sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Titular Reserva Tinto 2012: Portuga de bom custo benefício!

O vinho é produzido pela Caminhos Cruzados, que nasces pela iniciativa e vontade de Paulo Santos, natural de Nelas, que, determinado a regressar às suas origens para investir no mundo do vinho, decide transformar uma antiga empresa agrícola numa moderna empresa produtora e engarrafadora de vinhos. A filosofia da empresa baseia-se na produção de vinhos de qualidade, com uma vertente de tradição aliada ao modernismo e constante diferenciação que o mercado exige. Os seus vinhos são feitos a partir de uvas de produção própria e de produtores selecionados, reconhecidos pela sua qualidade e excelência de castas, todos na região do Dão. A Caminhos Cruzados resulta da união de ideias e projetos, e promete ajudar a voltar a pôr no mapa o nome de Nelas como terra de vinhos de qualidade. Sua propriedade, chamada de Quinta da Teixuga, é uma propriedade com cerca de 30 hectares. Está situada em pleno coração da Região do Dão, sendo rodeada por maciços montanhosos, como a Serra da Estrela e Caramulo. Composta por várias parcelas de floresta e vinha, a propriedade é um espaço onde o contacto com a natureza é privilegiado. Nas parcelas de vinhas da “Teixuga”, algumas com idades médias de 50 anos, podemos encontrar as melhores castas da região do Dão como as tintas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Alfrocheiro; além das brancas Malvasia-Fina, Encruzado e Bical.


Sobre o Titular Reserva Tinto 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho produzido a partir das castas autóctones Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz com estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês (50% novas e 50% 1º ano e 2ºano). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade. algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se fizeram presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, flores, baunilha e leve toque mineral ao fundo. Toques tostados com algum tempo em taça.

Na boca o vinho tinha corpo médio, excelente acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Para acompanhar, minha esposa aprontou um belo jantar com direito a medalhão de miolo de alcatra ao molho de vinho tinto e cogumelos puxados no azeite e manteiga. Que delícia, estou salivando só de lembrar. A inspiração para esta receita veio com o Chef Guga Rocha, que dentre outras atribuições, faz parte do programa Homens Gourmet

Enfim, precisa falar mais alguma coisa? Bom vinho português para o dia a dia que acompanhou dignamente o jantar. Eu recomendo a prova. Em tempo, o vinho é trazido pelo Oba Hortifruti e foi indicação do amigo Alexandre Frias, do blog Diário de Baco.

Até o próximo!

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