terça-feira, 12 de abril de 2011

Domaine Ellevin Chablis 2008

Esta é minha primeira incurssão pelo mundo de Chablis, na Borgonha (os vinhos provados e usados nas aulas de sommellerie não contam). Talvez este seja um dos mais famosos vinhos brancos do mundo, se não o mais famoso. E preciso dizer que, como iniciante e munido de grande curiosidade, não me decepcionei.

Falando um pouco sobre a região em si, a Borgonha pode ser considerada uma das regiões vinícolas mais elegantes do mundo e Chablis, a mais emblemática para vinhos brancos. A uva utilizada se resume na Chardonnay. Solos calcários, muito limestone e clima continetal com seus verões secos criam um ambiente rico em drenagem, auxiliando a maturação das uvas. Por outro lado,alguns percalços tem que ser combatidos, dependendo da safra, como as geadas no inverno e as constantes variações nas quantidades de sol e chuva durante as demais estações. De qualquer maneira, podemos dizer que ao lado de Bordeaux, a Borgonha (e por que não Chablis) é uma das mais conhecidas regiões vinícolas do mundo e a variação do terroir (inclinação dos terrenos, exposição ao sol, etc é quem dita as características mais marcantes em seus vinhos. Além disso, a classificação de seus vinhos é também bastante vasta, variando de uma denominação comunal Chablis até seus vinhos tops nos grand crus e premier crus (qualquer dia faço um post tentando explicar como funciona estes critérios de classificação na França).

Deixando de lado um pouco da teoria, vamos as impressões sobre este vinho. Na taça ele apresentou uma linda cor amarelo tendendo para dourado, com lágrimas finas, abundantes e incolores.

No nariz o vinho começou a se mostrar. Bastante complexidade abrindo com aromas de pêssego, muito mel e alguma coisa de amendoas, nozes, não sei ao certo. Como pano de fundo muito mineralidade, lembrando giz e arreia de praia. Muito interessante, me deixou muito otimista para o que viria na sequência.

Na boca o ataque inicial foi de muita fruta, lembrando o pêssego do nariz, mas também alguma coisa cítrica, que eu não consegui identificar. Depois o mel apareceu e deixou o final com muita mineralidade, como se eu tivesse comendo areia de praia. Muito engraçada a sensação, mas ao mesmo tempo espetacular. Acidez muito bacana, fazendo com o que o final fosse de média duração. Vinho bastante untuoso, preenchia bem a boca como um todo. Pedia sempre o próximo gole.

Não sei se foi sorte, falta de conhecimento ou seja lá o que for mas a verdade é que eu gostei muito desta minha primeira incurssão no mundo de Chablis e seus vinhos. Este exemplar foi adiquirido na Cave Jado, e como sempre, valeu e muito o investimento!!

Saúde.

3 comentários:

  1. Obrigado pela visita pessoal, continuem conosco sempre que possível!

    E comentem sempre deixando sugestões, elogios, críticas, são todos muito bem vindos!

    Sds.

    ResponderExcluir