segunda-feira, 14 de março de 2011

Boccantino Nero D’Avola Shiraz 2008

E vamos a mais um vinho comentado no blog. Mais do que qualquer coisa, estes meus comentários aqui tem sido de grande ajuda a mim mesmo. Explico: como estudante do curso de sommellerie para enófilos da Alexandra Corvo, de passagem uma baita professora e conhecedora do assunto, uso o blog como um meio de treinar e fixar conceitos aprendidos nas aulas. É claro que sou muito inexperiente no assunto mas enfim, vale a pena.

Voltando ao assunto principal do post, este exemplar é um IGT (Indicação Geográfica Típica – um meio termo entre o vinho de mesa e as DOCs propriamente ditas que possuem regras menos rígidas porém com indicação de procedência) da Sicília e quanto ao produtor, estou numa dúvida pois na garrafa aparece que foi feito pela Cantina Bocantino mas quando pesquiso um pouco mais na internet no site do importador (Casa Flora) o mesmo me fala que é produzido pelo braço italiano do Grupo Schenk, um gigante dos negócios europeu que atua em diversos ramos, inclusive o de produção e distribuição de vinhos. Quem souber com exatidão e puder me ajudar eu agradeço! Mas na verdade o que me parece é que uns dos braços deste mega empresa européia seria a Boccantino. De qualquer maneira este vinho me foi indicado por um senhor dono de uma loja de vinhos em Atibaia, a qual já deixei umas linhas sobre aqui no blog, e por isso eu resolvi comprá-lo uma vez que ele nunca deu bola fora. Pelo pouco que pude apurar sobre o vinho a produção acontece no Valle del Belice, na Sicília e como o próprio nome já diz, é feito de um corte de Shiraz e Nero D’Avola (uva tinta autóctone italiana da região da Sicilia) sem proporções definidas. Vamos as impressões.

Em taça o vinho apresentou cor violácea,brilhante e bem transparente com lágrimas espassadas, finas e sem qualquer coloração.

No nariz o vino se mostrou muito frutado sobre um fundo de especiarias que lembravam cravo da índia e pimenta do reino. Ao fundo pude notar leve tostado.

Em boca o vinho se mostrou bem leve, trazendo de novo muita fruta e leve tostado. Taninos presentes, finos, redondos e bem equilibrados com uma acidez que pedia por comida. Final de curta/média persistência.

Um vinho simples, bem para o dia a dia e barato. Valeu para conhecer. Além de ser de um blend pouco usual, pelo menos do que eu tenha conhecimento.

Saúde!

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