sexta-feira, 1 de abril de 2011

Blood into Wine

Descobri este documentário recentemente e embuido de muita curiosidade consegui assisti-lo ontem. Posso dizer que o filme é muito bom e além do que instiga muito a quem é apaixonado por vinhos e por música, a sempre querer mais. Além disso, rolou uma “química” comigo e com o filme pois desde que comecei a me interessar por vinhos, estudar e me aprofundar no assunto, vez em sempre bate uma vontade louca de trabalhar com isto. E este documentário fala sobre isso também. Vamos as impressões.

Em linhas gerais o documentário mostra as mudanças paulatinas na vida de Maynard James Keenan, músico vocalista de bandas de rock que começa a dividir seu tempo entre gravações, turnês e concertos e a fabricação de vinhos no estado do Arizona, nos EUA. Além disso o filme retrata todas as dificuldades que o mesmo enfrenta quando toma esta decisão e a curva de aprendizado de Maynard ao longo dos anos até a primeira produção comercial de seus vinhos.

Mas o documentário esconde outras camadas: o preconceito da população em geral com o consumo de vinhos (visto através do programa televisivo em que Maynard é entrevitado durante o documentário), a maneira como críticos e enófilos tratam a bebida, todo o ritual envolto no consumo de vinhos, falta de incentivo para o cultivo e produção da bebida em determinados locais, as pontuações e as alterações no valor agregado ao vinho que estes “números” trazem, etc.

Primeiramente Maynard busca terras no deserto do Arizona para cultivar suas uvas viníferas, o que por si só já soaria como loucura. Depois, sem qualquer conhecimento de viticultura, busca se associar a um cara, a quem ele chamar de mentor, que com seu conhecimento e experiência prévia com cultivo de frutas e viticultura, dá suporte a empreitada de Maynard. Some a isso a mudança de rockstar para viticultor na vida de Maynard, que faz com que ele sofra preconceitos com relação a isso. Por fim, a falta de incentivos do governo local até que o empreendimento progrida são mostrados ao longo do documentário.

Mas muito além de tudo descrito acima, o documentário quer é mostrar a paixão de uma pessoa pelo vinho, suas nuance e processos, toda a cultura e conhecimento envolvido no processo produtivo e a crença de que a uva é um fruto diferenciado e que depois da fermentação, sua complexidade não pode ser facilmente explicada. E quais são as dificuldades e consequências de levar para a frente este sonho. Vale a pena ver.

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