sexta-feira, 11 de março de 2011

Taburno Falanghina DOC 2006

Desta vez trago ao blog um exemplar italiano de primeiríssima, em minha modesta opinião, que é produzido na região de Torrecuso, na província de Benevento, próximo da Campania italiana com uvas falanghina, até então desconhecidas por mim. Diz a lenda que esta uva apareceu primeiramente na Grécia e que era muito apreciada por romanos e seus gladiadores, sendo os primeiros responsáveis por levá-la para a Itália, espalhando o cultivo destas uvas por todo o centro sul da mesma.

A história da Fattoria La Rivolta, produtora do vinho, data de 1812 desde quando a família Cotroneo começou a possuir propriedades na região, que mesmo após a morte das gerações mais antigas e posteriores divisões dos terrenos/vinhedos entre herdeiros mais novos, surgiu forte no mundo vitivinícola em meados dos anos 90 con a unificação dos vinhedos e propriedades. A partir dai, com muito esmero e dedicação, em 2001 a vinícola obtém o título de produção biológica, aderindo aos conceitos mais atuais deste tipo de produção. Embora ainda não tenha muito conhecimento sobre este assunto, do pouco que pude compreender, a produção biológica tem como premissas o não uso de agrotóxicos e produtos químicos para plantação/tratamento dos vinhedos, colheita manual, entre outras. Quando tiver mais conhecimento e confiança, escreverei mais sobre aqui no blog, fiquem ligados.

Voltando a falar um pouco sobre o vinho, este exemplar é produzido com uvas 100% falanghina colhidas manualmente em meados de outubro. Após a colheita são fermentadas em cubas de inox por aproximadamente 15 dias em temperaturas na faixa de 14 a 17º C. Não existe informação sobre envelhecimento em barricas, mas alguns aromas ao menos sugerem que isto tenha ocorrido. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor dourada, quase âmbar muito brilhante já se mostrando ser um jovem senhor. Lágrimas grossas, espassas e sem cor alguma.

No nariz o vinho se mostrou muito complexo. Abriu com uma nota muito gostosa de frutos brancos em calda, alguma coisa também defrutos secos tamanha sua maturidade. Logo em seguida pude ainda sentir aromas de mel, amendoas e manteiga derretida. Tudo muito exuberante e fragrante! Mais algum tempo em taça e era possível sentir algo floral. Prometia muito!

Na boca o vinho confirmou toda sua complexidade e evolução. Era gordo, untuoso e preenchia cada espaço da boca. Possuia uma acidez muito boa e viva em desparate com sua idade, o que demontra muita qualidade do vinho. Trazia na boca lembranças das frutas em calda quase doces e ainda um toque floral. Final de média persistência muito agradável, quase doce mas sem exageros.

Um belo vinho, comprado em uma promoção na D’Olivino (provavelmente por que a safra estava no seu final e o vinho provavelmente já entraria em uma curva descendente de evolução) o que fez valer a pena. Se tiver este vinho em casa eu recomendaria consumi-lo logo, pois não existe perspectiva para evolução positiva e você pode correr o risco de que o vinho venha a se deteriorar daqui pra frente. Mais do que recomendado. Pretendo procurar a safra mais jovem (2009) para comparação.

Saúde!

2 comentários:

  1. Este vinho custa 16 euros na Itália, a Tahaa está vendendo a safra 2010 por R$ 111,00. Não é um vinho extraordinário que valha este preço. Por R$ 50 vá lá, é razoável.

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    1. Guilherme,

      Obrigado pela visita e pelo comentário.

      Concordo contigo, eu diria que até uns 60 - 70 reais o vinho valeria, depois disso já é abuso e existem opções mais interessantes!

      Abraço

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