domingo, 17 de abril de 2011

Collines de Granit Gewurztraminer

Aproveitando um final de semana extremamente quente em sampa, mesmo fora de época, aproveitei pra experimentar um vinho branco que estava em minha adega. Desta vez o escolhido foi um exemplar alsaciano, feito 100% com uva gewurztraminer.

A Alsácia talvez seja, juntamente com Chablis (na Borgonha), uma das mais conhecidas áreas de produção de vinhos brancos do mundo. O fato curioso sobre a região é que a mesma foi alvo de intensas disputas entre França e Alemanha por seu domínio e talvez até hoje os habitantes da região ainda não tenham muita certeza de qual lado eles pertençam. É possível notar a influência alemã, por exemplo, no formato das garrafas, nas variedades de uvas plantadas e nos sobrenomes locais. A produção de vinhos da Alsácia se diferencia da produção das outras regiões da França pois os vinhos são, na grande maioria varietais, e tem o nome da viariedade das uvas utilizadas no rótulo, como o exemplo deste que é Gewurztraminer.

Falando um pouco mais sobre o produtor, o fato curioso é que desde 2001 o Domaine Frey se utiliza de técnicas biodinâmicas em seus vinhedos/vinhos, tendo especial cuidado com o solo e o cultivo das uvas com pouca ou nenhuma interferência humana e muito menos de produtos químicos em geral. Além disso, fatores como a luz, temperatura e outros são levados em conta em cada etapa do processo de plantio, colheita, produção do vinho e assim por diante. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma linda coloração amarelo dourado bem claro, límpida e muito brilhante. Lágrimas bem viscosas, lentas e grande quantidade.

No nariz o vinho se mostrou exuberante. Abriu com um aroma floral muito intenso, seguido por frutas como lichia e manga. Para finalizar, aromas de mel com própolis, aqueles iguais aos dos sprays que utilizamos para tosse, sabem? Tudo muito intenso!

Na boca o vinho se mostrou untuoso, gordo, preenchendo cada espaço da boca. Confirmou o nariz e teve um toque especiado, lembrando ainda mais a picância do mel com própolis detectado no nariz. A única ressalva porém eu faria com relação a acidez, que a meu ver ficou devendo um pouco para aumentar por exemplo a permanencia em boca, que foi de média para menos com final quase doce.

Mais um bom exemplar francês trazido pela Cave Jado, que mostra a cada vinho que eu experimento que tem excelentes mãos para garimpar vinhos honestos a preços honestos para nosso padrão de consumo. 

Saúde!

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