Minas 2016: Douro em sua melhor forma!

Localizada no centro da DOC Douro, a Quinta dos Murças doi adquirida pela Herdade do Esporão em 2008 devido suas condições e diversidades. Possui um terroir marcado pelas montanhas, altitude, solos xistosos e pelo clima característico do vale do rio Douro. Nas vinhas foram plantadas dezenas de castas autóctones, segundo Produção Biológica e Produção Integrada. Seu enólogo, José Luis Moreira, procura conhecer de forma particular cada parcela, cada vinha, cada unidade de terroir e toda diversidade da Quinta: "Só assim acreditamosser possível perceber, interpretar e exprimir a diferenciação e perfil dos vinhos". Na Quinta são produzidos os vinhos Assobio DOC Douro (tinto, branco e rosé), Murças Minas, Murças Margem, Murças Reserva, VV47, os Portos Murças Vintage e Murças Tawny além do azeita Extra Virgem.


Falando especificamente do Quinta dos Murças Minas 2016, nova safra disponível no Brasil, é feito a partir das uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Francisca, Tinta Roriz e Tinto Cão provenientes de vinhas plantadas numa encosta entre os 110 e os 300 metros de altitude. Estas vinhas, orientadas a Sul, mais expostas ao sol, produzem uvas com maior concentração. Nestas mesmas encostas existem várias minas de água, que vão refrescando o ambiente e permitindo um equilíbrio entre a maior maturação e a frescura tão característica de Murças. A fermentação e envelhecimento são feitos em cubas de betão e em barricas de carvalho francês usado, durante cerca de 9 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores e algo de balsâmico ao fundo. 

Na boca  o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era e longa duração.

Mais um belo exemplar de vinho português que provamos por aqui e mais uma vez, um deleite. Sou muito suspeito é verdade por que eu adoro o país, a gastronomia, os vinhos, enfim. Se eu recomendo a prova? Claro que sim! O vinho é trazido ao país exclusivamente pela Qualimpor e pode ser encontrado nos melhores empórios e lojas especializadas.

Até o próximo.

Thursday, March 15, 2018

Quinta do Casal Monteiro Grande Reserva 2015

Após passar por um período conturbado desde o ínicio deste século, a Quinta do Casal Monteiro foi adquirida em Abril de 2009 por Cirilo de Jesus e Miguel de Jesus (pai e filho), encerrando o ciclo da família Cardoso Menezes à frente da sociedade e iniciando uma nova era onde se tem apostado fortemente na qualidade e internacionalização. Como consequência, todos os anos a qualidade dos seus vinhos tem aumentado e é o que se espera é que assim continue durante a presente década. O cada vez maior número de prêmios internacionais e reconhecimento em revistas internacionais da especialidade, são em si a melhor prova da evolução no aumento do padrão de qualidade. Com a adoção de métodos tradicionais e protecção integrada para trabalhar as vinhas, respeitam sobremanera o ambiente. Equipados com uma adega moderna, primam por tomar especial atenção em todos os passos do processo de vinificação. Desde a selecção criteriosa das uvas durante a vindima aos processos de fermentação, estágio e engarrafamento, o controle de qualidade assegura que apenas o melhor chega ao consumidor.


Falando agora do Quinta do Casal Monteiro Grande Reserva 2015, podemos afirmar que é um vinho feito através de um blend das castas Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon de parcelas com mais de 35 anos desde a sua plantação da região do Tejo, em Portugal. Vale ressaltar que cada casta foi fermentada separada quando acontece o blend final e o posterior amadurecimento do vinho po 16 meses em barricas novas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, especiarias, baunilha e leve tostato no fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Conheci este vinho na última Caravana de Vinhos do Tejo e posso dizer que foi um dos que mais me chamaram atenção, provavelmente um dos melhores que provei na feira. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, March 13, 2018

Pireko Malbec 2016

Rodolfo Spielmann nasceu e cresceu na Argentina, tendo fundado a Spielmann States seguindo seu sonho de produzir vinhos tintos premium em seu país de origem. Desenvolvou esse empreendimento tendo vivido e trabalhado mais de 25 anos no exterior, entre Europa, EUA e América do Sul. Aprendeu a apreciar e coletar vinhos das principais regiões vinícolas da Europa e dos EUA, decidindo elaborar seus próprios vinhos single vineyard em Mendoza. Em 2009, descobriu e adquiriu o vinhedo de 30 hectares com o núcleo de videiras de Malbec plantadas em 1910 e imediatamente concentrou sua gestão na produção de uvas premium. Obteve a primeira safra em 2010, o ano do centenário das vinhas de Malbec. A partir desse momento até o presente, o produtor de vinhos Pepe Galante e Spielmann mantiveram o foco nos vinhos ultra premium e aumentaram ligeiramente o portfólio de vinhos para quatro. Toda sua produçãoo tem como base 4 fatores: uma vinha única na Calle Cobos em Perdriel, Mendoza; velhas cepas de Malbec plantadas em seu porta-enxerto em 1910 que produzem alguns cachos de bagas concentradas; um foco em baixos rendimentos, com uma pequena quantidade de uvas por planta; micro-vinificação, um processo de vinificação para a melhor extração de cor, aroma e sabor das uvas.


Vamos falar agora do Pireko Malbec 2016, um vinho feito com uvas 100% Malbec oriundas do vinhedo da Spielmann em Cobos (Perdriel, Lujan de Cuyo, Mendoza), colhidas a mão. Como a intenção do enólogo e da vinícola é a expressão da fruta em si, este vinho não tem passgem por madeira, ambas a fermentação alcoólica a malolática ocorrem em tanques de inox onde o vinho descansa por alguns poucos meses antes de ser engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque apimentado ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um vinho com estilo jovem e fresco, com acidez equilibrada que lhe confere uma ótima elegancia, o que o faz notar porque convida a beber sempre o próximo gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, March 7, 2018

Motto Unabashed Zinfandel 2014

A Motto Wines lançou a marca de vinhos Motto em 2015 usando o time de enólogos da vinícola Chateau Ste Michelle, de Washington. A idéia era fazer vinhos potentes e encorpados que entusiastas da Califórnia tivessem interesse. E com um bom time e recursos da vinícola Ste Michelle, conseguiram se estabelecer. Os vinicultores, a principio, não se propuseram a quebrar as fronteiras existentes. Mas eles fizeram. Eles não queriam mexer qualquer penas. Mas eles fizeram. Então eles decidiram abraçar e tornar seu lema: "aprender as regras, para que você possa quebrá-las com estilo". O enólogo Reid Klei que trabalhou por muitos anos em Washington usou sua experiência de 10 anos e modelo de produção para criar vinhos com apelo Californiano. Todos os lotes de vinho permanecem separados durante a fermentação e o envelhecimento. As misturas finais são determinadas imediatamente antes do engarrafamento, uma vez que os vinhos evoluíram para revelar todo o seu verdadeiro caráter e complexidades.


Falando sobre o Motto Unabashed Zinfandel 2014, podemos ainda dizer que o vinho embora seja rotulado como varietal Zinfandel, possui um pequena parcela de Cabernet Sauvignon (cerca de 10%) para complementar o vinho final. As variedades envelhecem em uma combinação de carvalho para adicionar textura e complexidade, bem como tanques de aço inoxidável para mantenha o frescor e o caráter varietal. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas médias, moderadamente lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, couro, chocolate e algo de tostado no fundo da taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos macios e boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Este é apenas um vinho divertido, simples e que não é necessário nenhum prato pra harmonizar. Basta relaxar, a qualquer hora e em qualquer lugar, e apenas observar as pessoas e as conversas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!