segunda-feira, 15 de março de 2010

Guns n'Roses: que show!

Atualmente não andava muito empolgado em gastar os quase tabelados e salgados R$200,00 ou mais em show de artistas que eu curto, mas alguma coisa fez com que eu mudasse de idéia quando soube da visita do Guns ao Brasil para uma turnê. Nem o fato de que da banda original, ou da que fez a maior parte da história do Guns, tenham restado somente o vocalista Axl Rose e o tecladista Dizzy Reed. Talvez esse instinto tenha vindo de relembrar minha infância/juventude com o fato de que o Guns foi a primeira banda que me ajudou a forjar meu gosto musical por rock n'roll. Infância sim, pois quando o Guns veio a primeira vez ao Brasil em 1992, e eu fui ao show, eu tinha apenas 12 anos de idade. A muito tempo também eu não sentia tamanha ansiedade na semana que antecedia o show, e isso eu viria a descobrir o pq. Dito isso, falar sobre o show eu até entendo que seja chover no molhado com tanta mídia especializada cobrindo um evento desta "magnitude" mas deixarei aqui minhas impressões.

Sábado, por volta das 18h eu começo a deixar minha casa e rumar em direção a o estádio Palestra Itália, que em homenagem a vitória Palmeirense face às "balairinas da vila belmiro", não irei me referir como chiqueiro na data de hoje. A chegada foi um pouco tumultuada, o trânsito nos arredores estava bem complicado. Resolvi parar meu carro em um estacionamento um pouco afastado, o que no final não foi uma boa idéia dado o fato da demora do show e o cansaço que se seguiu, mas enfim, não é disso que irei tratar aqui. Rápida pausa para um lanche no Shopping Bourbon e pronto, por volta das 20:30h estava adentrando a pista do estádio já ao som de uma das bandas brasileiras escolhidas para fazer os show de abertura. Ambas fizeram um show a meu ver correto, porém como não conheço muito sobre ambas, que me parece são egressas de programas da MTV, prefiro me abster de comentar.

O relógio marcava pouco mais de 21:40h quando subia ao palco Sebastian Bach, ex-lider do Skid Row, banda comteporânea do Guns n'Roses e que chegou a rivalizar a atenção dos fãs na época auge de ambas. Escolha acertadíssima no final das contas. Misturando antigos hits do Skid Row como "Slave to the Grind", "18 and Life", In a Darkned Room" e "I Remember You" com músicas mais atuais de seu trabalho solo além de covers como "Back in the Saddle" do Aerosmith, Sebastian Bach esbanjou talento e vitalidadee mostrando que manteve um voz extremamente potente com o passar dos anos. Além disso foi extremamente simpático com os fãs e em um português um pouco enrrolado, conversava bastante com o público. Fazendo ainda malabarismos com seu microfone e correndo de uma extremidade a outra do palco, Sebastian extasiava a platéia. Com pouco mais de 1:20h de show, eles se despediram fazendo juras de amor ao Brasil e ao público brasileiro pela recepção pra lá de calorosa.

Foi quando a ansiedade começou a crescer. Após quase 1:30h do show de Sebastian Bach, eis que as luzes se apagam e entre fogos e explosões entra o Gun n'Roses no palco com a música "Chinese Democracy" de seu mais recente album, de mesmo nome. A partir daí o que se viu foi um autêntico show do Guns, com direito a todas extravagâncias do seu líder e vocalista, Axl Rose. Logo no meio da primeira música algum iluminado arremessou um copo no vocalista que ameaçou ir embora e finalizar o show. No entanto, para felicidade geral da nação, este fato só serviu pra esquentar ainda mais o show que estava por vir. Permeando antigos sucessos como "Welcome to the Jungle", "Mr. Brownstone", "You Could be Mine" entre muitos outros com músicas do disco mais atual Axl mostrou que apesar da idade e da forma física não tão atual, ainda conseguia imendar alguns agudos rasgados característicos e levar ao delírio os pouco mais de 38 mil fãs presentes no Palestra Itália. A constante troca de figurinos, outra característica marcante do vocalista, esteve presente. Só que Axl parece ter ficado melhor com o tempo e idade. Mais simpático, trocava sorrisos e uma grande interatividade com o público quando recolhia faixas, flores e presentes arremessados pelos fãs ao palco. Uma faixa em especial arrancou algumas gargalhados do músico, faixa esta que dizia algo como: "Não se preocupe mamãe, Axl está tomando conta de nós". Os hits de sucediam e a galera ia ao delírio. Além disso, a competência dos músicos que acompanham a nova formação do Guns é de se tirar o chapéu. Um dos pontos altos foi o solo de Dizzy Reed no piano e depois quando no mesmo piano Axl toca e canta magistralmente "November Rain". Parafraseando Adriano Farias do site whiplash, “Nightrain”, “Patience” e “Paradise City” fecharam o show do rock star que é ao mesmo tempo ícone, herói e anti-herói, furioso e provocador. Axl Rose é, ou pelo menos foi, a tradução mais leal de tudo que o rock já representou.

Um show pra ficar na memória...para criar o saudosismo do qual fui tomado neste final de semana, e melhor, para mostrar que envelhecer nem sempre é tão ruim quanto parece. E que venham outros mais!

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