quarta-feira, 27 de junho de 2012

Encontro de Vinhos Campinas: alguns destaques pessoais Parte II

Continuando com os destaques da feira, chegamos à importadora Península, que só trabalha com vinhos espanhóis. Aliás, a curiosidade é que os donos desta importadora são a atriz Pepita Rodrigues e seu marido, e ambos estavam presentes na feira. Mas, voltando aos vinhos, três foram os destaques que achei interessante compartilhar com vocês: a cava Juvé y Camps Cinta Purpura Reserva 2008, com aromas cítricos e de nozes, um belo colchão de bolhas na boca e uma acidez que te deixa com água na boca a cada gole; o elegante Abadia Retuerta Selección Especial 2006, vinho tinto blend da Tempranillo com Merlot e Cabernet, que passa por 18 meses de barrica e tem aromas muito ricos de frutas vermelhas, mentolado e muita especiaria, dando um show de classe na boca com todos elementos muito integrados; e, para finalizar, o Pago de Carraovejas Crianza 2006, mais opulento, carnudo e com frutas maduras, chocolate e especiarias, num final longo e delicioso. Aliás, se depender de achar algo ruim nesta importadora, você poderá perder tempo.



A velha conhecida Cave Jado trouxe algumas surpresas diretamente de Bordeaux: primeiro, uma dupla do Château Lamothe de Haux, um branco 2010 de corte tradicional e muito frutado, com aromas de plástico (empireumáticos), toques florais de bom corpo e acidez deliciosa, da apelação geral Bordeaux, e um tinto 2008 da apelação Premiéres Côtes de Bordeaux, de corpo médio e taninos marcantes, frutas em balanço com toques de especiarias e terrosos que ficam um tempo em nosso paladar de maneira encantadora. Por fim, outro tinto do Château Queyret-Pouillac, da apelação Bordeaux Supérieur, uma reserva particular com intensos aromas de frutas vermelhas e toques de baunilha, elegantes e sedutores. E o melhor de tudo é que estes vinhos orbitam na faixa de preços de até 90 reais, sem dúvida um excelente custo-benefício.


Mudando um pouco de ares, chegamos à vez da importadora MS Import, que tem em seu portfólio diversos produtores de países diferentes. Mas irei me focar em apenas 2 deles, diretamente da Itália: primeiro, um belo representante da Toscana, o Le Potazzine Gorelli Brunello di Montalcino 2005, potente, encorpado, com muita fruta madura no olfato e uma acidez suculenta no palato. Depois, o Barolo Vignarionda 2007 do produtor Pira Luigi, uma ode ao rei dos vinhos, com uma cor já puxando para o acastanhado, aqueles aromas de frutos secos e flores inundando o olfato, mas sem descuidar daqueles taninos ainda um pouco jovens, mas maravilhosamente em harmonia com os outros elementos do vinho. Além disso, tiveram também o 2º colocado no Top 5, o portuga  Lima Mayer, feito de um corte de uvas portuguesas e internacionais, encorpado e sedoso ao mesmo tempo, cativando desde o primeiro gole. Opa, acho que acabei comentando 3 vinhos deles, mas vocês me desculpam o equívoco, não é mesmo?



E, para fechar o giro pelas importadoras, esta, até então desconhecida pra mim, trouxe gratas surpresas hermanas. Estou falando da La Cristianini, que tem em seu portfólio vinhos argentinos e portugueses pouco conhecidos por aqui. E eles chegaram bem e com dois destaques: o primeiro, o Gradum Carmenére Reserva 2008, mais maduro que muitos exemplares chilenos e sem aqueles aromas herbáceos enjoativos, com muita fruta e chocolate e uma bela potência. E o grande astro deles, o argentino Invasor Gran Reserva 2009, feito de um corte de Malbec (típica uva argentina) e uma desconhecida até então, a Aspirant Bouchet, que, por ser de difícil cultivo e pouco rendimento, não tem sido muito explorada, mas traz um vinho opulento, saboroso, com aqueles toques florais e frutados da Malbec misturados ao mentolado e especiado da Aspirant e do terroir, criando um conjunto muito bacana. Não é à toa que o vinho apareceu no Top 5 logo de cara, com o 4º lugar.




Finalizando o post, queria só falar rapidamente sobre o Top 5. Na minha opinião, o vinho vencedor, o Casa Valduga Gran Raízes 2009, não é o vinho que deveria ostentar o primeiro lugar, apesar de ser um vinho bem feito e sem defeitos aparentes. Entretanto, respeito e nunca irei desprezar a sabedoria das degustações às cegas, muito menos dos jurados que lá estavam. Mas, a meu ver, e tendo em vista que degustei todos os vinhos de maneira aberta e, alguns deles, depois de saber o resultado da eleição, a ordem seria:

1 - Undurraga T.H. Carignan 2009
2 - Lima Mayer 2007
3 - Invasor Gran Reserva 2009
4 - Vega Saúco Tó 2004
5 - Casa Valduga Gran Raízes 2009



Espero que tenham tido a oportunidade de visitar a feira e, caso contrário, que possam se utilizar de uma ou outra dica por aqui postada. Estou ansioso para o próximo evento. Espero encontrá-los por lá!



Até o próximo! 

2 comentários:

  1. Valeu Vitão !!!! Pra nós o nosso Carignan também é o melhor !!!! Foi um prazerzão te ver. Super Abraço, Mtoledo

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    1. Marcelão,

      Obrigado pela atenção com a gente sempre! É muito bom conhecer e ter o prazer de cruzar com pessoas como você nas feiras. Continuem o bom trabalho!

      Abração!

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