sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Castellargo Ollympus Nero d’Avola IGT Terre Siciliane 2013

O sucesso e a história da Castellargo Family Vineyards estão fortemente ligados à pessoa de seu fundador. Por mais de 35 anos Argo Atal Castellarin segue com grande dedicação ao cultivo das vinhas da família e trata da promoção e distribuição de vinhos do Friuli no mundo. Ao longo dos anos, ele criou uma seleção de vinhos com um excelente custo benefício, que traz a sua grande paixão e seu profundo conhecimento das áreas de produção viticulturais friulanas. As áreas de produção da Castellargo se estendem desde as montanhas do Friuli para a planície do rio Tagliamento, somando cerca de duzentos hectares de vinhedos. Todos os vinhos são distinguidos pela sua qualidade e sofisticação, mas especialmente pela tipicidade e o carácter varietal único. A Castellargo é capaz de produzir até 4 milhões de garrafas por ano, 80% dos quais são vendidos no exterior. A empresa, de fato, exporta os seus vinhos em toda a Europa, Japão, EUA, Canadá, Brasil, Tailândia, Austrália, Rússia e China.


Falando agora sobre o Castellargo Ollympus Nero d’Avola IGT Terre Siciliane 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% de uvas Nero d'Avola da região da Sicília, na Itália e aparentemente não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e baunilha. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um delicioso vinho italiano que foi muito bem num almoço de domingo em família. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Coleção VEUVE CLICQUOT JOURNEY

Eu gosto muito de dividir com vocês algumas notícias que recebo, mesmo que nem sempre o acesso aos produtos/serviços/etc divulgados seja fácil. E hoje eu trago mais uma notícias relacionada a um produto que sempre atrai por si só muita atenção, que é o Champagne Veuve Clicquot. Para homenagear a história da presença internacional desta Maison de Champagne pelo globo, foi lançado um convite para que todos façam uma grande viagem pela Coleção Clicquot Journey com duas embalagens que reverenciam os deleites que uma viagem pode trazer, a Clicquot Arrow e a Clicquot Trunk.

Desde a sua fundação, em 1772, a viagem e seus encantos estão no coração da Maison Veuve Clicquot, exportando seus champagnes por toda a Europa, em seguida para os Estados Unidos e depois para a América Latina, África, Ásia e Pacífico. Em uma época em que viajar era uma aventura e enviar seus champagnes para todo o mundo, um grande desafio, a Madame Clicquot sempre cultivou um espírito aventureiro e a paixão pelo novo. 


Qual será o seu próximo destino? A charmosa embalagem Clicquot Arrow aponta o caminho! Uma reinterpretação dos tradicionais sinais de trânsito, a nova Arrow, de metal e estilizada com a conhecida cor Yellow Clicquot, traz uma garrafa do seu champagne preferido, o Veuve Clicquot Yellow Label. A embalagem em formato de seta apresenta uma seleção de 29 destinos, entre eles estão: Rio de Janeiro, Ibiza, Berlim, St. Tropez, Paris, Milão, Nova York, Miami, Las Vegas, Mykonos, Tóquio, Sydney, Havaí, Istambul, Montreal, Cape Town e muitos outros. A Clicquot Arrow traz também a distância, calculada em quilômetros, a partir de Reims, o centro da produção da Maison Veuve Clicquot. Um must have colecionável, que pode ser usado quando e onde desejar ou transformado em objeto de design na decoração da sua casa.


É fácil conhecer um viajante experiente: basta contar as etiquetas de sua mala! Cada viagem deixa seu rastro, sua vivência, sua lembrança. Inspirada nas malas vintage, a Clicquot Trunk, feita em couro sintético, papelão resistente, dobradiças e fechaduras articuladas, chega estampada e cheia de história pra contar! Em seu interior, a grande surpresa: uma garrafa de 750 ml do champagne Veuve Clicquot Yellow Label para celebrar o próximo destino. Prática e portátil, pode ser estilizada com as tags de suas próximas viagens!

Ambas embalagens tem o preço sugerido de 440 reais para o mercado brasileiro. Se você tiver a grana, um belo presente para alguém especial ou mesmo pra você mesmo. O que acharam?

Até o próximo!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Erath 2014 Oregon Pinot Noir

Os vinhos da Erath Winery são uma expressão da terra que a vinícola tem cultivado há mais de 40 anos, mais tempo do que qualquer outra vinícola localizada em Dundee Hills, no Oregon (Estados Unidos). Os solos vermelhos, ricos em ferro, combinados com uma brisa suave e o aquecimento do sol em um clima marinho, tem concedido a Dundee um terroir notável. Como um dos pioneiros do vinho do Oregon, Dick Erath sempre teve uma abordagem tenaz com a uva Pinot Noir, uma vez que esta é tida como uma casta "teimosa" e de difícil trato. Depois de completar os cursos da Universidade da Califórnia-Davis em 1968, Erath se mudou com sua família da Califórnia para as colinas vermelhas selvagens de Dundee, onde uma cabana sem aquecimento numa área de 49 acres serviria como casa, e como vinícola e adega, durante vários anos. Na primavera seguinte, ele plantou primeiras uvas viníferas de Dundee Hill - 23 variedades. A Pinot Noir floresceu. Em 1972, Erath havia produzido seu primeiro vinho a ser comercializados num total de 216 caixas - a primeira produção oficial de vinho em Dundee Hills. Desde os sucessos iniciais, incluindo a safra 1982 de Pinot Noir, até os dias atuais, a Erath tem inspirado enólogos e se mudarem para a região.


Já sobre o Erath 2014 Oregon Pinot Noir, podemos afirmar que é um vinho feito com 100% de uvas Pinot Noir oriundas do Oregon e embora o vinho passe por madeira (20% nova), não consegui identificar o período que isso ocorre. De qualquer maneira, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e excelente limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho trouxe aromas de frutos vermelhos frescos, flores e toques de caramelo. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio com taninos sedosos e uma gostosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicado.

Um belíssimo vinho de uva Pinot Noir oriundo dos EUA, mais precisamente do Oregon, uma região que tem se tornado cult quando falamos destes vinhos. No Brasil a oferta ainda é restrita e quando disponível, ainda é cara. Este eu trouxe na mala, mas se vocês tiverem acesso, eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Casa da Passarella O Oenólogo Vinhas Velhas 2009

Nossa, nem sei bem por onde começar, mas é óbvio que estive um tempo afastado do blog. Espero que assim como eu, vocês também tenham sentido saudades. Vivi um turbilhão de coisas em minha vida que me fizeram priorizar outras atividades mas, aos poucos, vamos colocando a vida em ordem. Hoje volto aos post com um vinho de um país que sou notadamente fã, Portugal, e quem já me conhece ou lê meu blog a algum tempo já sabe disso e quais os motivos para tal, por isso deixarei de lado esta parte sentimental e vamos ao que interessa, que é o vinho Casa da Passarella O Oenólogo Vinhas Velhas 2009.


Localizada em Lagarinhos, no sopé da Serra da Estrela, a Casa da Passarella tem 40 ha de vinhedos plantados e é constituída por sete vinhas, sendo fundada em 1892, anterior à demarcação da região do Dão, que data de 1908. Desde sua fundação, tornou-se uma das mais emblemáticas vinícolas de Portugal. O primeiro registro de engarrafamento é de um vinho da marca Villa Oliveira, com data de 1893. Essa marca esteve durante algumas décadas fora do circuito comercial, sendo resgatada em 2009 como forma de homenagear a história e o patrimônio da vinícola. Os vinhos com esse rótulo são produzidos apenas em anos de qualidade excepcional e em quantidades muito reduzidas, com garrafas numeradas. A marca Somontes presta homenagem a uma senhora aristocrata de origem espanhola, que comandou durante algumas décadas a Casa da Passarella. Eleito produtor revelação do ano pelo importante guia 'Vinhos de Portugal 2012'.

Já sobre o Casa da Passarella O Oenólogo Vinhas Velhas 2009, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uma única vinha com 80 anos, conhecida como vinha velha, sendo que esta é um conjunto de videiras de cerca de 24 diferentes castas nativas (Baga, Touriga Nacional, Alvarelhão, Tinta Pinheira, Jaen, Alfrocheiro, Tinta Carvalha, incluindo algumas castas brancas) que, com o decorrer de quase um século, se adaptaram naturalmente àquela parcela. A fermentação de todo o blend de uvas é feita em cuba tradicional de cimento. Por fim, o vinho passa por 18 meses em barris de carvalho para envelhecimento. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho tinha coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas ligeiramente mais gordinhas, levemente coloridas e lentas faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, notas terrosas, de especiarias, flores, baunilha e um leve tostado de fundo.

Na boca o vinho se mostrou extremamente fresco, com taninos macios e bem encorpado. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicioso.

Um belo vinho português que provamos por aqui, este ficou na memória e deixou saudades. Quem dera seu preço fosse mais acessível. Eu recomendo demais.

Até o próximo!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Mandorla Primitivo Puglia IGT 2014

Em 05 de abril de 1991 nasceu a MGM Mondo del Vino, produtora do vinho de hoje, de um encontro entre os fundadores Alfeo Martini, Roger Gabb e Christoph Mack, enólogos e especialistas na indústria do vinho, com produtores de vinho de longa experiência em diferentes continentes. Desse encontro nasceu uma nova maneira de pensar, produzir e comercializar o vinho italiano de qualidade. Desde 2005 os fundadores venderam as ações da empresa de empresa, incentivando o espírito de participação no projeto da MGM Mondo del Vino. Hoje a produção MGM Mondo del Vino é comandada por enólogos e biólogos: uma equipe que cuida da vinificação, do refino, embalagem e controle de qualidade. Em 2013, a MGM Mondo del Vino entrou para o grupo Mondodelvino Group SpA. Atualmente produz cerca de 25 milhões de garrafas e de 4,5 milhões de bag in box, que exporta para mais de 55 países em todo o mundo. As uvas são selecionados através de acordos diretos com cooperativas de produtores e empresas privadas.


Já sobre o Mandorla Primitivo Puglia IGT 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas 100% Primitivo da região da Puglia, no Sul da Itália e ao que tudo indica, como não encontrei informações que contradigam a informação, não deve ter passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias dentre as quais destaco pimenta, canela e noz moscada, além de leve toque terroso. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho italiano que, a despeito da falta de interesse comum aos "especialistas" de vinhos, se mostrou com muita qualidade sem aquele dulçor tão falado nos vinhos feitos a partir desta casta. Eu recomendo a prova. Acompanhou bravamente uma massa recheada de ricota e salsinha com molho quatro queijos gratinado e um filé a milanesa da Osteria Generale. Aliás, precisamos conversar sobre este lugar. Um dia desses...

Até o próximo!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Quinta da Bacalhôa Cabernet Sauvignon 2012

A Bacalhôa Vinho de Portugal, produtora do vinho de hoje, dispensa muitas apresentações. É uma das gigantes do mundo do vinho, conhecida e presente no mundo todo com belos caldos, desde os mais simples até seus vinhos premium. De qualquer maneira, é sempre bom darmos uma injeção de ânimo na nossa memória e trazer um pouco da história de sucesso desta empresa aqui para os leitores do blog.


A Bacalhôa Vinhos de Portugal existe desde 1922, inicialmente sob a designação de João Pires & Filhos, tendo se desenvolvido ao longo dos anos com uma vasta gama de vinhos que lhe granjeou uma sólida reputação e a preferência de consumidores nacionais e internacionais. Ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. Está presente em 7 regiões vitícolas portuguesas (Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro), com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vínicos (adegas), a empresa distingue-se no mercado pela sua dimensão e pela autonomia em 70% na produção própria. Com uma capacidade total de 20 milhões de litros e 15.000 barricas de carvalho, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no setor, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência.

Já sobre o vinho alvo deste post, o Quinta da Bacalhôa Cabernet Sauvignon 2012, podemos ainda dizer que é um vinho feito a partir das castas Cabernet Sauvignon e Merlot (sendo 90% da primeira e por isso aparece no rótulo como um "varietal"). O vinho, após o processo de fermentação, passa por 11 meses em barricas novas de carvalho francês para afinamento/envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas ligeiramente mais lentas e coloridas escorriam pelas paredes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, mentolado, especiarias e baunilha.

Na boca o vinho se mostrou encorpado e fresco, com taninos presentes e marcados, mas de ótima qualidade. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um viés mineral. O final era longo e saboroso.

Um belíssimo vinho português com aquele sotaque francês mas que sem dúvida, vale o investimento. Um vinho que deve e merece ser degustado na companhia daquela pessoa especial, como foi o meu caso. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Domaine Oriental Merlot Reserva 2015

A história da Viña Casa Donoso, produtora do vinho de hoje, começou em 1989, quando um grupo de empresários estrangeiros, cativado pela beleza e pelas potencialidades do Valle del Maule, adquiriu a fazenda La Oriental, que pertencia à senhora Lucia Donoso Gatica, sendo que este histórico “domaine” está situado no coração da famosa DO chilena e a 250 quilômetros ao sul de Santiago. Uma mulher de especial encanto e empuxe empresarial, ela não só inspirou um dos primeiros vinhos engarrafados, “Doña Lucía”, mas também o próprio conceito da Viña Casa Donoso, orientado para a produção tradicional de vinhos tintos e brancos, no melhor estilo francês. A Viña Casa Donoso maneja quatro vinhedos no Vale do Maule. O primeiro, “Fundo La Oriental”, está localizado a leste da cidade de Talca (daí o nome), capital da região do Maule. O segundo, “Fundo Las Casas”, está situado na zona de San Javier. O terceiro, “Fundo San Vicente”, localiza-se a poucos quilômetros ao norte do “Fundo La Oriental” e o último é o Pencahue. Atualmente a vinha ocupa uma área de cerca de 710 hectares.


Já sobre o Domaine Oriental Merlot Reserva 2015, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% a partir de uvas Merlot oriundas de de vinhedos localizados no coração do Vale do Maule e que, após todo processo de fermentação, passa por estágio de 6 meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais demoradas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias doces, notas herebáceas e chocolate.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um excelente vinho chileno que provo por aqui, ainda mais se levando em conta o custo benefício. Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Marchese Montefusco Syrah 2012

No Vale de Belice, no rescaldo do terremoto que marcou profundamente a vida de quem viu os sacrifícios de uma vida destruída em poucos segundos, um grupo de jovens enólogos decidiu fornecer uma perspectiva diferente do que a própria natureza tinha reservado para eles. A Cantine Ermes, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1998, na Sicília, em Santa Ninfa na província de Trapani a partir da ideia de um grupo de viticultores para empreender um caminho comum de compartilhamento, de trabalho e de resgate. No coração da Sicília, em um terroir único, caracterizado por diferentes microclimas e uma variedade de origens geológicas dos solos, seus membros cultivam com grande cuidado e respeito ao meio ambiente, as variedades autóctones mais importantes e reconhecidas, como Nero d ' Avola, Grillo, Catarratto, Inzolia, Zibibbo e Grecanico que são ladeados por videiras que foram introduzidas mais tarde, como a Syrah, Merlot, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Frappato, Nerello Mascalese, Sangiovese, Pinot Grigio e Sauvignon Blanc. Hoje a Cantine Ermes é a referência do setor do vinho local com uma produção de cerca de 5000 hectares e uma comunidade de 1.200 membros que todos os dias cultivam as suas vinhas.


Já sobre o Marchese Montefusco Syrah 2012, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Syrah provenientes de vinhedos que estão situados a cerca de 200 - 300 metros acima do nivel do mar na Colline di Gibellina. O vinho é amadurecido em tanques de aço inoxidável por 4 meses e com mínimo contato com madeira para preservar o frescor da fruta. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor se faziam presentes nas paredes da mesma.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, florais, especiarias com leve toque de baunilha e madeira ao fundo. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios e totalmente integrados com o restante do conjunto. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom exemplar de vinho a partir da casta Syrah que foge um pouco deste "modelo"  novo mundista, porradão e com aquela geléia no nariz e na boca levando-se em conta ainda a região da onde o vinho vem, pouco usual quando falamos desta casta. Recomendo fortemente que provem.

Até o próximo!

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Viejo Carretón Colección Diplomática Syrah 2014

E mais uma vez chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o dia do mês quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs - numa gostosa brincadeira, postam todos sobre um mesmo tema, relacionado ao vinho evidentemente. Neste mês o tema foi indicado pelo confrade Evandro Vanti (Vinhos que Provo), fazer a indicação: "um Syrah / Shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja dessa uva". Com a missão dada, fomos até a adega e tiramos o Viejo Carretón Colección Diplomática Syrah 2014 para degustarmos. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A história da Viñas de America Del Sur, produtora do vinho de hoje, tem início nos anos de 1904 quando Nicolás Impellizieri e sua esposa, Josefa, chegaram a Argentina vindos da Itália para se estabelecer na primeira região vinícola da Província de Mendoza, como uma pequena família de vinicultores. No entanto, foi somente na colheita de 1988 que Luis Impellizieri começou a engarrafar seu próprio vinho para que esse fosse comercializado ao redor do país. A linha Viejo Carretón - Colleción Diplomática foi a primeira de relativo sucesso, o que possibilitou a vinícola se estabelecer no mercado e abrir as portas para linhas mais ousadas e premium. Em 2003, após quase um século de vida, houve o início da comercialização de seus vinhos mais top, a linha "Oculto", para outros países pelas mãos de Lucas Impellizieri, filho de Luis Impellizieri. Desde então e através destas 3 gerações da família, a Viñas de America Del Sur tem buscado atingir a excelência e a qualidade esperada em cada garrafa de seus vinhos, comercializados ao redor do globo.

Já sobre o Viejo Carretón Colección Diplomática Syrah 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah proveniente de vinhedos orgânicos localizados aos pés da Cordilheira dos Andes sendo que estagiou por 8 meses em barricas de carvalho francês e passou mais 6 meses em garrafas nas caves, antes de ser comercializado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas fazem parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, coco e algo de licor de cassis.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um bom vinho argentino, que mostra toda a potência e elegância que os vinhos a partir da uva Syrah podem alcançar por lá. Eu recomendo a prova. Tarefa dada é tarefa cumprida, e que venha a próximo tarefa para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!!