Tuesday, January 11, 2011

Tresmoulis Corbiéres 2005


Mais um ótimo francês, de bom custo benefício só que de uma AOC menor (Corbiéres) que faz parte de uma região mais conhecida por Languedoc-Roussillon, mais no sudoeste da França. Elaborado com as uvas Carignan, Grenache e Mourvédre (típicas da região), este vinho é feito pela cooperativa Saint Martin. Consegui pouca informação disponível em outra lingua que não o frânces sobre a cooperativa, mas a mesma já está no mercado do vinho desde a década de 40 e foi uma das vinícolas que brigou e ajudou a criar a AOC Corbiéres. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou um cor vermelho rubi já com alguns reflexos granada em decorrência de sua evolução, afinal já é da safra de 2005, com lágrimas finas e incolores, abundantes e até certo ponto lentas nas paredes da taça.

O primeiro ataque ao nariz fez mença a uma compota/geléia de frutas vermelhas sem que ue conseguisse distinguir ao certo quais frutas. Depois de agitação um leve floral despontou assim como a lembrança de tabaco ao fundo. 

Já na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos presentes, vivos e bem rascantes tendo como base a safra do mesmo e com uma excelente e harmônica acidez. Manteve na boca a lembrança da compota de frutas com um leve tostado ao final. Persistência média.  O álcool se fez presente (13,5%) e em sintonia com o conjunto geral do vinho.

Vinho honesto, diferente e recomendado!

Saúde!

Tuesday, January 4, 2011

Mionetto Vivo

Dando continuidade ao post anterior, vou falar um pouco do espumante que degustamos junto ao jantar no Suri Ceviche Bar. 

Este espumante é um produzido pela vinícola Mionetto que está localizada no Vêneto, na Itália e possui mais de cem anos de história produzindo uma larga gama de produtos. Composto pelas uvas Pinot Blanc, Chardonnay, Verduzzo, Riesling e Sauvignon Blanc (embora sem saber ao certo as proporções da mesmas na composição final) é produzido pelo método charmat (segunda fermentação do espumante acontece em grades tanques de inox) e possui classificação extra dry ( de acordo com o açúcar residual dos processos de fermentação, falarei com mais detalhes em algum outro post específico). Vamos as impressões.

Na taça apresentou coloração amarelho palha com reflexos esverdeados ou levemente amarelados. A perlage em taça se mostrou fina, abundante de certo modo ligeira embora não leve isto muito em consideração uma vez que a limpeza da taça pode influir e muito para a mudança desta tensão superficial.

No nariz uma explosão de aromas, provavelmente pela quantidade de uvas utilizadas em sua produção. De começo alguma coisa de frutas brancas puxando pra pêssego e maracujá. Já em seguida foi possível também sentir aromas florais e leve toque mineral. Ao final, aquele toque de brioche característico da segunda fermentação e do contato com as leveduras, embora pelo método charmat, apareceu bem sutilmente. 

Na boca possui imensa cremosidade formando um colchão de espumas e com uma acidez incrivelmente refrescante quase gerando aquelas agulhadinhas sentidas na ponta da língua. Remete a maracujá e abacaxi no palato e trouxe ainda a pequena lembrança mineral mais uma vez. Persistência média-longa, ficou por um bom tempo na boca sim!

Achei um espumante muito bom e com um preço honesto no restaurante. Pretendo comprá-lo outra vez pra degustá-lo em casa!! Quem tiver interesse vai fundo que vale muito a pena!

Saúde!

Monday, January 3, 2011

Suri Ceviche Bar


Este post sai com um certo atraso pois eu estava tentando faze-lo parecer um texto perfeito, mas cheguei a conclusão de que não é necessário. Existem algumas coisas na vida que merecem comemorações e entre elas, as primaveras de nosso relacionamento com a pessoa amada. E é sobre isto que fala este post, onde em um único post irei detalhar como foi a noite de 17 de Dezembro de 2010.

Já estou junto da Milena fazem sete anos (ou melhor, completamos esta idade em 15 de dezembro de 2010) e entre muitas situações enfrentadas por nós, o aprendizado tem sido constante. É claro que na união de duas pessoas com personalidades tão marcantes e distintas sempre existirão obstáculos para serem transpostos mas a partilha de momentos felizes sempre supera qualquer problema. E nada melhor do que comemorarmos esta data em um lugar diferente, romântico e que ficará então em nossa memória.

Como eu vinha de uma recente viagem a Miami e havia descoberto um pouco mais sobre a cozinha latina, e ainda sabedor de que a Milena é grande apreciadora de frutos do mar resolvi que deveríamos apostar na cozinha peruana. E o restaurante escolhido desta vez foi o “Suri Ceviche Bar”, localizado na Rua Mateus Grou, no bairro de Pinheiros em São Paulo. Nas próximas linhas irei falar sobre as impressões que tivemos do lugar e da comida.

O restaurante conta com um ambiente descontraido onde no salão de entrada é possível se deparar com um bar que possui um grande balcão onde, na possibilidade da casa estar cheia, você pode aguardar até a liberação de uma mesa ou mesmo bebericar, petiscar e ficar por lá mesmo tendo a chance ainda de acompanhar o que acontece na elaboração de seu prato.  Aliás o restaurante é bem pequeno e possui um salão no andar superior, onde também possui poucas mesas, por isso é recomendável se programar e ir um pouco mais cedo caso não queira esperar. A proposta da casa é servir o típico ceviche peruano mas com a a cara e os sabores mais globalizados, ou seja, se utilizando de outros ingredientes não comumente empregados na cozinha peruana. Ponto positivo para a diversidade de combinações de ceviches no cardápio.

Quando pesquisava sobre o local, pude perceber que o site da internet do restaurante disponibiliza um cardápio on line e , assim que bati os olhos no mesmo, já sabia qual o prato a Milena iria optar. E foi na mosca.  Mas antes porém falemos sobre o couvert da casa  que nos foi servido, que contava com chips de batatas com duas opções de molho, guacamole e picante. Simples e gostoso. Agora sim, as opções de prato: eu fui de ceviche de camarão, lula e corvina servidos com um delicioso tempurá de batata doce para quebrar a acidez cítrica do molho do ceviche e a Milena foi de garoupa em crosta de mandioquinha acompanhada de um raviole de milho e queijo, adereçados com um saboroso molho de bisque. Para beber  fomos de espumante, uma vez que a casa conta com uma cartinha de vinhos brancos/espumantes enxuta porém acessível e eu gosto sempre de provar vinhos diferentes. Mas isto (o espumante) vou deixar para um post subsequente a este aqui, para não me alongar muito. Porções suficientes dos pratos fizeram com que finalizássemos apenas com um expresso.

Uma noite agradabilíssima ao lado da pessoa que tem me feito feliz e num grande restaurante que eu indico pra quem gosta de frutos do mar e similares. E bom apetite!

Sunday, January 2, 2011

Cuvée Sylvain

E o esperado ano de 2011 chegou e nada melhor do que brindar com a família a ano que se passou e compartilhar as esperanças para o ano que vai entrar. Para isso escolhi um espumante francês que eu comprei na Cave Jado em uma de suas degustações aos sábados. Aliás, eu sempre indico esta loja pra quem quer tomar vinhos franceses de boa relação custo x benefício. A loja, como eu já devo ter falado por aqui, fica na Vila Mariana aqui em sampa e consegue sempre trazer vinhos de produtores menores e menos famosos da França mas com uma excelente qualidade.

Fazendo um parentese no post, vamos falar um pouco sobre vinhos espumantes. Afinal, o que são os vinhos espumantes? Na verdade estes vinhos resultam de uma segunda fermentação de um vinho base aonde tem incorporados em seu corpo o gás carbônico necessário para a formação das borbulhas.

Voltando ao espumante, este exemplar é feito pelo produtor Domaine du Rin du Bois, que tem seus vinhedos localizados no Vale do Loire, na França dentro da AOC Touraine. Elaborado com uvas Chardonnay e Chenin Blanc (50/50) pelo método tradicional, envelhece nas caves a partir dai.

Segundo parentese do post, quando dizemos que um espumante é feito pelo método tradicional, é por que a segunda fermentação que o vinho sofre acontece ainda na garrafa ao passo que os espumantes que usam o método charmat de elaboração o fazem em tanques de inox. Vamos as impresssões.

Na taça apresentou uma coloração amarelho palha bem clarinha, quase transparente.

No nariz apresentou aromas cítricos bem nítidos, eu destacaria abacaxi mais acentuado. Ao fundo notas herbáceas bem suaves. Senti falta daqueles aromas característicos da segunda fermentação pelo método tradicional, como fermento, pão, brioche e afins mas como este é um espumante mais simples deve ter um tempo menor pra segunda fermentação e por isso o vinho deve ter menos contato com as leveduras não deixando tempo suficiente para que o vinho adiquira tais aromas. Mas enfim um espumante que já mostra no nariz muito frescor.

No paladar apresentou ótima acidez, muita cremosidade e um excelente final, de média persistência. A lembrança das frutas cítricas aumenta no palato.

Interessante ressaltar que o espumante foi acompanhado de um Pacú recheado, o que fez muito bem a ambos pois o espumante com seu frescor e acidez ajudavam a diminuir um pouco a sensação da gordura do peixe e quase que limpavam a boca durante a refeição.

Um belo espumante, que eu confesso que preciso aprender ainda a beber e a apreciar, mas que causou uma excelente impressão. Mais um ponto positivo pras meninas da Cave Jado.

Saúde!

Ps.: Nota da mãozinha da minha namorada na foto, adicionando beleza a mesma !

Thursday, December 30, 2010

Casa Mayor Carmenére 2008

Mais um vinho para acompanhar uma jantinha básica em casa. Este por sua vez é um varietal chileno do Vale do Colchagua que é feito pela Bodegas Santo Domingo e composto 100% com a casta símbolo do Chile, a Carmenére. Vamos as impressões.

Em taça apresentou uma cor rubi violácea intensa e brilhante, com lágrimas abundantes, finas e incolores.

No nariz apresentou um aroma muito gostoso de groselha com um leve tom de especiarias ao fundo, lembrando pimenta. De início o álcool sobressaiu um pouco, lembrando seus 13,5%, mas se arrefeceu depois de um tempo em taça.

Ao palato se apresentou seco, com taninos presentes mas leves, acidez na medida, corpo médio, enfim um conjunto bem harmônico. A groselha se confirmou no paladar. Ao final, um leve amargor que não prejudica o vinho de maneira alguma.

Vinho simples porém bem gostosinho, para o dia a dia funciona e muito bem!

Saúde!