segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Tolentino Winemaker's Selection Malbec 2014

Nós brasileiros já estamos mais do que acostumados com os vinhos provenientes tanto de Argentina como Chile, mas quando nos deparamos com alguns exemplares que fogem do usual, costumamos comentar por aqui. E por fugir do usual podemos entender que temos vinhos tintos mais elegantes, menos bombados e que entregam por vezes qualidade condizente com o preço, um pouco maior do que os vinho considerados de entrada. E foi o caso deste Tolentino Winemaker's Selection Malbec 2014.


O vinho é produzido pela Bodega Cuarto Dominio, localizada em La Consulta, Valle de Uco, bodega esta pertencente e operada pela quarta geração de produtores de Mendoza. Tudo começou há mais de um século atrás, quando a primeira geração viajou para a Argentina da Europa com a esperança de transformar o seu vinho tornando sonhos em realidade em Mendoza. Mais de 110 anos depois, o legado vive e está prosperando com as seguintes gerações dos produtores continuando a cultivar e produzir vinhos de distinção, qualidade e autenticidade nas vinhas de alta elevação do Vale do Uco.

A curiosidade fica por conta do sobrenome do presidente da bodega, o Sr. Javier Catena, que é membro da conhecida família produtora de vinhos argentinos, muito embora não utilize este nome para divulgar seus vinhos, o motivo eu realmente não sei. De qualquer maneira, um nome de peso a frente da bodega e a presença do gene enólogo no dna parece ter ajudado a criar belos caldos.

Sobre o Tolentino Winemaker's Selection Malbec 2014 podemos acrescentar que é um vinho que, apesar de rotulado como varietal (de acordo com a legislação argentina) possui cerca de 5% de Cabernet Franc em sua composição, além é claro da Malbec do rótulo. O vinho permanece de 6 a 8 meses em barricas de carvalho francês para afinamento e envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas gordas, mais lentas e coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, café com leite, flores e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez alta e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um belo e elegante vinho argentino, que se diferencia dos demais justamente por esta elegância e por ter arestas muito bem aparadas, sem exageros de álcool ou extração das frutas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

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