Friday, April 29, 2016

Infinitus Cabernet Sauvignon Tempranillo 2012

Cosecheros y Criadores, ou em tradução "macarrônica", produtores e criadores (produtor do vinho de hoje) é um termo histórico que marcou a diferença entre os produtores de vinho históricos para consumo rápido e comércio de carga a granel (os produtores) e das vinícolas que, com o desenvolvimento da "Rioja moderna" na segunda metade do século XIX, eles adotaram o modelo bordalês de envelhecimento e guarda de vinhos (criadores). Foi a família Martinez Bujanda que fundou a Cosecheros y Criadores em 1951, em Oyón, com uma vinícola projetada desde o início para a exportação de vinho de qualidade e que atualmente representa a indicação do Vinho da Tierra de Castilla. A vinícola dispõe de modernas instalações para o processamento de seu vinho e 6.000 barris de carvalho americano e francês para o envelhecimento do vinho por um método inovador e versátil para satisfazer os gostos dos consumidores de todas as tendências, dos mais "clássicos" aos mais modernos.


Já sobre o Infinitus Cabernet Sauvignon Tempranillo 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon e Tempranillo (sem proporções detalhadas) e com passagem de aproximadamente 6 meses em barricas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam presentes também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem frescos, algo de especiarias, baunilha e algo de tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho espanhol, num corte não muito usual com a Cabernet Sauvignon, e que foi um belo escudeiro para uma pizza em família. Valeu a prova, eu recomendo!

Até o próximo!

Wednesday, April 27, 2016

Santa Helena 100+ Parras Viejas Cabernet Sauvignon 2012

A Santa Elena, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1942 e adquirida pela VSPT Wine Group em 1994. Hoje é uma das maiores vinhas no Vale de Colchágua, com um total de 334 hectares plantados. Ela também tem contratos de longo prazo nas melhores vales vinho chileno: Maipo, Elqui, Casablanca, Leyda, Cachapoal, Curicó e Maule. A Santa Helena faz parte do Wine Group VSPT com 9 outras vinícolas: San Pedro, Tarapaca, Leyda, Santa Helena, Misiones de Rengo, Vinamar e Casa Rivas no Chile, La Celia e Tamari na Argentina. Adquirida pela CCU -a maior companhia de bebidas no Chile, em parceria com a Heineken NV, a Santa Helena representa 10% do volume de negócios do grupo e conta com o apoio e estabilidade que lhe permitem competir em um mundo globalizado.


Sobre o Santa Helena 100+ Parras Viejas Cabernet Sauvignon 2012, poderíamos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon do Vale do Colchágua (Zona Andes) e passou em barris de carvalho francês de primeiro e segundo uso por 14 meses para afinamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas médias, ligeiramente mais lentas e coloridas também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias, baunilha, mentolado e um fundo balsâmico. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, taninos macios e domados além de uma bela acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e harmonioso.

Um belo vinho chileno, de conjunto elegante e harmonioso, um belo representante da uva Cabernet Sauvignon em terras chilenas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, April 26, 2016

Fuligni Rosso di Montalcino Ginestreto 2010

O Fuligni Estate, produtor do vinho de hoje, se espalha por cerca de cem hectares totalmente cultivadas de terra em uma faixa quase contínua no lado leste de Montalcino, onde, historicamente, a produção mais autêntica de Brunello emergiu. As vinhas, que se estendem por mais de dez hectares, estão localizadas principalmente em Cottimelli, com altitudes que variam de 380 a 450 metros acima do nível do mar. As caves estão localizados em Cottimelli (cerca de três quilômetros de Montalcino na direção de Siena) em uma residência original do século 18, que já fora uma vez a residência dos Grão Duques da família Médice. Degustações de vinho também são realizadas em tais instalações, em quartos recentemente restaurados que usaram para acomodar um pequeno mosteiro de monges no século 16. Os Viscondes de Fuligni (título de nobreza da época), eram uma família veneziana que mudou para a Inglaterra no século 14, capitaneando uma tropa de mercenários a serviço do rei Edward III. Com a sucessão de Absburg- Lorraine ao Grão-Ducado, Luigi Fuligni foi transferido para a Toscana como general da nova soberania e, por volta de 1770, recebeu uma extensa concessão de terras em Maremma. A tarefa de Luigi Fuligni era fazer acontecer a recuperação das terras, desejo do monarca da época. Foi assim que Giovanni Maria Fuligni estabeleceu-se em Montalcino, no início de 1900 e começou a produzir vinho, assim como sua família havia feito anteriormente, predominantemente na área em torno Scansano em Maremma.


Sobre o Fuligni Rosso di Montalcino Ginestreto 2010 podemos acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Sangiovese e que tem passagem de 6 meses por barricas francesas de carvalho. A curiosidade fica por conta de como o vinho recebe seu nome, a partir de pequenos arbustos emaranhados e floridos chamados Ginestra, comuns na região onde as vinhas se encontram. Vamos ao que interessa?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com halo granada, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e em pouca quantidade também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, flores, toques terrosos e de alcaçuz.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos marcados mas de boa qualidade e muito frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho italiano degustado por aqui, os Rossos muitas vezes me encantam por lembrarem muito de seus irmãos mais velhos, os Brunellos, mas por possuírem preços bem mais em conta. O vinho está em seu auge, creio que não irá evoluir mais e se você tiver algum ai na sua adega, recomendo que abra e aproveite. Eu recomendo.

Até a próxima!

Wednesday, April 20, 2016

Divulgação: 4 º Malbec World Day - São Paulo

Em todo o mundo, abril é o mês do Malbec. E novamente, a Wines of Argentina, entidade responsável pelo posicionamento do vinho argentino no mundo, celebrará, junto ao Ministério de Relações Exteriores e Culto da Nação e à Corporação Vitivinícola Argentina, o Malbec World Day!


Durante o mês de abril, mais de 70 cidades de 54 países do mundo - de Nova York a Hong Kong - fazem grandes festas para degustação de vinhos argentinos desta uva. E São Paulo não poderia ficar de fora dessa! A cada edição, um tema serve de inspiração para a elaboração das comemorações. Em 2015, a magia do cinema foi premiada, e 2016 traz a contemporânea gastronomia de rua como temática para o grande dia. São Paulo tem sua quarta versão do Malbec World Day, que será realizada exclusivamente no dia 28 de Abril em um espaço inédito: o Vila Butantan, espaço de convivência para compras, lazer e gastronomia.

Estarão disponíveis rótulos consagrados de mais de 20 produtores, além de seus lançamentos, para brindar esse evento anual e concorrido, o Malbec World Day. O público, altamente selecionado, entre imprensa, gourmets, fãs de vinho e curiosos, o evento contará com food trucks que venderão 4 estilos diferentes de comidas para harmonizar com os diversos estilos de vinho que cada vinícola oferecerá. Cada stand oferecerá 4 categorias de vinhos: Malbecs Jovens, Malbecs Concentrados, Blends de Malbecs, e uma alternativa de brancos, rosados e/ou espumantes. O público terá a possibilidade de participar de bate-papos de 20 minutos de duração, nos quais obterão conselhos práticos e recomendações para harmonizar o Malbec com as propostas gastronômicas dos food trucks no evento.

Uma seleção de food trucks participa do evento com sugestões que vão do burger até criações das cozinhas de várias nacionalidades. Algumas em extrema harmonia com os Malbec! Além disso, DJs de lounge music e atrações performáticas dão um charme extra para a nossa noite gourmet.

Data: Dia 28 de abril / das 18h às 23h

Local: Rua Lemos Monteiro, 170

O ingresso custa R$ 150,00, é individual e dá direito à livre degustação dos vinhos. O valor de R$ 40,00 será revertido em fichas para consumo nos food trucks e entregues ao público na entrada do evento.

Tuesday, April 19, 2016

Speciale Gran Reserva Chardonnay 2014: Brasil na taça!

O vinho é produzido pela LPG Wines, que fruto do amor pelo vinho, foi fundada por três amigos, um renomado enólogo português e dois brasileiros, outro Enólogo e um Engenheiro Agrônomo. O trabalho iniciou em 2008, com a implantação do projeto de Agricultura de Precisão e Segmentação de Colheita com alguns produtores parceiros na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O projeto de produção utiliza o mesmo sistema adotado em mais de 15 países do velho mundo, tendo como foco a melhoria da qualidade da uva para a produção de um bom vinho. São produções únicas e exclusivas com a baixa tiragem por hectare.


Sobre o Speciale Gran Reserva Chardonnay 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Chardonnay e passa por envelhecimento de 6 meses em barricas de carvalho francês 100% novos com fundo de acácia. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado com reflexos prateados, com muito brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais como pêssego e abacaxi em calda, mel com própolis e algo de empireumático, lembrando plástico, o que me causou certa estranheza, mas está registrado.

Na boca o vinho era untuoso e com boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.


Para acompanhar, fizemos um belo risoto de lulas e camarões com crispies de alho poró e queijo pecorino. A harmonização foi excelente e ambos cresceram em sabor, quando se encontraram no paladar. Mais um belo caldo nacional, o que só demonstra que os vinhos nacionais tem crescido cada vez mais em qualidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!