terça-feira, 26 de abril de 2016

Fuligni Rosso di Montalcino Ginestreto 2010

O Fuligni Estate, produtor do vinho de hoje, se espalha por cerca de cem hectares totalmente cultivadas de terra em uma faixa quase contínua no lado leste de Montalcino, onde, historicamente, a produção mais autêntica de Brunello emergiu. As vinhas, que se estendem por mais de dez hectares, estão localizadas principalmente em Cottimelli, com altitudes que variam de 380 a 450 metros acima do nível do mar. As caves estão localizados em Cottimelli (cerca de três quilômetros de Montalcino na direção de Siena) em uma residência original do século 18, que já fora uma vez a residência dos Grão Duques da família Médice. Degustações de vinho também são realizadas em tais instalações, em quartos recentemente restaurados que usaram para acomodar um pequeno mosteiro de monges no século 16. Os Viscondes de Fuligni (título de nobreza da época), eram uma família veneziana que mudou para a Inglaterra no século 14, capitaneando uma tropa de mercenários a serviço do rei Edward III. Com a sucessão de Absburg- Lorraine ao Grão-Ducado, Luigi Fuligni foi transferido para a Toscana como general da nova soberania e, por volta de 1770, recebeu uma extensa concessão de terras em Maremma. A tarefa de Luigi Fuligni era fazer acontecer a recuperação das terras, desejo do monarca da época. Foi assim que Giovanni Maria Fuligni estabeleceu-se em Montalcino, no início de 1900 e começou a produzir vinho, assim como sua família havia feito anteriormente, predominantemente na área em torno Scansano em Maremma.


Sobre o Fuligni Rosso di Montalcino Ginestreto 2010 podemos acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Sangiovese e que tem passagem de 6 meses por barricas francesas de carvalho. A curiosidade fica por conta de como o vinho recebe seu nome, a partir de pequenos arbustos emaranhados e floridos chamados Ginestra, comuns na região onde as vinhas se encontram. Vamos ao que interessa?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com halo granada, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e em pouca quantidade também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, flores, toques terrosos e de alcaçuz.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos marcados mas de boa qualidade e muito frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho italiano degustado por aqui, os Rossos muitas vezes me encantam por lembrarem muito de seus irmãos mais velhos, os Brunellos, mas por possuírem preços bem mais em conta. O vinho está em seu auge, creio que não irá evoluir mais e se você tiver algum ai na sua adega, recomendo que abra e aproveite. Eu recomendo.

Até a próxima!

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