Monday, September 16, 2013

É dia de azeite Colinas de Garzón no Winebar!

Para você caro leitor, que gosta de azeites e outras gostosuras gourmet, hoje teremos algo interessante. Hoje, dia 16/09, às 20:00hs, teremos um WINEBAR diferente. Com o apoio da importadora World Wine, desta vez falaremos de azeite, um azeite muito especial vindo do Uruguai.


Do site do Winebar: Colinas de Garzón é a primeira linha de Azeite de Oliva Extra Virgem produzida no Uruguai premiada internacionalmente. As raízes deste azeite estão a uns poucos quilômetros da costa uruguaia, onde as nossas plantações completam a paisagem natural do complexo turístico de José Ignácio e Punta del Este.

A Colinas de Garzón possui 3 linhas de azeites, a saber:

BIVARIETAL – Arbequina – Coratina: De cor amarela pura e aroma frutado médio, possui delicada fragrância a campo de trevos. Revelando-se suave na ponta da língua mas com caráter, traduz-se em um azeite redondo e agradável com retrogosto de amargor no palato e sensação picante na garganta, embora com final doce que o transforma na melhor opção para realçar o sabor das comidas. Ideal para massas e risotos, saladas de folhas amargas, peixes brancos e vegetais cozidos.

TRIVARIETAL Coratina – Barnea – Picual: De cor dourada profunda e aroma frutado médio, possui delicada fragrância limpa oriunda da azeitona fresca. Revelando-se amargo na ponta da língua, porém com personalidade, resulta em um azeite atraente, que perdura com presença marcante na boca, bem encorpado, deixando sensação picante na garganta, mas sem agressividade. Ideal para carnes e mariscos de sabores fortes, peixes vermelhos e saladas.

CORTE ITALIANO – Frantoio – Leccino: De cor amarelo brilhante com suaves reflexos verdes, apresenta aroma frutado com matizes de ervas recém-cortada. De balanceado amargor e acabamento picante, percebe-se como um óleo fresco, de definida estrutura, que evoca toques de tomates verdes e amêndoas. Ideal para todos os tipos de carnes, sopas, molhos e também para se cozinhar na grelha.

Como vocês já sabem, o Winebar é é um serviço criado para os apaixonados pelo vinho (desta vez excepcionalmente teremos azeites), onde são realizados eventos e degustações online através das redes sociais. Além da participação dos convidados através de mensagens enviadas pelo Facebook, você poderá também assistir a transmissão ao vivo pela web. Winebar é um jeito fácil de conhecer ótimos vinhos (e agora azeites!), conversando diretamente com o produtor e/ou importador, só que no conforto de sua casa. E o melhor de tudo isso é que todos podem participar, tendo ou não um exemplar do vinho (azeite) para degustar.

Eu não vou perder e recomendo que você também não o faça.

Até mais tarde!

Thursday, September 12, 2013

Yealands Way Pinot Noir 2010: um brinde as coisas simples da vida

Nem sempre teremos um banquete em casa. Mas quem disse que uma refeição simples não pode ser inesquecível quando na companhia das pessoas que você ama, acompanhada de um vinho bacana e de uma comidinha caseira deliciosamente preparada com muito amor? Pois é assim que começamos a história do nosso jantar e do vinho escolhido, o Yealands Way Pinot Noir 2010.


Como já dito anteriormente por aqui no blog (neste post), a vinícola Yealands State tem uma história muito interessante pois é totalmente voltada para a sustentabilidade e pela utilização dos créditos de carbono em sua produção. Trocando em miúdos, muito do que se utiliza de recursos na companhia vem de meios de reciclagem, seja da água da chuva, luz solar, garrafas de vidro, e assim por diante. Uma atitude louvável em tempos de ganância e egoísmo em moda. Fica localizada em Awatere Valley, em Marlborough, na Nova Zelândia. O vinho é feito com uvas 100% Pinot Noir. Não encontrei maiores informações sobre o mesmo, então vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi brilhante, com boa transparência, lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas vermelhas maduras e toques terrosos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, excelente acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato com frutas vermelhas maduras e um final de longa duração bem saboroso.

E assim mais um dia se esvaia com um vinho de excelente custo benefício, na faixa dos 50 dinheiros na rede Pão de Açúcar em São Paulo. Acompanhou graciosamente um arroz branco com creme de milho e lascas de peito de frango empanadas com ervas finas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, September 11, 2013

Encontro de Vinhos: é a vez dos mineiros!

É isso mesmo caros leitores, um dos eventos mais interessantes no circuito enofílico brasileiro (sim, brasileiro por que o evento já passou por Rio de Janeiro, cidades no estado de São Paulo e assim por diante), tem uma nova edição em um local até aqui inédito para o evento: a cidade de Belo Horizonte. No dia 14 de Setembro próximo poderemos nos reunir com produtores, importadores, enófilos, jornalistas, blogueiros e afins para celebrarmos, discutirmos e provarmos (ora essa, a parte mais aguardada por muitos) diversos vinhos de várias regiões do planeta e dos mais variados tipos existentes.


Venha provar os vinhos, conversar com quem importa ou mesmo quem faz aquele vinho que você queria provar mas ainda não teve coragem de comprar. O ingresso dá direito a provar todos os vinhos da feira e permanecer pelo tempo que quiser.

Comprando seu ingresso antecipadamente você garante um desconto, pagando somente R$ 50,00 (associados ABS pagam R$ 30,00 mediante apresentação da carteirinha). No dia do evento será vendido também, a R$ 60,00.

Não perca.

Encontro de Vinhos Belo Horizonte 2013
Data: 14/09 (Sábado)
Local: Mercure BH Lourdes
Avenida do Contorno, 7315 – Bairro Lourdes
Horário: Das 14h as 22h.
Ingressos: R$ 50,00 (antecipado) e R$ 60,00 na hora. Associados ABS têm 50% de desconto apresentando carteirinha

Ainda tem dúvidas? Acesse o site do Encontro de Vinhos, entre em contato com os organizadores e não perca a oportunidade. Quem me conhece sabe que não divulgo qualquer coisa por aqui e mesmo que não possa ir a esta edição, participei de outras edições em outros lugares e atesto a qualidade do evento.


Até o próximo!

Tuesday, September 10, 2013

Finca Sophenia Reserve Malbec 2011

Imaginem o cenário a seguir: um jantar após um dia de intensas reuniões de negócios, com colegas de trabalho que vieram de outro país para passarem apenas 3 dias por aqui. O local escolhido para o jantar é a churrascaria mais famosa da cidade. De repente, todos olham pra você e você fica responsável por escolher o vinho que irá acompanhar a refeição. E a escolha foi feita pelo Finca Sophenia Reserve Malbec 2011, o que aparentemente cumpriu as expectativas alheias.


A Finca Sophenia tem uma idéia curiosa quando tratamos de seu nome. Fundada em 1997 por Roberto Luka, o nome se formou a partir da junção dos nomes de suas filhas Sophia e Eugenia. Mas Roberto não começou ali sua história com vinhos, sendo anteriormente responsável por uma das maiores empresas de exportação de seu país além de presidir a Wines of Argentina. A vinícola tem seus vinhedos localizados nas encostas da Cordilheira dos Andes no famoso distrito de Tupungato, em Mendoza na Argentina. A elevação aproximada dos vinhedos é de aproximadamente 1200 metros acima do nível do mar, criando assim condições para um clima mais ameno com muita exposição solar e um bom contraste de temperaturas durante o dia e a noite. Além disso, a aplicação de modernas técnicas de enologia (com dicas do famoso Michel Rolland) tais como resfriamento de uvas brancas após recebimento, utilização de gravidade para transporte de uvas e mosto em diversas etapas do processo e assim por diante geram vinhos que tem sido agraciados com premiações e bons conceitos ao redor do mundo. 

Sobre o vinho em si, é um vinho 100% Malbec com uvas colhidas manualmente em Tupungato, Mendoza. Passa por afinamento/envelhecimento de 10 a 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor violeta de grande intensidade, quase sem nenhuma transparência e com algum brilho. Lágrimas finas, lentas e ligeiramente coloridas complementam o aspecto visual.

No nariz aromas de frutos vermelhos, floral e lembrança de capuccino e mentolado. Vinho bastante fragrante. Ao fundo da taça nota-se algo de tostado.

Na boca um vinho de corpo médio para encorpado, boa acidez com taninos macios e bem redondos. Retrogosto confirma o olfato com fruta e cappucino. Final de média para longa duração.

Um belo vinho, bom representante dos Malbec argentinos que se encontram em terras brasilis. Vai bem com carnes no geral e "guentou" bem o rodízio. Vale a prova. 

Até o próximo!

Monday, September 9, 2013

Muralhas de Monção Vinho Verde e Camarão na Moranga: surpresa e emoção

Sabe aquela sensação de que a semana durou aproximadamente uns 3456969 dias e que, ao final destes, você ainda vai demorar pra chegar em casa? Pois é, era mais ou menos assim que eu estava me sentindo na última sexta feira. Mas não é que chegando em casa tudo mudou, como num giro de 180 graus? Chegando em casa encontro minha esposa me esperando com a mesa toda arrumada e um belo jantar preparado, com direito a Camarão na Moranga aromatizando a casa toda. Iríamos comemorar nossos 5 meses de casamento em grande estilo. Foi então que ela me pediu que escolhesse um vinho bacana pra acompanhar a refeição. Depois de pensar um pouco decidi que iríamos deste Muralhas do Monção Vinho Verde. 


A Adega Cooperativa Regional de Monção (produtora deste vinho) foi fundada em 1958, incluindo cerca de 25 viticultores nesta época. Fica situada encravada na região dos Vinhos Verdes em Portugal, mais especificamente na sub região de Monção e Mengalço. Esta região aliás, é uma das mais antigas demarcadas em Portugal. O vinho é feito a partir das castas Alvarinho (predominante) e Trajadura, autóctones de Portugal e da região, mais especificamente. Não passa por madeira. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma bonita cor amarelo palha de bastante brilho, bem transparente e com lágrimas finas e bem rápidas.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos como pêssego e outros frutos tropicais. 

Na boca um vinho de corpo leve pra médio, excelente acidez, seco e bem macio. Retrogosto confirma o olfato com muita fruta. Final de média duração.

E o que dizer da harmonização do vinho com a comida? Perfeita. A acidez do vinho ajudava a limpar o paladar e pedia a próxima garfada do camarão na moranga e toda sua untuosidade em virtude do catupiry e também o sabor forte do fruto do mar. Eu recomendo. Foi uma bela comemoração sem dúvida!

Até o próximo!