segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fórmula 1 pode ainda ser considerada um esporte?

Confesso que não sou fervoroso e assíduo quando o assunto é assistir e acompanhar as corridas dominicais de fórmula 1, mas com os acontecimentos nos últimos anos a tendência é que cada vez mais minha vontade de perder uma hora ou pouco mais nos domingos acompanhando as corridas caia ainda mais. Explico: desde mutretas dentro das equipes para favorecimento a um ou outro piloto a mudanças constantes nos regulamentos e as mostras de que o "atleta" (no caso o piloto) é cada vez menos o responsável pelas vitórias são alguns do mostivos.

Desde os tempos de Rubinho na Ferrari, já acompanhamos as pataquadas da equipe vermelha de Maranelo fazendo com que Michael Schumacher tivesse sempre a preferência e que o brasileiro servisse sempre apenas como escudeiro (acontecido por duas vezes na Áustria por exemplo) tendo que obedecer as ordens excusas da escuderia e depois mesmo com Massa quando foi obrigado a deixar Raikkonen e mais recentemente ontem Alonso ultrapassassem mesmo com o brasileiro em melhores condições na prova. E como poderíamos esquecer então da marmelada armada por Nelsinho Piquet para favorecer o mesmo Alonso em um GP em Singapura? Combinação de resultados é o mínimo que podemos dizer. Para as equipes a palavra do dia é: nojentas. E para os brasileiros que se sujeitaram a tais mandos e desmandos das equipes só uma palavra: medíocres!

Ainda seguindo a linha de raciocínio apresentada na abertura do post, praticamente todo ano temos mudanças de regulamento, segundo a FIA em prol do esporte e do público. Uma mentira, pois tudo envolve muita política e grana, haja visto o quanto os patrocinadores investem no desenvolvimento de carros, combustíveis, divulgação de marcas e afins. Já tivemos fases onde o reabastecimento era obrigatório e em outras, como a atual, onde não existe tal possibilidade. Além disso trocas de pneu, utilização de eletrônica embarcada nos carros e muitos outros pontos são altamente mutáveis de temporada para temporada. No meu entender, estas mudanças só servem para afastar as pessoas uma vez que cada vez menos temos a sensação de que conhecemos como é o funcionamento do "circo" da fórmula 1.

E como não levar em conta que hoje em dia a qualidade e o capacidade do piloto acaba sempre sendo relegada a um segundo plano ao passo que os carros se tornaram os grandes protagonistas da categoria? É só tomarmos por base o que acontece com o grade hepta campeão Michael Schumacher, que em seu retorno a categoria tem mais brigado com seu carro do que outra coisa e nem mesmo todo seu talento e garra tem sido suficientes para coloca-lo em condições de brigar por alguma vitória na atual temporada.

Por essas e outras que, de minha parte ao menos, a fórmula 1 não irá contar com audiência e tempo de fronte a televisão nas manhãs de domingo. O "circo" como todos dizem sobre a fórmula 1 realmente está armado só que, parafraseado uma citação que li no Blog do Juca, e os palhaços somos nós! Só falta distribuirem a todos os narizinhos vermelhos!

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