quarta-feira, 31 de março de 2010

Tudo por uma segunda chance na vida

Sei que o post de hoje irá soar um tanto quanto fútil para muitos e até certo ponto vou ouvir dizer que fui manipulado pela mídia, que cai no conto do vigário e assim por diante, mas como é um sentimento que tive dentro de mim e que foi crescendo ao longo de um determinado período resolvi que deveria escrever sobre, sejam quais forem as reações, afinal é pra isso que mantemos um blog, quase como um diário não é mesmo? Se é realidade nós nunca saberemos a verdade, mas que tem muitas linhas que se cruzam com a vida em geral isso tem.

Pois bem, confesso que nunca fui grande fã do Big Brother Brasil (porém sempre fui fã do gênero reality show, desde os tempos em que apostaram em Ilha da Sedução, Casa dos Artistas e por ai vai), mas nesta edição, assim como para muita gente, um "personagem" me chamou a atenção, Marcelo Dourado. Sim digo um personagem pois apesar de não existir um roteiro (o que ainda gera muita controvérsia e teorias da conspiração) o programa é mais um show do que a realidade (conforme eu pautei na dúvida colocada no parágrafo anterior), passando pela maneira como é criado o confinamento, os grupos de "semelhantes", a divisão entre "pobres e ricos" e assim por diante não deixa de direcionar as atitudes e o andamento do "jogo".

Como todos já sabem, Dourado já fora um participante do reality em edições passadas e teve a chance de retornar agora nesta edição. Ciente de como fora rejeitado durante e após sua participação até a fatídica edição a qual foi excluído em um dos famosos paredões, Dourado entendeu bem o que siginificava aquela segunda chance que lhe havia sido dada e retornou ao confinamento pelas mãos de Joseane, outra ex-participante do programa escalada para o BBB 10, que tinha que escolher entre o lutador e o ex-BBB Rafael. Mais maduro e muito mais esperto, afinal praticamente seis anos o separaram da edição anterior, Dourado conseguiu ditar o ritmo do programa e impor sua maneira de observar as coisas. De qualquer maneira além de ter contado com a sorte soube dosar o quanto deveria colocar sua visão de mundo e realidade e quando deveria jogar conforme a música. E parece ter funcionado, o tornando vencedor desta edição do reality.

Mas o que isso tem de importante? Na verdade, tracei um paralelo,apoiado no excelente texto lido pelo apresentador Pedro Bial de quem sou fã confesso, de como a vida em diversas etapas nos dá uma segunda oportunidade de corrigir algo que julgamos errado em nossas vidas e como interpretamos tais chances e como agimos diante desta chance. Normalmente pessoas como eu, de personalidade mais forte e até certo ponto teimosas, nos jogamos de cabeça em tudo que fazemos até percebermos que isto foi um erro e normalmente não temos como mudar o curso das coisas até então. Imaginem se para cada erro, e por que não acerto, de nossa vida nos fosse dada uma segunda chance para mudarmos o que entendemos que precisa ser mudado? Imaginemos ainda se por obra do acaso nos acanhemos e deixássemos de agarrar uma oportunidade por medo ou insegurança do que poderia vir no futuro e depois de anos nos arrependessemos, será que seria nos oferecido uma segunda chance para tal oportunidade?

E se aquele emprego que você sonhava ficou pra trás por uma outra oportunidade que não vingou? E se aquela(e) sua(seu) primeira(o) namorada(o) fosse a pessoa da sua vida? Se a faculdade que você pensava desde criança fosse a que iria lhe realizar ao invés da escolhida por você? Se aquela briga com sua família pudesse ter sido evitada? São tantas as possibilidades em que uma segunda chance  poderia ser bem vinda, não é mesmo? Por isso mesmo que, na maioria das vezes, quando esta oportunidade lhe for apresentada pense bem e agarre-a com unhas e dentes pois a mesma poderá mudar o rumo de sua vida, assim como provavelmente ocorrerá com Marcelo Dourado, vencedor desta edição do BBB. Pensem a respeito.

E que venham os novos reality shows e novas situações e lições para a vida!

terça-feira, 30 de março de 2010

Luto no jornalismo

Esta será uma nota rápida, porém muito triste. É com muito pesar que recebi ontem a notícia de que Armando Nogueira havia falecido em decorrência de um cancer que vinha combatendo desde 2007 se não estou enganado. Confesso que desconhecia em que grau de gravidade se encontrava a doença de Armando. Grande jornalista, sempre imparcial porém apaixonado pelo seu Botafogo querido, dono de grande facilidade em encantar com seus textos, possuia 50 anos de carreia ou mais, tendo participado de diversos aspectos no jornalismo brasileiro, como o Jornal Nacional, em programas de mesa redonda esportiva, fazendo cobertura inclusive das diretas já, diversas Copas do Mundo de futebol e por ai vai. 

Se abrirá um vazio no mundo jornalístico nacional devido a grandeza da perda. Confesso que deixei de acompanhá-lo de um tempo pra cá mas que sempre que li toda sorte de textos que vinha dele, era notável o nível de qualidade que podiamos absorver. Será extremamente difícil que esta lacuna seja preenchida por outro grande nome do jornalismo nacional. Ficará só a saudade.

Descance em paz, Armando Nogueira!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Você está disposto a pagar mais pelo seu vinho?

Se sua resposta ao título do post for não, se prepare, pois é exatamente o que está prestes a acontecer. Com a desculpa no mínimo esfarrapada de proteger a produção de vinhos nacionais, evitar a falsificação, e mantê-los competitivos frente ao vinhos importados o ministro da fazenda Guido Mantega acaba de anunciar a criação do selo fiscal a ser utilizado pelas vinícolas em suas garrafas a partir do mês de maio. E é claro que, com um custo a mais para aprodução, o ônus virá para as vinícolas menores que terão sua produção quase que inviabilizada e para nós consumidores finais, que deveremos pagar mais caro para adiquirir nosso vinho de cada dia.

Apesar de inúmeros apelos contrários, como o do presidente da União das Vinícolas Familiares e de Pequenos Vinicultores (Uvifam), Luis Henrique Zanini, que diz que a medida prejudicará muitas vinícolas pequenas que vivem da agricultura familiar e que não têm condições de preencher o cadastro junto à Receita Federal para a obtenção do selo por problemas burocráticos ou mesmo de jornalistas e especialistas no assunto, a medida irá prevalecer.

É incrível ver o nível de retrocesso que nosso país consegue ter quando o assunto é arrecadação fiscal e falta de tato com o incentivo ao consumo de produtos nacionais. Tomando ainda como exemplo a Argentina, que utilizava selos nos seus vinhos, mas há 7 anos atrás deixou de fazê-lo, por verificar que essa obrigação era mais um ônus das empresas vinícolas, acarretando-lhes custos sem proporcionar o retorno esperado ou ainda a indústria fonográfica e os selos holográficos que não impediram a pirataria e a brusca queda de venda de cds nos últimos ano.

Por que não nos utilizarmos da desoneração fiscal sobre a produção nacional fazendo com que nosso vinho brasileiro se torne mais atraente, acessível e simpático ao consumidor, reduzindo seus impostos e promovendo-o de forma inteligente? Qual o sentido de medida tão inócua, provadamente ineficiente em diversas ocasiões e que viria a favorecer minorias? Sem perceber, a resposta já veio até que em parte inclusa na pergunta. 

Em tom de desabafo, deixo aqui minha forma de protesto. Afinal de contas, só nós mesmos sabemos o quanto é difícil ganharmos nosso dinheirinho e o quanto é difícil o consumo de vinho no Brasil. Que deus nos proteja.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Acabou o casamento?!

Após mais uma partida ruim de Ronaldo Fenômeno e do próprio time do Corínthians parece que a paciência da torcida se esgostou. Ele mesmo reconheceu ao final do jogo que foram erros infantis que ele cometeu na partida e que por causa disto, deveria ser cobrado. Só que torcida do Corínthians também passou dos limites.

Quando o jogador se dirigia para seu veículo no estacionamento da Arena Barueri, foi surpreendido por alguns torcedores que também tiveram acesso a tal estacionamento e passou a ser cobrado e humilhado com palavras fortes em relação a sua forma física, desempenho na temporada e outros. O jogador não aguentou por muito tempo e reagiu fazendo um gesto obsceno com o dedo do meio para os que lá se encontravam. É claro que as fotos do ocorrido já circulam pela internet e um cheiro de crise ronda o Parque São Jorge. O que convenhamos, em ano de Libertadores da América e centenário do clube não combina muito.

Mas a pergunta é: Por que tais torcedores tiveram acesso ao mesmo estacionamento em que os atletas deixaram seus veículos? É evidente que os torcedores podem e devem cobrar os jogadores pelo seu desempenho, mas DENTRO DE CAMPO. O maior protesto seria ainda a falta de incentivo, estádios vazios e assim por diante. Quando esse protesto foge do limite das 4 linhas este perde a razão e ai não tem como defender nem os torcedores nem a reação do jogador.

Resta saber agora qual será a reaçÃo da torcida Corinthiana daqui pra frente, sendo que domingo já teremos clássico diante do São Paulo e depois partidas difiíceis em casa pela fase de grupos da Libertadores. Que São Jorge nos acompanhe.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Feira de Vinhos e Azeites - Vale do Paraíba

Esta vai para o pessoal da terrinha que eu tenho adotado como casa nos últimos 18 meses: São José dos Campos. Apesar de ter nascido e morado minha vida inteira em Sampa capital, desde Outubro de 2008 estou passando a semana inteira em São José dos Campos e aos finais de semana volto para minha casa em Sampa. Mas a questão aqui é outra. Como já discutido algumas vezes aqui no blog, venho desenvolvendo um interesse muito grande em vinhos, degustação e tudo que se tem relacionado a este "universo". Partindo desta premissa, descobri que na próxima semana, mais exatamente nos dias 25, 26 e 27 de março, teremos uma feira sobre o assunto aqui em São José. Algumas informações retiradas diretamente do site do evento:

" Em março o público do Vale do Paraíba poderá conferir o melhor sobre vinhos e azeites na primeira edição da Feira de Vinhos & Azeites do Vale do Paraíba que será realizada de 25 a 27 no Hotel Caesar Business SJC.

O evento contará com a presença de vinícolas nacionais e internacionais, produtores de azeite, importadores, distribuidores e empresas de serviços e acessórios. Além de conferir as novidades, os visitantes terão oportunidade de aprimorar seu conhecimento em palestras e degustações diárias com especialistas como Fabio Miolo (vinícola Miolo), Gustavo Andrade de Paulo (presidente ABS-SP), entre outros.

A ideia de realizar um evento no interior de São Paulo partiu dos proprietários das empresas SDV (Soluções e Desenvolvimento em Vendas, maior distribuidora de vinhos da região) e Festivite Eventos (empresa especializada em assessoria e cerimonial de eventos). “O Vale do Paraíba é um importante mercado consumidor de vinhos e azeites. Cercada por importantes cidades como Campos do Jordão e Cunha, reunindo cerca de 30 mil estabelecimentos na área gastronômica. Alem disso, está estrategicamente localizado atraindo também enófilos do Litoral“, afirma Alex Sandro Rodrigues, diretor da Feira de Vinhos & Azeite do Vale do Paraíba.

As vinícolas brasileiras MioloPizzato já estão confirmadas para a primeira edição da Feira de Vinhos & Azeite do Vale do Paraíba assim como as importadoras Wine BrandsMM VinhosCantu e produtores internacionais como Ventisquero, Susana Balbo, Concha y Toro, Mayu (Chile)Félix Rocha (Portugal), além de empresas de acessórios e adegas como Full-F itB’Block.

venda de vinhos no Brasil teve aumento de 12% em 2009 com consumo per capita de 1,9 litros/ano o que coloca o brasileiro como o segundo maior consumidor da bebida na América Latina. No mercado de azeites o País está em sétimo lugar em importação do produto sendo que 70% vêm de Portugal."

Para maiores informações acessem: www.feiradevinhos.com.br.

Eu com certeza estarei lá. Saúde!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Saldo do São Paulo Restaurant Week - Parte II

Para finalizar o assunto Restaurant week no blog, vou falar um pouco sobre mais um restaurante que eu tive a oportunidade de conhecer tendo em vista a ocasião do evento. Desta vez, o escolhido foi o restaurante Spadachino, localizado naRua Mourato Coelho, na Vila Madalena. Na verdade é mais um restaurante de cozinha italiana, na verdade bolonhesa, e que faz com que eu não negue minha descendencia meio quente da região da bota no mapa mundi.

O restaurante tem por vocação a fabricação de suas próprias massas, de maneira artesanal e com receitas da família dona do restaurante. Outro fator interessante do restaurante diz respeito a sua decoração, rústica em seu interior com mesas muito bem decoradas e detalhe: diversos apetrechos utilizados na prática da esgrima como máscaras, espadas e partes de vestimenta se encontram espalhados pela casa.

Para o evento o cardápio constava de uma entrada composta de Salada de Figos Fritos (folhas e ervas aromáticas variadas, ricota picante, figos frescos fritos, temperada com limão e mel) ou Carpaccio di Salmone (carpaccio de salmão marinado com dill, molho de mostarda) e mais uma vez, como estávamos em duas pessoas, pude provar um pouco de ambos e posso dizer que estavam maravilhosos. Na verdade, este figo frito me surpreendeu de uma forma espetacular, pois tinha uma fina crosta com gergelin que dava um sabor muito especial. Já as opções de prato principal tinhamos Tortelloni di ricota e parmiggiano (massa recheado de ricota e parmesão,com a opção dos molhos: Pomodoro ou Spadaccino ou Creme de parmesão) ou Scaloppine di tacchino al formaggio e burro di tartufo (escalope de peito de peru ao creme de queijo, manteiga tartufada e presunto cru servido com “tagliatelle “). Nem vou comentar mais uma vez que escolhemos cada um prato diferente para podermos provar os diferente sabores. A massa "al dente"não decepcionou e estva muito boa e o conjunto do escalopinho com o presunto cru do tagliatelle formava um poderoso sabor na boca. Para a sobremesa as opções eram torta de maça com sorvete de creme ou um doce chamado torrontino, espécie de torta cremosa no estilo torrone com frutas cristalizadas, ambas muito saborosas que fechariam com chave de ouro a refeição.

Pude observar um pouco o cardápio a la carte do restaurante e percebi que existem preços convidativos e uma extensa carta de vinhos e espumantes, portanto o restaurante pode e deve ser visitado em outras ocasiões que não a do restaurant week. Fica ai a dica aos amantes da cozinha italiana e da alta gastronomia de sampa.

Bom apetite!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Saldo do São Paulo Restaurant Week - Parte I

Bom, conforme eu tinha escrito aqui a alguns poucos post atrás, rolou de 1 a 14 de março o São Paulo Restaurant Week e nesta edição eu tive a oportunidade de conhecer dois restaurantes participantes, e vou falar um pouco de cada um aqui no blog. 

No sábado dia 06 de março eu fui a Speranza Cantina e Pizzaria em Moema que participava pela primeia vez da restaurant week no almoço. Como o próprio nome já denuncia a casa é especialista em comida italiana, e boa especialista nisso. O cardápio do evento na casa, rico em opções da clássica cozinha napolitana com iguarias trazidas ao Brasil pela Família Tarallo na década de 50 contava com uma entrada composta pelas opções de uma fatia do famoso Tortano (o genuíno pão de lingüiça napolitano) ou um prato do antepasto misto da casa (berinjela, abobrinha e pimentões preparados em uma irresistível conserva, receita da família há 3 gerações), acompanhado por uma cesta de pão italiano. Como estávamos em três pessoas, pudemos provar um pouco de cada um deles. Já o prato principal: Penne a Genovese (massa italiana com ragú de carne puxado no vinho com cebolas caramelizadas, receita criada por dona Speranza) ou a consagrada Pizza Margherita (tamanho individual, de 4 pedaços), a mais premiada do país, na qual os Tarallo detém também o pioneirismo. Nesta, não quisemos inovar muito e fomos de pene com ragu de carne. E que massa maravilhosa. A carne estava divina e a mistura do vinho com a cebola caramelizada fizeram com certeza a diferença. E para a a sobremesa uma taça de Tiramissu ou uma fatia de torta de limão onde ambas receitas da família Tarallo, preparadas na própria cantina. Mais uma vez pudemos diversificar e provar um pouco de cada uma delas. E as sobremesas não decepcionaram, mas eu particularmente gostei mais do tiramissu, mistura de creme com café, raspas de chocolate, enfim, divino. Nas bebidas, escolhi um vinho tinto chileno básico cabernet que harmonizou muito bem com os pratos. 

Não olhei muito o cardápio a la carte da casa, mas me parece que os preços não eram tão abusivos e uma visita pode ser marcada para a casa com certeza. Fica ai a dica para apreciadores de boa gastronima italiana, que encontram em Moema que pode ser fácilmente comparável as boas cantinas do Bexiga.A casa está situada na Av. Sabiá, 786 e vale a visita!

Bom apetite!

Guns n'Roses: que show!

Atualmente não andava muito empolgado em gastar os quase tabelados e salgados R$200,00 ou mais em show de artistas que eu curto, mas alguma coisa fez com que eu mudasse de idéia quando soube da visita do Guns ao Brasil para uma turnê. Nem o fato de que da banda original, ou da que fez a maior parte da história do Guns, tenham restado somente o vocalista Axl Rose e o tecladista Dizzy Reed. Talvez esse instinto tenha vindo de relembrar minha infância/juventude com o fato de que o Guns foi a primeira banda que me ajudou a forjar meu gosto musical por rock n'roll. Infância sim, pois quando o Guns veio a primeira vez ao Brasil em 1992, e eu fui ao show, eu tinha apenas 12 anos de idade. A muito tempo também eu não sentia tamanha ansiedade na semana que antecedia o show, e isso eu viria a descobrir o pq. Dito isso, falar sobre o show eu até entendo que seja chover no molhado com tanta mídia especializada cobrindo um evento desta "magnitude" mas deixarei aqui minhas impressões.

Sábado, por volta das 18h eu começo a deixar minha casa e rumar em direção a o estádio Palestra Itália, que em homenagem a vitória Palmeirense face às "balairinas da vila belmiro", não irei me referir como chiqueiro na data de hoje. A chegada foi um pouco tumultuada, o trânsito nos arredores estava bem complicado. Resolvi parar meu carro em um estacionamento um pouco afastado, o que no final não foi uma boa idéia dado o fato da demora do show e o cansaço que se seguiu, mas enfim, não é disso que irei tratar aqui. Rápida pausa para um lanche no Shopping Bourbon e pronto, por volta das 20:30h estava adentrando a pista do estádio já ao som de uma das bandas brasileiras escolhidas para fazer os show de abertura. Ambas fizeram um show a meu ver correto, porém como não conheço muito sobre ambas, que me parece são egressas de programas da MTV, prefiro me abster de comentar.

O relógio marcava pouco mais de 21:40h quando subia ao palco Sebastian Bach, ex-lider do Skid Row, banda comteporânea do Guns n'Roses e que chegou a rivalizar a atenção dos fãs na época auge de ambas. Escolha acertadíssima no final das contas. Misturando antigos hits do Skid Row como "Slave to the Grind", "18 and Life", In a Darkned Room" e "I Remember You" com músicas mais atuais de seu trabalho solo além de covers como "Back in the Saddle" do Aerosmith, Sebastian Bach esbanjou talento e vitalidadee mostrando que manteve um voz extremamente potente com o passar dos anos. Além disso foi extremamente simpático com os fãs e em um português um pouco enrrolado, conversava bastante com o público. Fazendo ainda malabarismos com seu microfone e correndo de uma extremidade a outra do palco, Sebastian extasiava a platéia. Com pouco mais de 1:20h de show, eles se despediram fazendo juras de amor ao Brasil e ao público brasileiro pela recepção pra lá de calorosa.

Foi quando a ansiedade começou a crescer. Após quase 1:30h do show de Sebastian Bach, eis que as luzes se apagam e entre fogos e explosões entra o Gun n'Roses no palco com a música "Chinese Democracy" de seu mais recente album, de mesmo nome. A partir daí o que se viu foi um autêntico show do Guns, com direito a todas extravagâncias do seu líder e vocalista, Axl Rose. Logo no meio da primeira música algum iluminado arremessou um copo no vocalista que ameaçou ir embora e finalizar o show. No entanto, para felicidade geral da nação, este fato só serviu pra esquentar ainda mais o show que estava por vir. Permeando antigos sucessos como "Welcome to the Jungle", "Mr. Brownstone", "You Could be Mine" entre muitos outros com músicas do disco mais atual Axl mostrou que apesar da idade e da forma física não tão atual, ainda conseguia imendar alguns agudos rasgados característicos e levar ao delírio os pouco mais de 38 mil fãs presentes no Palestra Itália. A constante troca de figurinos, outra característica marcante do vocalista, esteve presente. Só que Axl parece ter ficado melhor com o tempo e idade. Mais simpático, trocava sorrisos e uma grande interatividade com o público quando recolhia faixas, flores e presentes arremessados pelos fãs ao palco. Uma faixa em especial arrancou algumas gargalhados do músico, faixa esta que dizia algo como: "Não se preocupe mamãe, Axl está tomando conta de nós". Os hits de sucediam e a galera ia ao delírio. Além disso, a competência dos músicos que acompanham a nova formação do Guns é de se tirar o chapéu. Um dos pontos altos foi o solo de Dizzy Reed no piano e depois quando no mesmo piano Axl toca e canta magistralmente "November Rain". Parafraseando Adriano Farias do site whiplash, “Nightrain”, “Patience” e “Paradise City” fecharam o show do rock star que é ao mesmo tempo ícone, herói e anti-herói, furioso e provocador. Axl Rose é, ou pelo menos foi, a tradução mais leal de tudo que o rock já representou.

Um show pra ficar na memória...para criar o saudosismo do qual fui tomado neste final de semana, e melhor, para mostrar que envelhecer nem sempre é tão ruim quanto parece. E que venham outros mais!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Começa a Fórmula 1

Depois de muitas mudanças em suas regras (não existe mais abastecimento, pontuação de 25 pontos ao primeiro colocado e se extendendo até o décimo colocado, pneus diferentes, etc.) e novas equipes confirmadas para a temporada, teremos início à que promete ser uma das mais emocionantes temporadas da fórmula 1, com direito ainda a participação de 4 campeões mundiais e a volta de Michael Schumacher. Com tantas mudanças na categoria, assim como já haviam existido grandes diferenças entre as temporadas 2008 e 2009, podemos até sonhar mais uma vez com uma novata aparecendo para brigar de igual para igual com as já consagradas Ferrari, Renault, Willians e McLaren assim como foi com a Brawn GP em 2009.

E não é que 2010 já começou com surpresas? No primeiro treino livre para o GP do Bahrein, tivemos na frente o alemão Adrian Sutil, da Force India, como o mais rápido na primeira sessão de treinos , na madrugada desta sexta-feira. Além disso, alguns brasileiros como Felipe Massa e Rubinho além de Michael Schumacher, foram superados por seus companheiros de equipe neste primeiro treino, o que mostra que a temporada será difícil para os veteranos da categoria e brasucas em geral. Bruno Senna só deu uma volta de reconhecimento do traçado, e com um carro que nem testou durante o período permitido, correrá no escuro pelo menos neste primeiro GP do ano.

O treino oficial que definirá o grid de largada está marcado para as 8h deste sábado, pelo horário de Brasília. Quais são as suas espectativas? É ver e torcer!

quinta-feira, 11 de março de 2010

E agora Dunga?!

É, a vida do treinador da seleção brasileira não deve ser nada fácil. A pouco mais de 90 dias para o início da copa seguidas crises com jogadores brasileiros pelo mundo devem estar a essas horas esquentando a cabeça do treinador. 

Apesar de lançar aos 4 cantos que já tem praticamente 90% do grupo fechado, vimos nos últimos dias dois jogadores da seledunga serem amplamente questionados, seja por sua atitude dentro de campo ou por atos fora dele. São os casos de Kaká e Adriano. 

Sobre Adriano já falei um pouco no blog, mas vale relembrar que o jogador mais uma vez se envolveu em boataria relativa a briga com a namorada/noiva e seu vício no álcool. Além disso, suas constantes faltas, ou liberação como queiram, dos treinos do Flamengo não mostram lá um jogador muito comprometido com a forma física e preparo para enfrentar uma competição de tiro curto porém de muito alto nível como a copa do mundo. Afinal, não foi esse o recado dado pelo treinador para os jogadores que pensam em fazer parte do seu grupo?

Por outro lado Kaká vem sendo constantemente questionado no Real Madrid, ainda mais após a eliminação do time catalão da Liga dos Campeões da Europa. Além disso a boataria envolvendo a sua pubalgia só se fez crescer após mais uma atuação apagada. Afinal, quem não tem na memória no momentos aúreos de Milan quando Kaká partia naquelas arrancadas do meio campo em direção ao gol adversário e demonstrava um grande vigor físico? Hoje é somente a sombra de um jogador sem mobilidade e de pouca ou nenhuma liderança em campo.

A luz de alerta foi ligada, agora vamos ver quais serão as atitudes que virão com Dunga e a lista final de convocação para a Copa. Ao menos para Adriano, temos diversas opções a altura, seja no futebol brasileiro, seja na Europa, mas e Kaká? Ao que me parece Dunga não abrirá mão do jogador, mesmo que nesta péssima fase e machucado.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Alcoolismo e futebol combinam?

Não é mais novidade para ninguém que Adriano, centro avante do Flamengo, tem problemas sérios de depressão e alcoolismo. Porém sua volta ao futebol brasileiro, que anda bem fraco é verdade (salvo exceções), fez com que isso fosse mascarado perante suas aparentes boas atuações e gols frequentes. Até ontem.

Em uma entrevista  do vice presidente do Flamengo ao apresentador Milton Neves neste domingo, tudo foi escancarado de novo. Depois de uma briga em um baile funk com sua noiva, Adriano voltou a faltar a treinos do Flamengo e se entregar a bebida, tanto que não está relacionado nem para a partida do rubro negro pela libertadores em Caracas. Dizem por ai que está refugiado em uma mansão em Búzios no momento.

Outro jogador que teve sua queda de rendimento relacionado ao consumo excessivo de álcool foi Ronaldinho Gaúcho, que passou um ou dois anos encostado no Barcelona, envolto em "baladas", mulheres, e muita, mas muita bebida. Espalhavam-se boatos pela internet de que ele mal conseguia ficar de pé em alguns treinamentos, e por isso não rendia o mínimo esperado dele.

Mas a questão é muito maior e diz respeito a estrutura (falta de estrutura na verdade) que estes jovens tem no início de suas carreiras e ao longo das mesmas. Acompanhamento psicológico quando existe, está restrito a poucos grandes clubes no Brasil e basicamente está ligado ao departamento profissional dos clubes, sendo que a base fica muitas vezes a mercê de treinadores despreparados.Outro problema recorrente é o assédio sexual que muitos jovens das categorias de base de alguns times brasileiros sofrem quando ainda crianças/adolescentes e que acarreta uma marca muito grande em sua formação e carácter. E olha que só estamos falando de times conhecidos do futebol brasileiro e mundial, mas o que não deve acontecer nos pequenos clubes espalhados principalmente por esta imensidão chamada Brasil?

Mesmo diante destes fatos não podemos justificar o erro de tais jogadores que se dizem profissionais e ganham rios de dinheiro para fazer aquilo que mais gostam e que tem prazer: jogar futebol. Estes atletas ficam nos hotéis mais caros, treinam uma ou no máximo duas vezes ao dia, tem os melhores profissionais da saúde a seu dispor entre outros mimos.

Fica ai aberto o canal de comentários do blog para a discussão sobre o assunto, sua opinião é sempre bem vinda. Que atitude devem o Flamengo e a Seleção Brasileira tomar diante do que vem acontecendo com o jogador Adriano? Escrevam!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Produtores de vinho chileno somam prejuízos após terremoto

A tragédia ocorrida no Chile com os seguidos terremotos que o país vem enfrentando vai deixar diversos prejuízos para toda a população chilena, sejam eles de infra estrutura, de perda de familiares, enfim, em diversos campos da vida do povo. E eu, como apreciador de vinho, já vinha pensando sobre qual seria o impacto dos acontecimentos sobre a produção vinícola do país (maior exportador para o Brasil por exemplo) e me deparei com a matéria a seguir, o qual respondia parte de minha dúvida e portanto resolvi compartilhar com vocês, caso ainda não tenham tido a oportunidade de ler. A matéria foi retirada do site UOL Notícias. 

O caminho entre Santiago e o litoral chileno, atingido por um tsunami no último sábado, oferece a paisagem dos tranquilos vinhedos do Cajón Del Maipu, vale que beira o rio de mesmo nome e abriga a mais tradicional região de produção do produto símbolo do país: o vinho.

Vendo as plantas carregadas de cachos mal dá para acreditar que 12,5% da produção da bebida se perdeu. Na localidade de Colchagua, os agricultores afirmaram à TV chilena que os canais da região estavam mais espessos e com cor rosada na manhã de sábado, horas depois do terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu o centro-sul do país.

“Parece mais uma obra de arte para expor em Nova York ou Paris”, ironizou o francês Dauré Bernard, olhando a massa retorcida que viraram os reservatórios metálicos onde era processado o líquido em sua Viña Lãs Niñas.

As regiões mais atingidas pelo terremoto são responsáveis por 70% dos vinhos chilenos, e a indústria vinícola estima prejuízos da ordem de US$ 250 milhões, com barricas e cubas destruídas, além de estoques em garrafa tombados dentro das adegas.

Segundo o jornal “La Tercera”, uma mancha roxa com perfume de cabernet sauvignon e carmenere corria da indústria em direção ao campo na vinícola Sutil. “Para piorar, temos que fazer a vindima, mas não temos onde colocar as uvas, afinal, está tudo quebrado”, afirmou o enólogo da empresa, Maurício Polanco.
A festa da colheita que estava programada para Santa Cruz foi suspensa, e os giros turísticos pela rota do vinho só teve retornar em abril. “Muitos estrangeiros seguem ligando para saber dos ‘tours’, mas antes de abril parece impossível fazê-los”, disse Claudio Guevara, operador dos passeios.

A empresa Concha y Toro, a mais conhecida internacionalmente, suspendeu sua produção e disse que 11 fábricas foram atingidas. Já a Santa Rita anunciou perda de vinho a granel. Além da indústria vinícola, a parte mais afetada na economia chilena foi a indústria pesqueira, que calcula a perda de 25% de sua produção, além das centenas de avarias em barcos, atracadouros e estaleiros.