Wednesday, August 31, 2016

Terre Di Mare Belforte 2012

A produção de vinho, primeiramente na Liguria e, em seguida, na Toscana, é o tema que envolveu a família Arrigoni há quatro gerações. Pietraserena nasceu em meados dos anos 60 a partir de uma antiga propriedade. Hoje parte da Arrigoni Wine Family com seus quarenta hectares arrendados e agrupados em torno das torres de San Gimignano, é uma empresa produtora de vinhos que são certeza de qualidade. Hoje, Pietraserena é sem dúvida uma das mais belas propriedades vinícolas nas colinas de Chianti, uma vez que goza de uma das melhores localizações e um negócio boutique que é um ponto de referência na área.


Sobre o Terre Di Mare Belforte 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend das uvas Sangiovese, Pollera e Merlot (70% da primeira) de vinhas com idades médias de 30 anos e que não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, toques balsâmicos e terrosos.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, muito frescor e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho italiano para aquele almoço de domingo com uma boa massa, mas que deve ir bem com carnes vermelhas também. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, August 30, 2016

Alma Tierra Cabernet Franc 2013

Dia de churrasco é sempre uma boa oportunidade de tomar alguns vinhos com as pessoas que gostamos não é mesmo? Eu sempre fico muito contente com essas oportunidades pois além de tirar alguns vinhos interessantes da adega, aproveito para apresentar vinhos diferentes para pessoas que não estão assim tão acostumados com tais vinhos. E foi assim que o Alma Tierra Cabernet Franc 2013 saiu da adega e foi pra mesa.


O vinho é produzido pela Villaseñor Wines, produtor chileno que se encontra localizado no Valle Central e cuja história começa com a vinda da família que empresta seu nome a vinícola da Espanha para a VIII Região de Conepción, no Chile, onde se assentaram e começaram a produção de vinhos ditos caseiros a época. Dada a paixão com que a família produzia seus vinhos, não tardou a surgir a Villaseñor Vineyards, com as novas gerações da família e a busca por novas terras para a produção de vinhos da mais alta qualidade. A diversidade no cultivo de cepas é uma característica marcante da vinícola, no momento são 20 variedades, espalhadas por 135 hectares plantados em diferentes vales do Chile. A adega principal da vinícola foi construída para produzir vinhos em harmonia com o ambiente natural e mínima intervenção humana. A adega tem capacidade para produzir cerca de 870 mil litros de vinho em quatro níveis subterrâneos. Toda movimentação do vinho é feita de maneira gravitacional, evitando assim o uso de bombas e outros equipamentos.

Já sobre o Alma Tierra Cabernet Franc 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Cabernet Franc de vinhas oriundas do Vale Central do Chile. Não consegui maiores informações mas a princípio o vinho não passa por madeira. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e boa limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuras, mentolado e algo de baunilha.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia e que serviu muito bem ao propósito: curtir um bom churrasco com a família e amigos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, August 29, 2016

Honoro Vera Garnacha 2014

A Vinícola Ateca, produtora do vinho de hoje, fundada em 2005, é o projeto da família Gil na Denominação de Origem Calatayud, situada no município de Ateca (em Zaragoza), 14 quilômetros longe da cidade que dá nome a essa DO, na Espanha. Os vinhos da Vinícola Ateca são o resultado de um trabalho detalhado sobre a seleção da uva, com critérios exaustivos de qualidade analíticos e organolépticos, vindo de uma colheita feita no momento preciso de amadurecimento. O enólogo australiano Michael Kyberd é o diretor técnico. As vinhas, plantadas em solos à base de ardósia nos locais de maior altitude da área, consistem em pequenas parcelas de vinhas velhas de uvas Grenache (algumas delas datadas do início do século 20) e são colocadas em torno das encostas das montanhas Ateca e as cidades limítrofes.


Sobre o Honoro Vera Garnacha 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% a partir de uvas provenientes principalmente de vinhas velhas com baixos rendimentos, localizadas no alto das encostas, 700-1000 metros acima do nível do mar. Passam por um curto período de 2 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias, alcaçuz, notas terrosas e muita mineralidade.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final é longo e saboroso. 

Provei este vinho no 2o Festival Morana em Cotia e dentre muitas caras conhecidas, este foi um vinho surpreendente e diferente. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, August 26, 2016

Casa Ermelinda Freitas Pinot Noir Reserva 2013

A Casa Ermelinda Freitas, iniciada em 1920 por Deonilde Freitas em Palmela, Portugal, continuada por Germana Freitas e mais tarde por Ermelinda Freitas, sempre dedicou especial atenção ao vinho. Pelo desaparecimento precoce do seu marido, Manuel João de Freitas, Ermelinda deu continuidade à empresa com colaboração da sua filha única, Leonor, que embora com formação fora da área vitivinícola, tomou a liderança da empresa reforçando assim a presença feminina na sua gestão. Desde a primeira geração que esta casa aposta na qualidade das vinhas e dos vinhos, que inicialmente eram produzidos e vendidos a granel sem marca própria. Foi com a atual gestão que se deu a grande mudança de se criar marcas próprias. Assim, em 1997, iniciou-se um novo ciclo com o “Terras do Pó” tinto, primeiro vinho produzido e engarrafado da Casa Ermelinda Freitas.


Sobre o Casa Ermelinda Freitas Pinot Noir Reserva 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Pnot Noir de vinhas situadas em Fernando Pó, zona privilegiada de Palmela. Passa por estágio de 12 meses em meias pipas de carvalho americano e francês. O vinho é engarrafado como Regional Península de Setúbal Reserva. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração rubi de média intensidade com algum halo granada. Lágrimas finas, em pouca quantidade e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, terrosos, tabaco e algo de baunilha. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, excelente acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo.

Um bom vinho português, diferente do usual e com uma casta pouco utilizada em vinhos de lá. É mais encorpado do que costumeiramente encontramos em vinhos desta casta mas tem alguma tipicidade olfativa e gustativa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, August 24, 2016

Susana Balbo e seus belíssimos vinhos

Ainda repassando os eventos passados que participei nestes últimos tempos, hoje venho falar de um evento que ocorreu no mês de julho passado e que também trouxe muita coisa boa, nova e também repaginadas. Estou falando de um um encontro com a Susana Balbo, que esteve em São Paulo e conduziu uma degustação com rótulos novíssimos de sua vinícola, além de seus já consagrados vinhos premium. Além disso, mostrou que o vinho não precisa ter essa cara sisuda com o qual é normalmente apresentado. Susana Balbo é a primeira enóloga mulher da Argentina e recebeu inúmeros prêmios devido à qualidade internacional de seus vinhos. Deste evento, trago alguns destaques nas linhas abaixo.


O primeiro destaque é a renovação dos rótulos e de toda comunicação visual da linha Crios, linha de entrada da Susana Balbo que definitivamente é a mais conhecida no nosso mercado brasileiro. Os vinhos desta linha são conhecidos por seu estilo frutado característico, descomplicado e para o dia a dia. Agora os rótulos da linha passam a ostentar um visual mais "vintage-moderno" buscando uma maior conexão com um público mais jovem e "descolado". O símbolo da linha Crios, a famosa mão espalmada, foi mantido, porém numa dimensão menor e ao lado de outras informações valiosas para "novatos" no mundo do vinho tais como breve descrição do vinho, notas de degustação e dicas de harmonização. Além disso, a vasta gama de uvas e blends faz com que o consumidor consiga descobrir características típicas de cada casta além de se aventurar em vinhos que transmitem certa segurança e excelente custo benefício. Dentre os destaques, um Torrontés fresco e bem com a cara do calor característico do nosso país e um Malbec distinto, menos opulento e potente, buscando muito frescor e a facilidade de se beber. Vale ressaltar que a entrada da nova geração da família de Susana, mais especificamente sua filha Ana Lucía Lovaglio, tem muita responsabilidade também nestas mudanças.


Em segundo lugar, gostaria de destacar também um lançamento feito na época do evento, que é o Susana Balbo Signature Rosé, ainda não disponível no mercado (tinha uma previsão de chegada de até 90 dias) mas que se mostrou um vinho delicioso e também com cara de Brasil. Um blend de Malbec e Pinot Noir com muito frescor, bom corpo e estrutura, muita fruta vermelha e cítrica, toques florais e minerais, daqueles vinhos que lembram uma boa piscina com amigos e familiares ou até um encontro com uma pessoa especial, por que não? O problema? O preço um pouco salgado que poderá afastar o público: será comercializado por cerca de 190 reais. De qualquer maneira vale conhecer, eu que não sou fã de rosés achei este vinho incrível.


Falando agora da linha considerada super premium, o destaque fica por conta do vinhaço BenMarco Expressivo, um blend das uvas Malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon do terroir de Gualtallary, com estagio de 14 meses em barricas de primeiro uso. Um vinho que trás aromas de frutos escuros e vermelhos, chocolate, especiarias e que é opulento, suculento com taninos macios e redondinhos. Não é exatamente um lançamento, mas vale sempre provar este vinho. Eu o interpretei como o melhor da noite, mais pronto para o consumo mas que mesmo assim me parece ter ainda uma boa estimativa de guarda.


Por fim não poderia deixar de fora o vinho ultra premium e top do finíssimo Nosotros Francis, um belo blend das uvas Malbec, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat oriundas do Vale do Uco com estágio de 15 meses em barricas de carvalho francesas de primeiro uso. Como resultado um vinhaço suculento, opulento, encorpado mas extremamente macio e saboroso, trazendo muita fruta vermelha e escura madura, especiarias, alcaçuz, baunilha e toques florais. Muita complexidade também é seu carro chefe. Como todo vinho top, seu preço é salgado mas vale para uma ocasião mais especial. Eu recomendo muitíssimo a prova, ao menos uma vez deste vinhão.

Vale lembrar que os vinhos da Susana Balbo são trazidos ao Brasil pela Cantu Importadora, que foi a organizadora deste belíssimo evento.Um evento ousado, descomplicado e que mostra como estamos atrasados em relação ao consumo de vinhos no Brasil. De qualquer maneira, precisamos de mais incentivos como estes. 

Até o próximo!